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Unilever usa crowdsourcing por chuveiro sustentável

A Unilever recorrerá ao poder das redes para mais um processo de inovação. Em busca de um modelo sustentável de chuveiro, a multinacional desafia seus públicos a criar um conceito capaz de permitir aos usuários desfrutar o banho com um mínimo impacto sobre o planeta – e, claro, os bolsos.

Os projetos a serem apresentados devem incluir apresentações com fotos ou ilustrações, textos somente em PDF, bem como atender a algumas orientações específicas, tais como: ocupar mais espaço do que um tradicional, reciclar a água e oferecer uma experiência sensorial mais agradável.

Os vencedores serão convidados a Londres para uma reflexão sobre o conceito. Haverá também quatro vice-campeões, cada um recebendo um prêmio em dinheiro.

McDonald’s tem ações sustentáveis mais conhecidas por brasileiros

O McDonald’s, Hering, Avon e Bradesco são as marcas com ações sustentáveis mais conhecidas pelos consumidores brasileiros. A conclusão é parte de uma pesquisa realizada pela GfK Brasil, a pedido da revista Consumidor Moderno. A rede de fast food é a que apresenta os maiores índices devido à campanha “McDia Feliz”. Dos entrevistados, 97% tinham ouvido falar na causa. Destes, 71% já participaram em algum momento e 40% continuam participando.

Na segunda posição aparecem duas marcas: Hering, com a campanha “Câncer de mama no alvo da moda”, e Avon, com a causa “Contra o câncer de mama”, lembradas por 75% dos consumidores. A pesquisa também considerou o Bradesco como segundo lugar, com 70% de conhecimento, por meio da Fundação Bradesco.

A terceira posição é ocupada pela Porto Seguro, com a ação “Trânsito+gentil”, com 64% de reconhecimento. Ainda como terceiro lugar estão o Itaú, por meio do “Itaú Cultural”, com 64%, O Boticário, com “Proteção à Natureza”, e Coca-Cola, com a causa “Viva Positivamente”, com índice de 62% de conhecimento.

Os consumidores
Para os entrevistados, os temas que mais motivam a participação ou contribuição nos projetos de sustentabilidade são Educação, com 76%, Saúde e Qualidade de Vida, com 74%, e Meio Ambiente, com 73%. Nos dois anos nos quais a pesquisa foi realizada, 93% responderam considerar muito importante o envolvimento de uma empresa em causas diversas e 96% são pré-dispostos a comprar produtos de marcas que participem.

Entre os ouvidos em 2011 e 2012, 43% e 41%, respectivamente, declararam participar ou contribuir para alguma causa social ou ambiental. Os principais motivos que levam as pessoas a se engajarem em uma causa são: fazer a diferença para um mundo melhor, com 84% em 2012 e 83% em 2011, exercer o papel de cidadão, com 80% em 2012 e 83% em 2011, e “sentir-se útil”, com 67% em 2012 e 65% em 2011.

Os desafios da transição para a nova economia

Em uma das palestras de maior destaque no segundo dia de Conferência Ethos, o consultor britânico John Elkington falou sobre os desafios da transição para a nova economia que se pretende estruturar. Em sua visão, a maior parte das empresas ainda faz o que chama de “change-as-usual”, ou seja, mudanças periféricas que não apresentam verdadeiras mudanças nos modelos de negócio. Para ele, as rupturas devem ser mais drásticas e virão, sobretudo, de empresas menores e mais flexíveis para inovar neste sentido.

O segundo ponto relevante abordado por Elkington consiste na tendência positiva de formação de alianças entre empresas dos mesmos setores e cadeias produtivas para endereçarem questões transversais a elas. Como exemplo, citou a campanha “Detox“, do Greenpeace, que une grandes corporações de vestuário esportivo em torno de uma mesma causa. A colaboração entre elas, de acordo com o britânico, permitirá a geração de resultados mais expressivos na eliminação de químicos tóxicos nos produtos elaborados pelas marcas envolvidas.

O engajamento, seja entre competidores ou entre outros públicos, sinaliza-se como o mais importante meio para consensos e redefinições em torno da construção do novo caminho pretendido para uma revisão da maneira pela qual produzimos, geramos riqueza e compartilhamos valor.

*Colaborou Carolina Miranda.

