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Rio Nextel leva esporte, cultura e lazer aos cariocas

Nextel lança o projeto “Rio Nextel” e leva esporte, cultura e lazer aos cariocas, nos principais pontos da cidade. A plataforma oferecerá a clientes e não clientes atividades na orla da praia.

Aos clientes Nextel, a marca proporcionará atividades esportivas como treinamento de corrida, Pilates, Yoga, espaços para guarda-volumes,Wi-Fi gratuito, além de empréstimos de equipamentos como pranchas de kitesurf e stand upsfrisbee, bola de futebol, bola de vôlei e frescobol, nas orlas da Barra da Tijuca, Copacabana e Ipanema. Também serão contempladas diversas atividades culturais abertas ao público.

A primeira fase é o lançamento do ambiente digital da plataforma “Rio Nextel”, que entrou no ar ontem (03/05), com conteúdo cultural e esportivo, além de informações e programação completa. No website, os clientes interessados em fazer parte da ação também poderão se cadastrar.

A segunda fase será a inauguração dos espaços, que serão os points para estas atividades. O primeiro da Barra da Tijuca está previsto para a primeira quinzena de maio. Já na Zona Sul, em Ipanema e Copacabana, a abertura será no início do segundo semestre de 2012.

“Escolhemos a orla do Rio para ser o ponto focal do nosso projeto, pois além de ser um dos cartões postais mais conhecido do País, é o local de conexão dos cariocas, que reúne os mais diversos estilos, idades e bairros, e é também passagem diária de centenas de veículos” afirma Gustavo Diament, vice-presidente de Marketing da Nextel.

O espaço “Rio Nextel” Barra da Tijuca foi projetado pelo arquiteto Ricardo Hachiya e abrirá vagas para Pilates, Yoga e corrida, assessorados por dois especialistas nas modalidades, Debora Weinberg – primeira brasileira e professora de Yoga formada pelo Iyengar – e o atleta Alexandre Ribeiro – campeão mundial de ultraman – , embaixadores do “Rio Nextel”.

Os participantes inscritos terão regalias como medidores de pulso, teste de pisada, água e isotônico durante os treinos.

“A plataforma ‘Rio Nextel’ é um projeto que estamos desenvolvendo desde o começo do ano. Nos últimos meses, investimos no Rio de Janeiro com patrocínios de shows e do Cirque du Soleil. No início de 2012 lançamos o projeto Clube Nextel Verão, formato especial para o Rio do conhecido ‘Clube Nextel’, em quatro edições exclusivas para formadores de opinião e convidados vips. O Rio de Janeiro é um dos principais mercados para a empresa e a ideia do projeto é retribuir com esporte, cultura e lazer, o carinho dos cariocas pela marca”, explica Alex Rocco, diretor de Comunicação da Nextel.

A concepção do projeto é da Sunset Comunicação, que criou desde a logomarca Rio Nextel até as ações em plataforma digital, de ativação e de comunicação dirigida.

 Esta reportagem foi publicada originalmente no Promoview, e agora no Com:Atitude, de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Storytelling já entra no conceito 2.0

O conceito de Storytelling ainda não foi absorvido pela maioria das empresas, mas já se desenvolve para uma nova fase, trazendo desafios para as marcas. O Storytelling 2.0 foca em ser relevante, ou seja, não adianta apenas contar qualquer história. Para isso, é preciso ter um objetivo final, de preferência que cause alguma mudança na sociedade, e trazer as pessoas para o centro da narrativa, usando a emoção e uma alta dose de cultura popular.

Para a agência Os Alquimistas, que cria histórias transmídia para marcas como Coca-Cola e Petrobras, existem quatro pilares: histórias, fãs, plataformas e marcas. O objetivo é contar a narrativa de diversas maneiras em diferentes plataformas, mas com uma mensagem que perpasse todas as ações, para manter a conectividade. Portanto, é preciso que a marca conheça muito bem sua proposta, como é o caso da Coca-Cola, que já incorporou a prática a sua estratégia e colhe frutos.

“Todas as grandes marcas já pensam em conteúdo próprio de forma ampla e sabem que são máquinas culturais. A preocupação atual é em como ser relevante. Não queremos apenas vender o produto, mas construir a cultura e criar valor. Mais que poderosa e importante, queremos ser uma marca que faz a diferença”, diz Gian Martinez, Gerente de Excelência Criativa da Coca-Cola Brasil no Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital, realizado no dia 14.

Uma proposta-base

O elemento que não pode faltar na estratégia de Storytelling é o DNA da marca. “Antes de procurar uma mensagem é preciso achar a natureza social da marca. A resposta está no consumidor e principalmente na vida dele offline. É aí que se entende como a conversa pode ser relevante”, diz João Ciaco, Diretor de Publicidade e Marketing da Fiat do Brasil. “Precisamos criar diálogos que durem 365 dias, sempre renovando as histórias para criar um nível social”.

No caso da Coca-Cola, os conceitos que servem de base para todas as ações estão claros. As missões da empresa são refrescar o mundo, inspirar momentos de otimismo e felicidade, criar valor e fazer a diferença. Com o objetivo de reforçar estes pilares utilizando meios criativos, a marca busca realizar o Storytelling criando uma experiência de marca coerente.

