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Um planeta mais inteligente nos próximos cinco anos

A IBM é um dos raros casos de marcas que souberam adaptar-se ao longo do tempo, transformando seu modelo de negócios sem perder a relevância do propósito que a impulsiona. Por essa razão, transcende a prestação de serviços e vai além ao tornar-se referência de conteúdos em torno do mote “planeta mais inteligente”.

Pesquisadores da marca apostam em um futuro no qual os objetos aprenderão a partir de plataformas cognitivas que farão das máquinas mais úteis, “naturais” e personalizadas em suas funções.

Para tanto, a marca estabeleceu cinco tendências que terão impacto sobre os próximos cinco anos na relação entre tecnologia e nossas rotinas.

Abaixo, os vídeos referentes a cada tópico. O que se tornará realidade?

Anima Mundi reúne marcas com atitudes sólidas

Começou hoje (27/07) em São Paulo a 19ª edição do Anima Mundi, maior referência em animação internacional. A edição 2011 já aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 15 a 24 de julho e segue na capital paulistana até 31 de julho. Serão muitas atividades: mostras de filmes, workshops, fóruns e debates sobre animação em diferentes espaços culturais da capital: Memorial da América Latina, Centro Cultural Banco do Brasil, Espaço Unibanco Augusta e Cine Livraria Cultura.

O evento tem o apoio da Petrobras desde 1997 e este ano, a marca aproveita para comemorar os 500 filmes que já patrocinou. Na abertura do Anima Mundi, que acontece hoje à noite, a marca deve exibir alguns vídeos especiais, que marcam o feito e homenageiam grandes filmes brasileiros, animados por Mauricio de Sousa.

A Oi também participa do festival por meio do concurso Anima Mundi Web & Celular, em que os melhores filmes elaborados a partir destas tecnologias serão premiados. O Banco do Brasil – que abraçou a causa da água neste ano – apoia uma novidade no Anima Mundi, o Concurso Água, que também premiará as animações com essa temática, com vistas à conscientização deste importante recurso.

Já a IBM atua em parceria com o festival no Anima Escola, projeto pedagógico que leva a linguagem da animação para as salas de aula, por meio da capacitação de professores de escolas públicas do Rio de Janeiro. Já são mais de dois mil educadores beneficiados que utilizam a animação para o desenvolvimento do aprendizado de seus alunos.

A edição deste ano alcançou recorde de participação: foram cerca de 80 países com mais de 1.300 curtas e longas. Destes, 421 foram selecionados de 44 países para as mostras principais do evento. Conheça a programação completa do Anima Mundi aqui.

As marcas envolvidas no festival estão vinculadas ao incentivo da cultura de forma histórica. No caso da IBM, sua atitude está atrelada ao que propõe com o Anima Escola: a tecnologia e a inovação como componentes de um mundo mais “inteligente”. A plataforma Smarter Planet tangibiliza esse conceito.

Petrobras, Itaú e Bradesco figuram no ranking global das marcas mais valiosas

Realizada há 13 anos pela Millward Brown – agência global de pesquisa especializada em publicidade, marketing, comunicação, mídia e brand equity – a pesquisa que revela as 100 marcas mais valiosas em âmbito global, a BrandZ, divulgou hoje seu ranking mais recente.

As dez marcas mais valiosas de 2011

O setor de tecnologia marcou as dez primeiras marcas da lista, com Apple, Google, IBM, Microsoft e AT&T. A marca de Steve Jobs cresceu 84% em comparação ao ano passado e, hoje, vale US$ 153,3 bilhões. Dentre as marcas brasileiras, os destaques ficaram para a Petrobras, Itaú e Bradesco.

A Petrobras alcançou o 61º lugar com valor equivalente a US$ 13,421 bilhões. Já o Itaú ficou em 90º (US$ 9,6 bilhões) seguido do Bradesco em 98º (US$ 8,6 bilhões). A Petrobras obteve crescimento de 39% em relação ao ano anterior e entrou no ranking das 12 marcas que mais subiram desde 2010. E na categoria “Combustível & Gás”, a marca ficou atrás apenas da ExxonMobil e Shell.

O estudo ainda reserva uma página especial para o Brasil e seu momento de crescimento socioeconômico, ao destacar outras marcas – Natura, Skol e Brahma (as duas últimas da Ambev) – que não conseguiram entrar no ranking, mas obtiveram bons resultados. A Natura, por exemplo, alcançou US$ 4,6 bilhões em valor de marca.

Em passagem pelo Brasil durante o Wave Festival em abril (confira cobertura), o analista-global da Millward Brown, Nigel Hollis, discursou sobre alguns aspectos importantes para valorização e construção de marca. Para ele, a escolha correta da plataforma de comunicação das marcas; foco claro e alinhado; e equilíbrio entre discrição e exagero são alguns dos fatores que facilitam a associação dos consumidores com as marcas.

Todos os resultados da BrandZ estão aqui.