 

 

 

Panasonic cria página sobre sustentabilidade no Facebook

Panasonic lança no Brasil uma versão em português de sua página “Ecoideasnet”, uma comunidade global com mais de 18 mil fãs, onde é possível compartilhar notícias e conteúdos multimídia sobre sustentabilidade.

Com o objetivo de estreitar o relacionamento com seus fãs, no final de 2011, “Panasonic Ecoideasnet” transformou seu portal em uma página no Facebook. A versão em português foi pensada com o objetivo de atrair o público brasileiro interessado emsoluções ecológicas práticas e eficientes, que tenham impacto no dia-a-dia de todos.

A Panasonic mantém um compromisso de contribuir com a sociedade por intermédio dos negócios e das relações comerciais, um compromisso baseado na crença de que uma empresa é uma entidade pública da sociedade.

Além disso, promove iniciativas ambientais que reconhecem sua obrigação de preservar os recursos do planeta e proteger o ambiente natural. Uma das principais prioridades de negócio é o ajuste minucioso de um estilo de gestão ambientalmente responsável para manter e estimular a ecologia do planeta.

Para ver a página clique aqui.

 Esta reportagem foi publicada originalmente no Promoview, e agora no Com:Atitude, de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Adidas lança Pegada Sustentável e amplia portfólio de ações ambientais

Programa pretende impactar os consumidores com o conceito de responsabilidade ambiental. Clientes poderão levar calçados descartados nas lojas da marca e transformá-los em energia

A Adidas lança o programa Pegada Sustentável com o objetivo de engajar o consumidor em suas atividades ambientais e dar um destino correto aos produtos no fim do seu ciclo de vida. O projeto reforça o posicionamento da companhia ligado a questões sustentáveis e visa minimizar os impactos causados no meio ambiente pelo descarte inadequado dos calçados esportivos.

A iniciativa nasceu a partir de uma necessidade da empresa de falar diretamente com o público sobre conscientização e disseminação dos princípios da marca. Com o projeto, a Adidas busca atingir os três pilares da sustentabilidade, pelo aspecto econômico, social e ambiental.

“Nossa ação, economicamente, auxilia na construção da imagem da Adidas diante do público. Socialmente, mobilizamos os consumidores conversando com eles sobre uma atitude cada vez mais necessária na sociedade em que vivemos e a iniciativa impacta principalmente o meio ambiente. Os calçados descartados, ao invés de irem parar nos lixões ou nas ruas, serão levados para fábricas com intuito de gerar energia”, diz Fabiano Lima, Diretor de Relações Institucionais e de Sustentabilidade da Adidas Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ativação dos consumidores
O Pegada Sustentável surgiu como um meio de aumentar o relacionamento da marca com os consumidores e também incentivá-los a praticar atividades de cunho sustentável. O programa lançado no dia 24/01 já está presente em sete lojas e 11 outlets da Adidas na grande São Paulo e capital. Em março, o projeto chega às demais 84 lojas da marca em todo o Brasil.

Para promover a iniciativa, os pontos de venda receberão decoração especial, com elementos visuais da ação, como cadarços verdes, com o propósito de incentivar os consumidores a reciclarem, além de comunicados nas redes sociais da empresa. A Adidas também investiu no treinamento de 400 colaboradores para conversarem com os visitantes nas lojas e explicarem as etapas da ação.

“Temos um trânsito muito grande de consumidores em nossas unidades ao longo do ano e queremos levar para estas milhares de pessoas conteúdo de sustentabilidade. Conseguindo este objetivo seremos também  uma empresa responsável por uma mobilização nacional de pessoas”, declara Lima.

Para garantir o descarte adequado do calçado, o usuário poderá entregar o produto sem condições de uso, de qualquer marca, nas lojas Adidas. O cliente assinará um termo de doação do material para a reciclagem e, em troca, receberá um brinde. Em São Paulo, nos três primeiros meses, a “recompensa” será um ingresso para visitar o Museu do Futebol, no Pacaembu. Cada cidade, entretanto, terá uma opção para os consumidores.Os produtos entregues nos pontos de venda serão encaminhados para a empresa de logística reversa e gestão ambiental RCRambiental. A parceira da Adidas será responsável por descaracterizar as peças e transportá-las até o destino final, onde os calçados serão transformados em combustível para alimentar fornos de cimento. O mecanismo possibilita o reaproveitamento integral dos produtos como fonte de energia.