“Hoje vivemos a evolução do Storytelling. Para chegar a este conceito é preciso que a história tenha uma continuidade, seja multifacetada, facilmente compartilhável, tenha uma imersão na vida das pessoas e mostre um engajamento”, diz Jonathan Mildenhall, Vice-Presidente Global de Marketing Estratégico e Comunicação Criativa da Coca-Cola, durante o evento.Como praticar o Storytelling 2.0

Mudança social

O principal tema da narrativa da Coca-Cola é “levar felicidade para as pessoas”. A marca o traz à vida por meio do Storytelling 2.0, com algumas ações que colocam as pessoas no centro da estratégia e têm a pretensão de ocasionar mudanças em sua vidas. O conceito é uma das apostas da empresa para alcançar o objetivo de dobrar seus negócios nos próximos anos. Dentro desta meta, uma fábrica da felicidade da Coca-Cola será construída no Rio de Janeiro, em uma data ainda não divulgada.

Uma das ações de Storytelling 2.0 da marca foi realizada nas Filipinas, onde mais de 11 milhões de pessoas deixam suas famílias e saem do país para trabalhar, sem poder ver seus parentes por anos. Após detectar este fato, a companhia resolveu se comprometer a dar um presente de Natal, em 2011, e levar alguns destes trabalhadores para encontrar seus familiares. A história foi então capitalizada com umvídeo, que recebeu até agora mais de 1,1 milhão de cliques.

Outra ação social que a marca promoveu com criatividade foi no Brasil. Buscando realizar um ato de transformação, a Coca-Cola colocou um caminhão nas ruas do Rio de Janeiro, inclusive em comunidades carentes, que representava a ideia de levar felicidade. As pessoas podiam apertar um botão e ganhavam garrafas da bebida, além de bolas de futebol, pranchas de surfe e outros presentes.

Histórias na Copa

No Japão, a Coca-Cola também desenvolveu seu braço social após o tsunami, que deixou milhares de habitantes sem água limpa e eletricidade. Um funcionário da empresa foi chamado para dirigir um caminhão que levava água às casas dos atingidos. O resultado foi outro vídeo, mostrando o orgulho e a emoção do japonês de fazer parte desta ação da marca.

“Cada história deve ter um valor e um significado para a vida das pessoas. Depois disso, compartilhamos o resultado. A ação nas Filipinas custou bem menos que uma publicidade nos veículos de massa, mas traz um valor incrível para a marca. O que buscamos fazer é nos conectar emocionalmente com as pessoas. Isso é o que faremos na Copa de 2014, no Brasil. Esperamos contar histórias sobre os novos consumidores brasileiros, da classe C, além dos moradores das comunidades”, diz Mildenhall.

A estratégia que a Coca-Cola planeja para a Copa no Brasil deve ter alguma semelhança com a iniciativa que realizou no último evento, na África do Sul. A marca selecionou uma canção local, adicionou cinco notas para torná-la popular e criou um vídeo que mostrava celebrações de gols divertidas. Deu certo. A música Waving Flag atingiu 53 mil consumidores em todo o mundo, foi o single número 1 nas paradas de 16 países e o vídeo foi assistido mais de 80 milhões de vezes, além de ter gerado milhares de paródias e versões feitas por fãs.

A parte social ficou por conta de uma parceria com a fundação Rain, que recebeu 50% do lucro. O instituto planeja prover água limpa e saneamento básico a, ao menos, dois milhões de africanoaté 2015. “Para mim, a iniciativa na África foi boa, trouxe retorno, mas não foi suficiente. Para o Brasil queremos realmente deixar um legado, verdadeiro e duradouro, e não fazer caridade”, afirma Mildenhall.

Cultura Pop

Outra grande ferramenta para dominar o Storytelling 2.0 é se apropriar da cultura pop. “Dialogar com a cultura pop é um caminho para construir relevância”, ressalta Leonardo Sá, Consultor de Multimeios da Petrobras. “O respeito à cultura contemporânea e à diversidade de opiniões é um trunfo. As narrativas com emoção precisam carregar o elemento do sonho, e elas emocionam porque há pessoas reais por trás”.

A Petrobras realiza algumas ações que se conectam diretamente com as pessoas. Uma delas é o programa Compacto, que promove músicos de diversas partes do país e os reúne em encontros, registrados em vídeos. A ação foi ampliada com a participação popular, por meio de votos.

Outro projeto de criação de conteúdo cultural é o Nós do Morro, que a empresa patrocina. O grupo foi fundado com o objetivo de levar acesso à arte e à cultura para os jovens do Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro e hoje oferece cursos.  A Petrobras também realizou um documentário mostrando as pessoas por trás do projeto, que está no canal da marca no YouTube.

Cultura Urbana
Todas as empresas devem estar abertas à cultura pop para praticar o Storytelling 2.0, mas cada uma se identifica com alguma nuance dela, sempre lembrando de seu propósito de marca. No caso da Petrobras, o incentivo à cultura e à diversidade do país está no cerne de seu DNA, mas é possível se apropriar de outros elementos.

