A cultura de uma marca representa um universo primário a ser trabalhado no plano de estruturação de atitudes socioambientais. Ao nascer dentro da empresa e extrapolar seus limites físicos,  a cultura passa a entregar aos públicos um discurso coerente e unificado, que concilia teoria e prática.

Em recente pesquisa conduzida pela consultoria global Accenture, Towards a New Era of Sustainability in Communications Industry, realizada em parceria com a ONU, foi registrado o crescimento da preocupação dos CEOs com a sustentabilidade. Líderes de empresas de 766 países foram entrevistados e o levantamento fez um recorte para as empresas do setor de telecomunicações.

De acordo com o estudo, 81% dos CEOs deste segmento  – ante apenas 50% em 2007, quando foi realizada a primeira edição da pesquisa – entendem que a sustentabilidade é essencial e defendem que as estratégias neste sentido sejam totalmente integradas ao negócio. Em todas as indústrias, 93% dos CEOs também tiveram a mesma resposta.

Para o alcance de um posicionamento voltado para a sustentabilidade, os CEOs apontaram alguns desafios: 1) a incerteza dos acionistas para a importância do tema; 2) o baixo nível de consciência do mercado consumidor, que, em sua maioria, ainda não opta por produtos sustentáveis em suas compras; 3) falta de regulamento e governança pública para o tema.

O estudo também elencou ações caracterizadas como prioritárias para a inserção das atitudes socioambientais no negócio das organizações, que estão diretamente relacionadas aos desafios: 1) a educação para a sustentabilidade, que tenha como objetivo formar consumidores conscientes; 2) a geração de conhecimento técnico para o desenvolvimento sustentável; 3) o incentivo ao investimento em ações socioambientais e a comprovação aos acionistas de que elas são necessárias, com os principais argumentos da redução de custos e aumento das receitas; 4) inserção de novas métricas para o acompanhamento e monitoramento das atitudes socioambientais, acompanhadas da criação de novos parâmetros que incluam a sustentabilidade; e 5) criação de um marco regulatório mais claro e transparente.

Para ver a pesquisa completa, clique aqui.