Posicionamento sustentável
O lançamento do novo programa reforça a plataforma de atividades realizada pela Adidas em busca de uma produção menos danosa ao ambiente. O Better Cotton, por exemplo, é uma iniciativa da marca de utilizar nas roupas um algodão produzido com menos água e pesticidas no plantio. A companhia planeja até 2015 usar o material ecológico em 40% de sua produção e, três anos depois, o objetivo é que o algodão seja utilizado em 100% dos produtos.

O material faz parte de uma plataforma de design e produção sustentável da empresa chamado Lugar Melhor (Better Place), em referência a um mundo melhor. O conceito faz relação com as práticas de utilizar menos matérias e substâncias nocivas na fabricação das peças, que compreendem poliéster reciclado de garrafa Pet, tecidos sintéticos livres de solventes, tecel, couro com tingimento certificado e um polímero biodegradável à base de milho, além do algodão orgânico.

A companhia também possui programas sociais ligados a ONGs para incentivar as práticas esportivas como um meio de educação de crianças e adolescentes. “A Adidas tem várias iniciativas que compõem uma cadeia de valor mais sustentável para a marca. Principalmente no design dos nossos produtos, em que utilizamos menos materiais e mais leves, e nos processos de fabricação, em que são usadas substâncias menos nocivas à natureza. Percebemos, no entanto, que estava faltando alguma ação que contagiasse o consumidor e assim surgiu o Pegada Sustentável”, conclui Lima.

*Por Letícia Alasse. Esta matéria foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing, e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Siemens premiará ideias sustentáveis de infraestrutura com foco na Copa de 2014

Um grande passo para a fundamentação de uma atitude de marca é o alinhamento entre negócio e causa. Este princípio inspirou a Siemens com o lançamento do Siemens Student Award, concurso que premiará soluções sustentáveis de infraestrutura para o Brasil e que, por sua vez, perdurem após a realização da Copa de 2014 no País.

A empresa de soluções em engenharia elétrica e eletrônica, e que possui atividades nas áreas industrial, de energia, na saúde e em infraestrutura e cidades também esteve presente em grandes eventos, como na Copa da Alemanha em 2006 e da África do Sul em 2010, quando atuou na construção de estádios e no fornecimento de energia – foco que também justifica a temática do concurso.

Voltado para universitários, o Siemens Student Award desafiou os candidatos a responderam à pergunta “Que soluções para a Copa do Mundo no Brasil podem ser respostas sustentáveis para o planeta?”. Os participantes puderam enviar suas ideias individualmente ou em grupos de até três pessoas e especialistas da Siemens deram dicas para os participantes pelo site oficial da iniciativa.

Os projetos foram inscritos em seis categorias diferentes: 1) assegurar uma oferta segura e constante de água potável; 2) fornecer energia com alta confiabilidade e qualidade; 3) aumentar a acessibilidade da população aos serviços de diagnóstico em serviços públicos e privados; 4) estabelecer um sistema de gestão de resíduos eficiente e funcional; 5) propiciar infraestrutura de mobilidade urbana para pessoas e mercadorias de maneira inteligente e sustentável; e 6) imaginar locais seguros e inteligentes.

A Siemens selecionará as dez melhores ideias e, deste total, uma comissão especial escolherá sete projetos, enquanto três poderão ser votados pelos internautas. Os dez finalistas vão apresentar o seu projeto a um júri no dia cerimônia de premiação, prevista para março, com entrega de prêmios no valor total de R$ 64 mil.

Heineken Brasil amplia sua plataforma de sustentabilidade

Consciente de seu papel em relação à sustentabilidade, a Cervejaria Heineken quer atingir sua ambição de ser a cervejaria mais verde do mundo até 2020 por meio da melhoria contínua de suas atividades.

A plataforma criada pela empresa possui três objetivos estratégicos: melhorar o impacto ambiental das marcas e negócios da Heineken, capacitar as pessoas e as comunidades em que a empresa opera e impactar positivamente o papel da cerveja na sociedade.

As metas foram lançadas no Brasil no ano passado, quando a cervejaria se consolidou no país com a aquisição da divisão de cervejas da FEMSA.