A Sprite, por exemplo, marca da Coca-Cola, tem como característica seu viés urbano. Com o objetivo de contar uma história, a empresa realizou uma ação utilizando o grafite e a ajuda dos consumidores para criar arte. O concurso cultural “Refresque suas ideias” chamou os internautas para customizar imagens com a estampa do refrigerante. Foram recebidas mais de 260 mil sugestões e, por meio de uma parceria com a Redley, a marca criou um tênis que estampa uma colagem de todas as imagens.

*Por Fernanda Salem. Esta matéria foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing, e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Festival Panorama tem apoio da Petrobras

Festival Panorama traz ao Rio de Janeiro até o dia 20/11, algumas das melhores companhias de dança do Brasil e do mundo. Ao todo, serão 31 grupos, sendo 16 nacionais e 17 internacionais, que apresentarão 40 espetáculos em 15 diferentes teatros e espaços nas zonas sul, norte e oeste, além do centro, da Baixada e de São Gonçalo. A expectativa é que o evento reúna um público de mais de 25 mil pessoas nesta edição.

Patrocinado pela Petrobras, o Festival Panorama, vai ocupar pela primeira vez todo o Armazém Utopia, no Cais do Porto, e o Galpão Gamboa, além de ter uma etapa em Brasília.  Em 17 dias, apresentará peças de 16 países e de sete estados brasileiros. Os espetáculos são gratuitos ou têm ingressos a preços populares (de R$ 1,00 a R$ 16,00).

Espetáculo "En Atendant" da companhia Rosas

O grande destaque da programação internacional é a companhia belga Rosas. Criada por Anne Teresa De Keersmaeker, Rosas é hoje uma das mais respeitadas e requisitadas companhias do mundo. Nove anos depois da sua última passagem pelo Brasil, o grupo volta ao Rio para apresentar três de seus espetáculos: “En Atendant”, “Rosas Danst Rosas” e “Fase”.

O Panorama também apresenta o primeiro solo do dançarino irlandês Colin Dunne, que se projetou internacionalmente como a estrela do grupo musical Riverdance. “Out of Time” coloca lado a lado a tradicional dança irlandesa do sapateado e a visão do coreógrafo sobre sua herança cultural.

Outro destaque é “The Continuum: Beyond the Killing Fields”, espetáculo da companhia de Cingapura The TheatreWorks. Em cena, a tragédia vivida pelos cambojanos durante os anos de dominação do Khmer Vermelho. À frente do espetáculo – que mistura vídeos, encenações e relatos – está Em Theay, dançarina e professora de dança clássica cambojana e artista sobrevivente do regime instaurado pelo ditador Pol Pot.

Nesta edição, o Festival presta homenagem ao carioca João Saldanha com uma retrospectiva de quatro trabalhos: “Paisagem Concreta”, “Núcleos”, “Qualquer Coisa a Gente Muda” e “Monocromos”.

Um dos mais respeitados e premiados coreógrafos brasileiros, João Saldanha é autor de dezenas de espetáculos concebidos em conjunto com o Atelier de Coreografia, companhia que dirige desde 1986 no Rio de Janeiro e pela qual já passaram grandes nomes da dança carioca.

Eventos Paralelos
Dedicada às crianças, a mostra Panoraminha chega à quarta edição. O projeto de formação de público já reuniu mais de três mil crianças vindas de projetos sociais e educacionais.

A programação apresentará quatro espetáculos: “Kodak”, de Neto Machado; “Entrelace”, com o Teatro Xirê dirigido por Andrea Elias; “…tudo que não invento é falso”, de Paula Maracajá; e “Vice-versa”, do português Victor Hugo Pontes.

A programação do Festival Panorama abrange ainda oficinas, residências e seminários. O Armazém da Utopia será a sede do “com.posições.políticas – encontro ibero-americano de arte e políticas”. Composto por quatros dias de debates, palestras e conversas, o evento também contempla uma agenda artística com dança, cabaré, música e performances.

A programação da primeira Plataforma Carioca de Artes Cênicas acontecerá durante o Festival Panorama. A ideia do projeto é promover o intercâmbio nacional e internacional entre produções de teatro, novo circo e dança do Rio de Janeiro.

Os 12 espetáculos cariocas selecionados serão encenados no Armazém Utopia e no Galpão da Gamboa. As apresentações também servirão de vitrine para curadores e programadores de festivais nacionais e internacionais.

Petrobras Cultural
O Festival Panorama é patrocinado pela Petrobras desde 2005 por meio do Petrobras Cultural, o maior programa de patrocínio cultural já lançado no Brasil. Criado em 2003, o Programa baliza as ações de patrocínio da empresa em torno de uma política cultural de alcance social e de afirmação da identidade brasileira.

Para saber mais sobre as atitudes culturais da Petrobras, leia o artigo que a gerente de patrocínios da marca, Eliane Costa, desenvolveu para o Com:Atitude aqui.