Relatório do MIT aponta crescimento das atitudes ambientais das marcas

O nível dos investimentos das marcas em suas plataformas de sustentabilidade tem aumentado gradativamente ano após ano. De acordo com relatório da revista MIT Sloan Management Review, elaborado em parceria com a Boston Consulting Group e baseado em 3 mil entrevistas feitas com líderes de empresas globais, em 2009, apenas 25% dos respondentes afirmaram que suas iniciativas em sustentabilidade estavam em crescimento. Já em 2010, este número pulou para 59%. E as perspectivas são animadoras: 70% das empresas esperam investir intensamente no tema em 2011.

Relatório sobre as tendências das empresas "embracers" e as "early adopters"

O relatório da Sloan, conceituada escola norte-americana de gestão integrada ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), revela que este crescimento dos investimentos em sustentabilidade dividem as empresas em duas categorias: as que acreditam na sustentabilidade como uma vantagem competitiva, as empresas embracers – e as organizações que investem de forma mais tangível no tema, com base nos possíveis riscos e estruturadas em ações de curto prazo. São as cautious adopters, que aderem de forma cautelosa à sustentabilidade.

As embracers não são a maioria: segundo a pesquisa, a sustentabilidade está presente na agenda da alta gestão de 24% das empresas consultadas de maneira permanente e intrínseca. E para 38%, o tema está na agenda, mas não de forma enraizada. A tendência, entretanto, é que as cautious adopters evoluam para embracers ao longo dos anos, já que 24% delas afirmaram que pretendem incrementar seus investimentos na sustentabilidade já em 2011.

É interessante pontuar que a maioria das empresas consideradas embracers são de grande porte: apenas 9% das empresas respondentes se encaixam nesta categoria e possuem menos de 1.000 funcionários. A maioria, 34%, tem mais de 10.000 colaboradores.

Atitude ambiental e percepção da marca
Para 49% dos respondentes, sejam embracers ou cautious adopters, o principal benefício ao investir em sustentabilidade é o fortalecimento da reputação da marca.

Segundo o relatório, as marcas consideradas referência em suas atitudes ambientais são a GE, em primeiro lugar, seguida do Walmart, Toyota, IBM, Google e Apple. A Natura, única empresa brasileira, ficou em 14º. lugar.

Marcas escolhidas como referência na atuação com a sustentabilidade, segundo relatório

Entretanto, a possibilidade de ver todo este investimento cair por terra não é difícil. Com as novas ferramentas de comunicação, as marcas são julgadas a todo o momento por seus públicos e expostas a acusações de praticarem greenwashing. Para a manutenção de um equilíbrio, as marcas devem agir com transparência ao comunicarem suas atitudes, já que se a realidade não se alinhar à retórica das marcas, a sustentabilidade pode transformar-se em um negócio arriscado.

Para agir como embracer
A atuação das empresas consideradas embracers nos oferece um panorama de como será o cenário dos investimentos e da gestão da sustentabilidade nos próximos anos. De acordo com o relatório do MIT, para alcançar uma alta performance, alguns passos são fundamentais:

1) Agir com rapidez: os líderes entrevistados apontaram a importância de investir em ações ambientais mesmo que o retorno não esteja baseado em previsões garantidas. Segundo o relatório, a ambiguidade não deve paralisar os investimentos das empresas em sustentabilidade.

2) Equilibrar visões de longo prazo com projetos tangíveis: um posicionamento amplo, que seja capaz de envolver a cultura interna da empresa em torno da sustentabilidade e que engaje todos os seus públicos estratégicos representa uma visão de longo prazo. Ela deve estar amparada em ações bem definidas e menores que se alinhem às necessidades de cada empresa, como, por exemplo, alterações na cadeia de produção, ou a redução do uso da água etc.

3) De cima para baixo e vice-versa: a sustentabilidade deve ser endereçada a partir dos líderes para seus colaboradores e ao contrário, com o incentivo à criação de iniciativas em conjunto.

4) Presente em todos os departamentos: a sustentabilidade pode ser tratada como assunto integrante a todas as áreas da empresa e não só como um departamento independente, o que, por sua vez, favorece uma cultura unificada.

5) Foco na mensuração: desenvolver metas e criar novas maneiras de medir o retorno sobre o investimento na sustentabilidade – inclusive, aspectos pouco tangíveis – são ações fundamentais para a empresa.

6) Valorização dos aspectos intangíveis: este é o principal aspecto que diferencia as embracers das cautious adopters. A vantagem competitiva, por exemplo, é um desdobramento que não é possível medir no curto prazo.

7) Autenticidade e transparência: empresas líderes em suas atitudes ambientais são fundamentalmente realistas, o que inclui não superestimar suas expectativas e comunicar, constantemente, seus desafios e conquistas a seus públicos de interesse.

Para ler o relatório completo, clique.

Leia mais:
Já abordamos, aqui no Com:Atitude, a maioria dos casos citados. Confira:
GE
Toyota
IBM