A companhia implementou o seu programa em suas oito fábricas no Brasil: Jacareí (SP), Araraquara (SP), Gravataí (RS), Ponta Grossa (PR), Cuiabá (MT), Feira de Santana (BA), Pacatuba (CE) e Manaus (AM).

No Brasil, a cervejaria já implantou algumas ações que vêm cooperando para tornar a empresa a mais “verde” do mundo. Uma delas é o Comitê de Bacias hidrográficas, focado na preocupação da escassez de água nos rios. A metodologia aborda o controle do uso da água nas comunidades, indústrias, agropecuária e outros setores e da qualidade do efluente devolvido nos rios.

Outra preocupação da empresa é a redução de consumo de água nas cervejarias. O programa existente no Brasil já economiza o equivalente a 38 piscinas olímpicas cheias por ano. Comparando-se com a referência internacional de 6l de água/l de cerveja, o consumo médio da empresa é de 4,9 l de água/l de cerveja, o que significou, em 2009, uma economia de mais de 112 milhões de litros de água.

Quanto ao consumo energético, a utilização de energia própria gerada por meio de biocombustível, biomassa e co-geração (que utiliza vapor) produz energia suficiente para abastecer por um mês mais de 230 mil residências com quatro pessoas que consumam a média de 200 KWh/mês, por um ano.

A Heineken Brasil tem seu índice de reciclagem superior a 98% dos resíduos da produção e permanece trabalhando para a melhoria contínua deste processo. Vale ressaltar que os resíduos de fermentação são utilizados tanto para a produção de ração animal como para elaboração de adubo.

Outras questões como tratamento de efluente e consumo responsável também são preocupações da empresa para que atinjam a marca de cervejaria mais verde em 2020.

 Esta reportagem foi publicada originalmente no Promoview, e agora no Com:Atitude, de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Sustentabilidade infantil: como marcas veem os consumidores do futuro

Com o mundo mais atento à sustentabilidade e cada vez mais empresas alinhando sua estratégia ao conceito, as crianças ocupam um papel de destaque como os consumidores do futuro. Muitas já tomam iniciativas de proteção ao meio ambiente e chamam a atenção dos pais, usando os ensinamentos que aprendem nas escolas. Aproveitando esta tendência, marcas como Tang, Pritt e Danone focam em passar ideias de consumo consciente para o público infantil, utilizando linguagem lúdica.

A questão ambiental já está presente na vida cotidiana das crianças, por meio dos educadores e da mídia, e as gerações atuais estão mais preocupadas com o tema. Se hoje as empresas já não estão mais alheias à sustentabilidade, quando seu público alvo são as crianças, o fato torna-se mais importante. As companhias passam também a focar na educação dos mais novos, por meio de jogos, material para professores e oficinas, para valorizar a imagem de suas marcas e aproximar produtos e serviços dos pequenos consumidores.

“O consumidor tem um poder nas mãos. Suas escolhas abrangem vários aspectos, como economia, sociedade e meio ambiente, e direcionam as ações das empresas. Estamos em um processo de transformação significativo que não sabemos onde vai dar. Ainda não somos sustentáveis, mas talvez nossos netos sejam”, diz Mirna Folco, Coordenadora de Capacitação Comunitária do instituto Akatu Mirim, voltado para ensinar sustentabilidade às crianças, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Aprender jogando
Na hora de levar o assunto sério às crianças, é necessário torná-lo atraente. “Para falar de um tema como esse, que envolve mudança de prática e de comportamento, é preciso também ser lúdico e interativo. Os jogos são uma boa ferramenta”, diz Mirna.

Assim como o portal do Akatu Mirim, do qual é patrocinadora, a Tang criou um game para reforçar o tema junto ao público infantil, importante consumidor da categoria. O Planeta Verde Tang, lançado em julho, é uma espécie de The Sims na qual os participantes constroem uma cidade, lembrando-se da preocupação de recolher o lixo, enviá-lo para o local certo e criar novos objetos a partir de usados. “O mais importante é mostrar à criança que ela pode realizar ações leves e divertidas, mas que tenham uma importância”, diz Juliana Macedo, Gerente de Marketing da Tang, marca da Kraft Foods, em entrevista ao portal. Sustentabilidade infantil: como marcas veem os consumidores do futuro

A Estrela também investiu na proposta, com o lançamento do Banco Imobiliário Sustentável. O jogo tradicional, no mercado desde 1944, ganhou a versão ecologicamente correta. Além de ser feito 100% com matérias-primas renováveis, a temática busca fazer as crianças aprenderem brincando. Ao invés de bairros e ruas, as casas do tabuleiro são reservas naturais, como a bacia do Rio São Francisco. As companhias de transporte foram substituídas por empresas como Companhia de Reciclagem Energética e de Reflorestamento e as punições e sortes são, por exemplo, “sua empresa foi multada por poluir demais” e “você protegeu suas terras do desmatamento e faturou com o turismo ecológico”.