*Esta reportagem foi publicada originalmente no Promoview, e agora no Com:Atitude, de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Gife promove debate sobre investimento social privado na área cultural

Instituído em 1995, o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, o Gife, reúne 134 associados que atuam com Investimento Social Privado (ISP) no Brasil. A organização é a maior referência no tema e lança a cada dois anos o Censo Gife, publicação que analisa a movimentação do ISP no país. Na edição mais recente, de 2009-2010, publicada no final do ano passado – quando o Gife tinha 102 associados – alguns números merecem destaque: o aumento do número de associados que investem em sustentabilidade e meio ambiente, indo de 25% em 2005 para 58% em 2009; e o volume total de investimento privado por parte dos associados, que registrou R$ 1,9 bilhão em 2009 e cuja projeção é de R$ 2,02 bilhões para 2010.

Apesar de mais associados investirem em meio ambiente, as áreas de educação, juventude e cultura concentram o maior número de investidores: 82%, 60% e 60%, respectivamente. Em entrevista ao Com:Atitude, Andre Degenszajn, gerente de Programas do Gife, afirmou que existe uma demanda para o investimento em outros temas como a defesa dos direitos humanos, por exemplo.

Lançamento Censo online
A organização lançou hoje pela manhã (04/08) no Itaú Cultural, localizado em São Paulo, a versão online do Censo que já está disponível para consulta e possibilita a personalização dos dados para maior conveniência do pesquisador. “O objetivo da versão online é ampliar o acesso aos dados e a maior geração de conhecimento sobre ISP”, disse Pámela Dietrich, coordenadora de conhecimento do Gife, na ocasião. A iniciativa tem o patrocínio do Oi Futuro, Petrobras, Fundação Vale, Instituto Camargo Corrêa e Fundação Bradesco.

Na última edição do Censo, o Gife elaborou um dossiê especial sobre o ISP na área cultural. Apenas 2% dos associados colocam a cultura como área principal de atuação. E dentro desse escopo, 45% dos associados não utilizam a Lei Rouanet para esse investimento. Para discutir esse tema em especial, o Gife convidou Leonardo Brant, do Portal Cultura e Mercado; Evelyn Ioschpe, da Fundação Iochpe; e o curador e crítico de arte Paulo Sérgio Duarte. A mediação foi realizada pelo secretário-geral do Gife, Fernando Rossetti.

Debate sobre ISP e cultura
Rossetti iniciou a sessão destacando a complexidade que vivemos hoje com relação às demandas da sociedade e as possibilidades do investimento social privado: “os limites de atuação do ISP estão em transformação, vivemos uma maior conscientização social e o setor está mais organizado”. Ele compartilhou que este será o tema de novo congresso do Gife, que será realizado em março de 2012: as novas fronteiras do ISP. Sobre essa profissionalização do ISP, Evelyn Iochpe fez um resgate histórico interessante: “fomos beber na filantropia dos países anglo-saxões e com muita criatividade e estratégia, hoje, o ISP saiu da ideia antiga de simplesmente pegar um cheque do bolso e doar”, disse.

Sobre cultura especificamente, Paulo Sérgio Duarte alertou para uma premissa necessária para sua expansão no Brasil: a educação. “Toda arte é cultura, mas nem toda cultura é arte. Precisamos integrá-las à educação. Só assim vamos enfrentar os dilemas brasileiros e colocaremos a cultura local em diálogo com a global”, afirmou. Ele também comentou a ausência de uma política cultural consistente no Brasil: “desde a criação do Ministério da Cultura, vemos um divórcio entre a educação e a cultura”. Para ele, o MinC transformou-se em um “balcão de atendimento de grandes corporações culturais” e o ideal seria o diálogo mais intenso entre a política cultural e a educacional.

Sobre o investimento das empresas em cultura, Evelyn afirmou que a atuação ainda é relativamente baixa e deveria ser mais bem gerida: “dentro das empresas, ainda não há uma política cultural. Os departamentos de marketing gerem os recursos dos incentivos fiscais, mas é preciso maior alinhamento”.

No final da manhã, o fundador do Doutores da Alegria, Wellington Nogueira, assistia ao debate mas foi convidado a dar seu parecer sobre o tema. Ele afirmou que a cultura está diretamente relacionada a seu nível de acesso e que, no Brasil, o tema está conectado à arte e a educação. Para o acesso, Wellington indagou: “será que estamos pregando para os já convertidos?”. Ou seja, a ampliação não só dos meios culturais, mas do próprio debate, se fazem necessários. Normalmente, as discussões se restringem aos públicos que já trabalham para o desenvolvimento da área cultural no país e a mobilização de diferentes públicos seria uma forma de abranger esse importante diálogo.

Para as marcas que investem na área cultural, todas essas observações apontam para a necessidade de um posicionamento que envolva toda a gestão em prol dessa ação. Uma decisão de investir nesta área deve ser genuína, estar alinhada à marca, basear-se em visão de longo prazo e partir de uma mobilização interna para tal.

Itaú e seu compromisso com as diferentes expressões artísticas

Grupo Pavilhão D de balé clássico que conquistou o 2° lugar na categoria Trio Sênior

A cidade de Joinville (SC) tornou-se a capital da dança, referência por seus festivais, que ocorrem anualmente, desde 1983. A 29ª edição do Festival de Joinville começou na semana passada (20 de julho) e segue até o final do mês, no dia 30. A organização estima que mais de 6.500 bailarinos, coreógrafos, professores e pesquisadores da dança do país e do exterior venham para a cidade participar de uma programação intensa com apresentações, workshops, seminários, dentre outras atividades.

Os números são impressionantes: os onze dias de festival reunirão 240 horas de espetáculos, com 618 coreografias de variados gêneros – balé clássico, dança contemporânea, jazz, dança de rua, sapateado e danças populares. As atividades tomam conta da cidade e espalham-se em palcos abertos construídos em praças, hospitais e shoppings, além do Teatro Juarez Machado. Em 2005, o evento foi posicionado como o Maior Festival de Dança do Mundo, no Guinness Book.

Mas para manter o sucesso dessa rotina intensa de atividades e conseguir elevar a participação a cada edição, a organização do Festival conta com patrocinadores interessados em reforçar suas atitudes na área cultural. Há quatro anos, o patrocinador master do Festival é o banco Itaú. As marcas apoiadoras deste ano são: Britânia, Porto Seguro e Petrobras. O orçamento da 29ª edição chegou a R$ 4,4 milhões.

O histórico do banco Itaú no apoio e incentivo à cultura é consistente: sua plataforma foi criada em 1987, com a fundação Itaú Cultural, centro localizado em São Paulo que promove exposições, espetáculos de dança, teatro e shows. Dez anos depois, a marca lançou seu programa de seleção pública de projetos culturais, o Rumos Itaú Cultural. Neste ano, artes visuais; educação cultura e arte; e jornalismo cultural serão as categorias válidas para a inscrição de projetos, que serão posteriormente selecionados e patrocinados.

O Festival de Curitiba, o SP-Arte e o Fórum da Liberdade são outros eventos patrocinados pelo banco, que o colocam em posição destacada na atuação cultural. O recente patrocínio ao Rock in Rio 2011 é uma extensão da plataforma cultural da marca, que a aproxima do entretenimento e do público jovem. “A atitude é de longo prazo, honesta e autêntica. Estamos tentando criar uma imagem única da nossa relação com a arte, a cultura e o social. A ideia é trazer tudo isso para uma plataforma única. Estamos no caminho para isso”, afirmou Fernando Chacon, diretor de marketing do Itaú, em entrevista sobre a continuidade de suas ações culturais com a recente incorporação do Unibanco.

Confira a programação completa do 29º Festival de Joinville aqui.

Festival Natura Nós: extensão da plataforma musical da marca

Reconhecida por seu desenvolvimento sustentável, a Natura figurou entre as cinco marcas mais associadas às iniciativas socioambientais, segundo os brasileiros entrevistados pela última edição da pesquisa goodpurpose. Além disso, a marca também representou o Brasil (junto com a Petrobras e o Bradesco) na lista global das 100 empresas mais sustentáveis da revista Corporate Knights. Mas a marca também está alinhada à outro campo de atuação com foco cultural: a música.

Em 2005, a Natura lançou seu programa de incentivo à cultura brasileira, por meio de patrocínios a artistas e projetos que “fossem capazes de difundir a música em sua inventividade e amplitude”: o Natura Musical. Os editais públicos e processos de seleção direta já apoiaram mais de 130 projetos em 17 estados das cinco regiões do país. No total, mais de 500 mil pessoas foram beneficiadas. A marca realiza dois editais por ano: um que abrange o Brasil e outro voltado para Minas Gerais. Cada um recebe R$ 1 mihão de investimento da marca.

Natura Musical é caso de estudo dos seminários Com:Atitude

Alguns dos artistas patrocinados nesta trajetória são: Arnaldo Antunes, Céu, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Roberta Sá, dentre outros. O projeto de resgate da memória de Dorival Caymmi e o filme “O Mistério do Samba”, sobre a história da Velha Guarda da Portela, por exemplo, também tiveram o patrocínio da marca.

Em 2010, o projeto completou cinco anos de existência e ampliou sua atuação por meio do lançamento de um portal com conteúdo exclusivo sobre artistas brasileiros e com uma rádio online personalizada.

Todo esse investimento musical está embasado na essência da marca: o “bem estar bem”. Para Rodolfo Gutilla, diretor de assuntos corporativos e relações governamentais da Natura, a música promove esse “bem estar bem”, ao “diluir fronteiras, aproximar as pessoas e fazer com que elas se sintam bem”.

Roberta Sá se apresenta no Natura Nós no último sábado (21)

Além da conexão da marca com seus públicos por meio do portal, o Festival Natura Nós representa outra maneira de tangibilizar a identidade da marca. A terceira edição aconteceu neste final de semana (21 e 22 de maio) na Chácara do Joquey, em São Paulo. No sábado, shows de Jamie Cullum, Jack Johnson, Laura Marling, Roberta Sá, G.Love, Maria Gadú, dentre outros artistas, animaram o público. Já o domingo foi dedicado às crianças, com Toquinho, Barbatuques e outros artistas e atividades.