Plantando no pote de Danoninho
Outra empresa que tem as crianças como público alvo e deseja ter sua imagem relacionada à sustentabilidade é a Danone. Com o mote “Danoninho Para Plantar”, a companhia empreende uma ação na vida real e virtual. Em cada embalagem vem um pacote com sementes para as crianças plantarem no pote do produto, com instruções direcionadas a elas.

No produto, também é encontrado um código exclusivo que permite ao participante criar uma floresta virtual no site da mascote Dino. A cada árvore plantada virtualmente, a empresa custeia o reflorestamento de um metro quadrado da Mata Atlântica, realizado pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), parceiro da Danone na ação. Em 2011, até agora, foram reflorestados 88.318 metros quadrados com a iniciativa.

Para manter os pequenos interessados, a empresa, por meio de Dino, oferece prêmios para o participante acrescentar à sua floresta virtual e realiza entrega de medalhas. Recentemente, a companhia também lançou um jogo para iPhone em que o usuário deve fazer a mascote espalhar sementes. Quem conclui o game ganha mudas exclusivas para plantar no site.

Um reforço ao orgulho das crianças
Com o Esquadrão Verde, a Tang também realiza ações virtualmente e na vida real. Para participar do projeto, realizado em parceria com a Terracycle, as crianças devem se cadastrar no site, que abriga jogos. A marca propõe algumas ações para os internautas realizarem em casa, como um filme mostrando como fazer fantasias com materiais reciclados e pedindo para os participantes postarem fotos e vídeos provando que realizaram a iniciativa.

Sustentabilidade infantil: como marcas veem os consumidores do futuroNo ambiente físico, um cadastro é realizado por um adulto, que forma brigadas de coleta de embalagens de suco em pó. Cada grupo deve recolher um mínimo de 100 embalagens e enviar para o instituto, sem pagar pela postagem. Cada item vale R$ 0,02, que são revertidos para uma instituição escolhida pela brigada. Hoje são 272.946 agentes e mais de 1,5 milhão de embalagens recicladas. Uma atividades proposta foi a construção de um robô de materiais reutilizados (foto) que entrou no Guiness Book, o livro dos recordes, como a maior escultura de papel reciclado do mundo. “As crianças adoraram, ficaram orgulhosas e, neste caso, fizemos um vídeo nos comunicando com os pais, para mostrar do que elas são capazes”, diz Juliana. O empowerment das crianças é valorizado como forma de incentivá-las.

“Realizamos pesquisas e começamos a entender melhor o que era importante para as crianças. Percebemos, principalmente no público de oito a 12 anos, que eles deixam de se ver como criancinhas e começam a ter liberdade, com limites, então querem conquistar seu espaço e mostrar aos pais que são capazes de fazer coisas legais. Notamos uma vontade das crianças em relação a melhorar o meio ambiente, e por outro lado elas não sabiam como fazer”, diz Juliana.

Fidelizando educadores
Apesar da comunicação direta com as crianças, também é importante falar com os pais e educadores. Dentro da estratégia da Tang, há um projeto embrionário com professores, ainda em fase de testes. O objetivo é levar conteúdo educativo e treinar os profissionais a comunicarem o tema de uma maneira que interesse às crianças. Os professores recebem as informações sem haver a presença da marca nas escolas.