O propósito é concretizar a essência da marca, descrita por Gutilla, por meio do encontro da música brasileira com a música do mundo: “para a Natura, a música é uma das manifestações artísticas mais democráticas, com capacidade de promover integração cultural, além de ser um meio para vivenciar o ‘bem estar bem’, nossa razão de ser. O Festival ajuda a potencializar essa integração”, afirma Karen Cavalcanti, gerente de marketing institucional da Natura.

A música preserva valor universal e facilidade de propagação de emoções. Ou seja, representa um campo interessante para atuação das marcas. A capacidade de prover experiências e conteúdo torna a plataforma musical da Natura efetiva e consistente, além de representar uma extensão da identidade da marca.

*A Renata Sbardelini, que figura no vídeo, atuou no início do Natura Musical e seu trabalho é hoje feito pela Karen Cavalcanti, gerente de marketing institucional da Natura.

Feira de arte começa hoje em São Paulo e atrai investimento das marcas

O pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera em São Paulo, tem suas portas abertas hoje (12) para os visitantes da 7ª Feira Internacional de Arte de São Paulo (SP-Arte). A organização do evento espera o movimento de 16 mil pessoas que conhecerão os 89 expositores – 14 estrangeiros – deste ano. A SP-Arte vai até domingo (15).

Pavilhão da SP-Arte em edição de 2010

Em 2005, ano da estreia da SP-Arte, eram apenas 41 expositores, que pularam para 79 no ano passado. Fernanda Feitosa, criadora do evento, explica que o crescimento está relacionado ao aumento do interesse e do mercado: “não adianta colocar cinquenta novos participantes de uma vez se todos os espectadores não podem dar a mesma resposta no ritmo de vendas”, afirma. Este crescimento pode ser demonstrado pelos números mais recentes: em 2010, a SP-Arte teve aumento de 15% de vendas em comparação ao ano anterior, foram R$ 32 milhões de comércio direto de obras artísticas.

O Itaú e a Oi são os principais patrocinadores do evento que já possuem um vínculo estreito com a dimensão cultural. O Instituto Oi Futuro – como abordamos no Com:Atitude – possui centros de exposições e apresentações com seleções públicas de projetos para patrocínio. Seus principais critérios no apoio à cultura são: diversidade, democratização do acesso, contemporaneidade e desenvolvimento da área cultural em si. No evento, a Oi desenvolveu um aplicativo mobile que servirá como guia digital para os visitantes e fornecerá dicas da feira, roteiros específicos, entrevistas e fotos dos diferentes ambientes.

Já o Itaú investe na cultura brasileira desde 1987, com a fundação do Itaú Cultural, centro localizado em São Paulo que promove exposições, espetáculos de dança e teatro e shows. Assim como a Oi, o banco mantém um programa de patrocínios culturais, lançado em 1997, o Rumos Itaú Cultural.

Endeavor promove discussão sobre o valor da cultura interna para as marcas

A valorização de uma marca depende de sua cultura interna? Em parte, alinhada às discussões que aconteceram ontem no Congresso Internacional de Líderes da Comunicação (CILIC), a Endeavor – ONG que trabalha na capacitação de empreendedores – promoveu hoje (11) pela manhã uma palestra sobre a estreita relação entre a cultura da empresa e sua marca.

Paulo Lalli explica o case "Copa 98" em palestra

Para exemplificar essa conformidade, a Endeavor trouxe Paulo Lalli, responsável por liderar o reposicionamento da marca Havaianas (pertencente à Alpargatas), a partir de 1994. O engenheiro, que possui diversos cursos de aperfeiçoamento pela Harvard Business School, iniciou sua carreira na Alpargatas como trainee industrial e deixou a empresa após 25 anos, na posição de Diretor Estatutário e Diretor da Unidade de Negócios das sandálias Havaianas.

A comunicação da marca Havaianas estava fundamentava nos aspectos funcionais do produto, como preço baixo, praticidade e durabilidade. Com a crescente queda nas vendas que a empresa enfrentava na metade da década de 90, surgiu a necessidade de travar um diálogo com a classe média, o que culminou na criação da linha Havaianas Top, que diversificou as cores e os modelos das sandálias. A empresa também criou a linha Havaianas 98, especial para a Copa do Mundo, com as cores da bandeira brasileira. “Toda essa reorganização gerou um grande salto. A expectativa era vender cerca de 400 mil pares das sandálias da linha Copa 98, mas alcançamos 1,2 milhão de pares somente no mês de junho daquele ano”, afirmou Lalli. A comunicação da marca também se transformou ao aliar-se a celebridades e a um tom humorístico.

Apesar dessas mudanças estratégicas, Lalli afirma que grande parte da transformação da percepção da marca refletiu o bom ambiente de trabalho e a própria cultura da empresa. Ele comparou uma marca a um iceberg, em que os esforços tradicionais de publicidade e marketing figuram na ponta, no campo visível. A cultura interna e o bom relacionamento com os stakeholders estão embaixo d’água, e representam a maior parte do iceberg que, por sua vez, sustenta sua ponta.

“O engajamento, a cooperação, o reconhecimento e a humildade são elementos essenciais para a cultura de marca”, afirmou Lalli. Todos esses fatores passam pelos líderes que, na opinião do especialista, muitas vezes, possuem o papel de professor. A partir dos líderes e o relacionamento e engajamento com os colaboradores em torno dos propósitos da marca, a identidade é capaz de se tornar significativa – de dentro para fora.

Em atitude cultural, Amazon aproxima-se dos profissionais de cinema

Por Letícia Born

Para os cineastas e roteiristas em início de carreira, conseguir prender a atenção de grandes produtoras do limitado mercado cinematográfico é tarefa difícil. O processo de lançamento dos filmes passa por variáveis subjetivas e até desconhecidas. Incluir diferentes pontos de vista nessas escolhas é a nova proposta da Amazon Studios, projeto da gigante de vendas online. Em parceria com a Warner Bros, da Time Warner, o projeto convida os aspirantes do cinema a compartilharem seus projetos que poderão se transformar em grandes sucessos.

Anunciada neste mês, a Amazon Studios investirá, no total, US$ 2,7 milhões em roteiros e longas- metragens. Os projetos já podem ser inscritos e, no decorrer de 2011, prêmios mensais definirão um filme e dois roteiros, que, juntos, ganharão US$ 140 mil para serem produzidos. No início de 2012, entretanto, serão escolhidos dois grandes vencedores: um filme, que será lançado pela Warner Bros, – com US$ 1 milhão para produção – e um roteiro, a receber US$ 100 mil.

A decisão será tomada por um painel de especialistas, com base na viabilidade comercial, que inclui elementos como enredo, personagens, diálogo, emoção, entre outros. Neste painel, estarão presentes nomes como os roteiristas Jack Epps, de “Top Gun” e “Dick Tracy” e Mike Werb, de “Lara Croft” e “O Máscara”. “Estamos animados em colocar no mercado roteiristas, cineastas e amantes do cinema neste projeto. Os profissionais experientes também vão colaborar para o desenvolvimento de filmes de sucesso”, afirma o diretor de desenvolvimento digital da Amazon, Roy Price.

Amazon Studios: atalho para Hollywood

Com apenas 20 dias, o Amazon Studios já contava com mais de mil projetos inscritos. Os participantes podem sugerir alterações nos roteiros e filmes, além de criarem novas versões. Apesar do resultado final, possivelmente moldado por este trabalho colaborativo, uma quantia de US$ 200 mil – além dos outros prêmios – será concedida ao autor original do filme vencedor em 2012. Não haverá reparte por colaboração. Sobre esse conhecimento coletivo, Price afirma que a raiz do projeto é justamente essa: democratizar a forma pela qual os filmes tradicionais são produzidos: “é mais fácil agora produzir filmes, mas ainda é difícil entrar no mundo de Hollywood. Acreditamos que estamos ajudando a transformar essa concepção”.

A conexão entre cultura e a identidade da marca

Fundada em Seattle, nos Estados Unidos, por Jeff Bezos, a Amazon nasceu em 1995 como uma maneira de oferecer uma experiência única aos apreciadores de livros: a conveniência de passear por uma seleção de milhões de publicações reunidas em um único espaço e entregues em domicílio. Nos primeiros 30 dias no ar, o site recebeu pedidos de mais de 45 países.

Desde então, a oferta da empresa cresceu para outras categorias: CDs, jogos, eletrônicos, objetos para a casa, brinquedos, sapatos e outras. Em 2009, foram criadas 21 frentes novas em comparação ao ano anterior. Além da venda de todos esses produtos, a Amazon também comercializa sua plataforma de e-commerce para outras empresas do ramo. E, com olhos voltados à transformação dos hábitos de consumo de informação e conhecimento, o primeiro leitor digital do mercado foi desenvolvido e lançado pela Amazon, o Kindle. Com isso, os e-books se transformaram na “menina dos olhos” da empresa.

Com US$ 25 bilhões registrados em vendas no ano passado, a Amazon alcançou, em dez anos, um crescimento 15 vezes maior do que 1999. Esse crescimento está reforçado na missão da empresa: “ser o centro de consumo onde as pessoas podem encontrar e descobrir tudo que querem comprar online”. Mas o ambicioso objetivo não esconde o sentido original da empresa: a preocupação com a cultura.

O investimento no cinema está incluído em diversas outras ações que a Amazon apoia, todas voltadas para o incentivo da leitura e escrita. Um exemplo é o patrocínio à Aliança para Jovens Artistas e Escritores, uma ONG norte-americana especializada na identificação e desenvolvimento de habilidades artísticas e literárias. O reconhecimento destes jovens se dá pelo Scholastic Art and Writing Awards, notório por revelar ícones como Andy Warhol e Truman Capote. O projeto já incentivou mais de 13 milhões de jovens. A 826 Seattle, centro dedicado a ensinar estudantes de 6 a 18 anos a aprimorarem suas habilidades de escrita por meio de passeios, workshops e oportunidades de publicarem seus textos na imprensa, é outra instituição parceira da Amazon. No total, são 50 instituições que recebem o apoio da empresa.