Outra empresa que tem planos para reforçar este braço de capacitar os educadores no assunto é a cola Pritt. A marca da Henkel tem um projeto de desenvolver um programa de fidelização para professores, disponibilizando conteúdo no site da marca para ser utilizado na sala de aula. Entre o material, estarão propostas de atividades para serem feitas em casa e na escola, passo a passo de reciclagem, dicas e ideias sustentáveis.Sustentabilidade infantil: como marcas veem os consumidores do futuro

Com presença constante no dia a dia dos estudantes, a Pritt abraçou o compromisso de passar sustentabilidade a seu público, unindo-o ao tema de criatividade. Por meio da Campanha Pritt Volta às Aulas 2012, sob o slogan “Recicle e Crie seu Mundo”, a marca oferece oficinas de artes manuais com materiais reciclados. As Oficinas Pritt, realizadas em parceria com o canal de TV Nickelodeon, funcionarão em janeiro nas praias de São Paulo, aproveitando o verão. Além disso, a empresa lançou um produto especialmente para a campanha, a cola Pritt Hobby, que é desenvolvida a partir de cana de açúcar, em um processo de produção que não agride a natureza.

Publicidade infantil
Quando o assunto é a comunicação de empresas direcionada a crianças, se esbarra nas regulamentações e na discussão pública sobre publicidade infantil. “Tem que ter cuidado ao direcionar publicidade a crianças. Por isso mesmo as empresas seguem outros caminhos, porque não dá mais para simplesmente falar para a criança que ela deve consumir”, diz Mirna, do Akatu Mirim.

A Kraft Foods, por exemplo, tem uma política interna quanto a isso. Foram selecionados produtos que, de acordo com seus valores nutricionais, poderiam ter ações de divulgação direcionadas a crianças acima de seis anos, entre eles o Tang, que atende aos requisitos de possuir menos de 40 calorias e 10g de açúcares adicionados. Já as ações nas escolas com a divulgação das marcas foram abolidas. Nos projetos de Tang para instituições de ensino, as crianças não têm contato com a marca.

Já a Danone usa o site global The Food Profiler, uma metodologia de avaliação da qualidade dos alimentos, guiado por dados do NutriBrasil Infância. A ferramenta aponta os produtos destinados ao público de três a 12 anos que podem usar a publicidade, por seus perfis nutricionais. A empresa também não pratica distribuição de produtos em escolas, a menos que seja para fins educativos ou esportivos.

Além da reciclagem
Apesar das ações positivas, ainda é preciso investir muito mais na temática para revolucionar a forma de consumo e torná-la realmente sustentável quando as crianças de hoje forem adultas. “A sustentabilidade é um movimento que está acontecendo, já buscamos ter práticas melhores de consumo, mas há um caminho maior a percorrer. O consumo ainda é visto como um ato, mas é um processo em que se deve decidir de qual empresa comprar e como jogar fora ou reaproveitar”, diz Mirna.

É importante lembrar também que a sustentabilidade vai além da reciclagem, o tipo de iniciativa mais realizada com as crianças, principalmente pela complexidade de outros assuntos. “As empresas focam muito em reciclar, mas isso não é a solução. A reciclagem é a última saída, não dá para pensar só nela, temos principalmente que refletir, aprender juntos e, quanto mais pessoas fizerem parte do diálogo, melhor”, diz Mirna.

*Por Fernanda Salem. Esta matéria foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing, e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Novos modelos de negócio podem alavancar atitudes socioambientais

O alinhamento entre negócio e propósito vem sendo amplamente discutido por nomes como Michael Porter, Maria Cecília Prates, Mark Kramer, entre outros. No debate, responsabilidade social, sustentabilidade, valor compartilhado e cidadania corporativa são termos que emergem e convergem para um único ponto: definir a necessidade de atitudes de marca relevantes para os públicos.

Entretanto, o modelo de negócio tradicional, baseado no alcance de metas e com foco nos interesses dos acionistas, entra em contraste com a busca do benefício compartilhado, que já prevê a multiplicidade de vozes e interesses. Algumas iniciativas do âmbito legislativo já trazem possibilidades para este contexto. Em outubro, Jerry Brown, governador do estado da Califórnia (EUA), aprovou proposta de lei que cria dois novos modelos de corporações: Benefit Corporations e Flexible Purpose Corporations.

O primeiro modelo já foi aprovado em outros cinco estados do país norte-americano (Nova Jérsei, Virginia, Havaí, Vermont e Maryland) e segue em discussão em Michigan e em Nova York. O segundo modelo, entretanto, é novo. Ambos implicam mudanças que consideram os interesses dos demais stakeholders e expande o controle para além dos acionistas, além de demandarem maior transparência e accountability (termo que designa responsabilidade e verificação em inglês).