Red Bull Sounderground reúne músicos de todo o mundo no metrô de São Paulo

Músicos farão shows em estações de metrô

Os 20 artistas que irão se apresentar entre os dias 8 e 12 de novembro em estações de metrô da capital paulista, não deverão se preocupar com a falta de público em suas performances. Afinal, são mais de 3,5 milhões de pessoas que circulam pelas plataformas todos os dias. O Red Bull Sounderground – 1⁰ Festival Internacional de Músicos do Metrô reforça a associação da marca fabricante do energético a atitudes de entretenimento e diversão. Além de ser uma experiência de impacto e visibilidade para a empresa, também é uma oportunidade que beneficia os músicos, cujas carreiras seguem trajetória ascendente.

O evento surgiu a partir da parceria da Red Bull com a Barong, empresa do produtor cultural, Marcelo Beraldo. Em 2006, Marcelo foi a Nova York, onde presenciou apresentações de músicos independentes nas estações de metrô.  Neste tour, surgiu o desejo de trazer esse tipo de manifestação cultural para o Brasil.

O produtor cultural, Marcelo Beraldo

Para conhecer melhor como funcionava esse movimento, Beraldo visitou mais de 17 estações de metrô do mundo em 2009 e reuniu em vídeos tudo o que presenciou. O material foi enviado para amigos e contatos. “Um destes contatos foi com um executivo da área de marketing da Red Bull que manifestou interesse em patrocinar meu projeto”.

Apesar de já existir um festival semelhante em Barcelona, na Espanha, o evento da Red Bull é o primeiro com viés internacional. Ou seja, reunirá artistas nacionais e estrangeiros em um mesmo encontro. “Vamos apresentar música de qualidade para o paulistano médio que anda de metrô. Além disso, a viagem fica mais agradável para ele. Filmei várias pessoas que começaram a dançar, curtiram a música na estação”, diz Beraldo.

Para ele, a Red Bull acerta ao investir nessa ação: “os funcionários são incentivados a inovar e a criar, mesmo que isso implique em riscos”, afirma. Essa cultura pode ser comprovada com eventos anteriores. A Red Bull já realizou ações na área de entretenimento e esporte, como Thre3 Style (concurso de DJs) House of the Art (espaço que reuniu eventos e exposições de arte), Roda de Bola (desafio feminino de futvôlei), Desafio no Morro (competição de mountain bike), Air Race (corrida de aviões), Funk-se Tour (batalha de DJs de funk), entre outros.

Uma das ações mais sólidas da marca é o Red Bull Music Academy, que nasceu em 1998 na Alemanha e passou por São Paulo em 2002. Através de workshops anuais, músicos e leigos no assunto se reúnem para compartilhar gostos musicais e criar novas tendências. Dentre tantas ações, encontram-se, em comum, valores como ineditismo e criatividade, bem como a constância em explorar temas novos. O ineditismo certamente se aplica ao Festival de Músicos do Metrô, já que, no Brasil, a presença de artistas nas estações não é tão comum como no exterior. Inclusive, Beraldo gravou uma dessas manifestações na Penn Station do metrô de Nova York:

Os participantes do evento foram selecionados por Pena Schmidt, superintendente do Auditório Ibirapuera; Danilo Martire Caciavilani, da Coordenadoria de Ação Cultural do Metrô de São Paulo e Lívio Tragtenberg, músico e fundador da Orquestra de Músicos de Rua de São Paulo.

Dos 20 músicos, nove são paulistas e o restante vem de Barcelona, Berlim, Londres, Cidade do México, Montreal, Moscou, Nova York, Paris e São Petersburgo. O estilo musical é variado: desde a MPB, passando pelo blues, jazz, rock, samba e reggae.

Rafael Masgrau, guitarrista

Um dos músicos representantes da capital paulista é guitarrista de heavy metal. Rafael Masgrau, 23 anos, é fã de Led Zeppelin, Deep Purple, Iron Maiden, entre outras bandas. “Comecei a tocar aos 13, mas na época não tinha certeza se queria investir meu tempo na música”, conta. Em apenas uma década, Rafael integrou três bandas e, para 2011, pretende lançar um álbum com composições próprias ao lado da banda The Brazilian Monkeys. Para um artista que busca visibilidade, um evento como o Sounderground é oportuno: “é a chance de apresentar meu trabalho de uma forma diferente, ao vivo e no metrô – é muito inovador”. E para o dia de sua apresentação, Rafael se empolga: “espero atrair muitas pessoas, mesmo as  que não se interessam por rock n’roll de fato”.

Os shows acontecem em 10 estações do metrô de São Paulo, em horários regulares: das 11h às 13h e das 17h às 19h. Para encerrar o evento, no dia 12, sexta-feira, uma jam session com todos os participantes vai tomar conta da estação Sé, às 17h. A lista completa dos artistas e das estações de metrô participantes está no site oficial do Sounderground.