As benefit corporations devem estar baseadas no equilíbrio de interesse entre faturamento e propósito socioambiental. Comunidade, funcionários, fornecedores e outros stakeholders unem-se aos acionistas para o desenvolvimento da estratégia de negócio. Ao fim de cada ano fiscal, a empresa deve ser auditada e o resultado, compartilhado publicamente, por meio do benefit report. Já as flexible purpose corporations diferenciam-se pelo fato de elegerem uma causa ou propósito específico, com o estabelecimento de metas e instrumentos de verificação disponíveis a todos os stakeholders. Para que uma organização transforme legalmente seu modelo de negócio para algum destes, dois terços dos acionistas precisam votar a favor.

De acordo com Kyle Westaway, advogado, empreendedor social e professor de direito em Harvard e Stanford, o principal benefício deste modelo é a exigência de transparência. O compartilhamento de interesses e a transformação de uma sociedade de shareholders para stakeholders também representam outros avanços. Por fim, o comprometimento com determinado propósito passa a ser legalmente verificável, o que eleva a seriedade da empresa e solidifica seu posicionamento no mercado.

A atitude de marca bem executada se alinha a essas novas demandas, já que também está pautada na atuação em causas e propósitos que façam sentido para a sociedade e seu negócio, com metas claras e verificáveis, tangibilizando um compromisso real.

Ford premia iniciativas de sustentabilidade com seminário

Além de inaugurar o modelo de fabricação em série no início do século 20, conhecido por Toyotismo, a montadora Ford também foi responsável por criar um dos primeiros veículos fabricados a partir de material orgânico, em 1941. Após 12 anos de pesquisas chefiadas por Henry Ford, foi possível criar um veículo 450 kg mais leve que os tradicionais da época com carroceria feita a partir de soja, cânhamo, sisal e palha de trigo. Naquela época, a inovação e a pesquisa já eram componentes importantes da operação da Ford, aliados à preocupação com o meio ambiente.

John Viera, diretor global de sustentabilidade, meio ambiente e segurança da Ford

Apesar da história ser conhecida, o gerente de Engenharia Avançada da Ford Brasil, Ricardo Muneratto, relembrou o fato e contou outras novidades sobre o uso de materiais alternativos na produção de veículos da empresa, no 1o Seminário Ford de Sustentabilidade, realizado no dia 05 de dezembro no MAM (Museu de Arte Moderna) em São Paulo. O engenheiro mecânico de formação e especializado em criação avançada e desenvolvimento de produtos do setor automotivo também contou que 85% dos carros Ford são feitos a partir de PET reciclado. Na América Latina, essa composição aumenta para 100% dos carros produzidos. O material é utilizado no carpete do assoalho, forro do teto, caixa de roda e mantas de proteção acústica do motor. A fibra de sisal também tem sido utilizada para reduzir o uso de polipropileno (plástico) reciclado em peças moldadas e injetadas, como os painéis dianteiros e componentes das portas dos veículos.

Já o diretor global de sustentabilidade, meio ambiente e segurança da Ford, John Viera, falou que o tema é um dos quatro pilares do negócio da empresa, ao lado de segurança, design inteligente e qualidade. Na atitude socioambiental, são três principais atuações: eficiência de combustível e redução da emissão de gás carbônico (CO2); introduzir cada vez mais materiais reciclados e renováveis; e a qualidade do ar interior dos veículos.

Uma das principais iniciativas são os carros elétricos. Até 2012, a meta é comercializar os veículos híbridos (combina motor a combustão com motor a bateria); plug-in híbridos (podem ser abastecidos na tomada) e totalmente elétricos. Para 2020, a intenção é disponibilizar veículos movidos a hidrogênio.

O encontro também premiou os vencedores do 16o Prêmio Ford de Conservação Ambiental, que distribuiu R$ 100 mil aos melhores trabalhos de proteção à natureza e da biodiversidade realizados no Brasil. Foram 197 inscrições realizadas este ano para sete categorias: conquista individual, negócios em conservação, ciência e formação de recursos humanos, meio ambiente nas escolas, fornecedor e distribuidor (subdividida em automóveis e caminhões). Desde 1996, a Ford já premiou mais de setenta personalidades e entidades dedicadas às causas ambientais, somando cerca de dois mil e duzentos projetos inscritos, provenientes de todas as regiões do Brasil.