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Instituto Claro completa dois anos de atitudes em educação, tecnologia e empreendedorismo

Em 30 de março, o Instituto Claro completa dois anos de trabalho. E, ao longo deste tempo, já foi possível para a entidade materializar o propósito da companhia de telecomunicações de colocar a tecnologia a serviço da aprendizagem e do desenvolvimento de ações empreendedoras.

“Empreender para educar e Educar para Empreender” é o conceito-base das iniciativas do Instituto, em que o empreendedorismo está diretamente ligado à atitude que os educadores podem incorporar ao trabalharem com novas tecnologias.

Carime Kanbour em evento do Claro Curtas

Para a vice-presidente do Instituto, Carime Kanbour (foto), a atitude trabalhada pela Claro está alinhada à sua cultura interna: “a causa que une educação, empreendedorismo e novas tecnologias foi eleita como relevante para a sociedade e legítima para a empresa. Ou seja, estamos expondo o que é incentivado e valorizado dentro da organização. Acreditamos que é desta forma que garantimos o funcionamento do instituto de maneira mais efetiva e real junto a todos os envolvidos e beneficiados”. Segundo Carime, quando ocorre esta sinergia de valores, as ações do instituto conseguem materializar as crenças e estratégias já aplicadas dentro da companhia.

Uma das plataformas de atuação do Instituto Claro está na manutenção de um portal sobre eventos e novidades do mundo das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) e do empreendedorismo. E, para potencializar suas ações, a entidade realiza parcerias de forma constante, como em 2010, com o desenvolvimento da cartilha “Tecnologias na Escola”, feita com a ONG Fronteiras da Educação.

Cartilha “Tecnologias na Escola” serve de material de consulta para educadores

Prêmio Instituto Claro
O Instituto também promove o Prêmio Instituto Claro, que reconhece e financia projetos que, ao usarem novas tecnologias, transformam a educação e promovem o desenvolvimento de comunidades. O Prêmio teve sua segunda edição em 2010 com 1.386 iniciativas inscritas de todo o país, em duas categorias de projetos: Inovar na Aprendizagem e Inovar na Comunidade. “O Prêmio é fundamental para fazermos um mapeamento das iniciativas no Brasil do que é realidade nesta cultura digital para a aprendizagem e para o desenvolvimento comunitário”, afirma Carime.

Para a constante evolução do Prêmio e sua abrangência, a equipe do Instituto realiza análises com especialistas no investimento social privado para a manutenção do alinhamento das iniciativas com as atitudes da Claro. Para 2011, o terceiro do Prêmio, o maior desafio, segundo Carime, é a conscientização do educador como empreendedor e a capacitação do empreendedor social como ator fundamental no desenvolvimento da comunidade. “Os dois públicos podem melhorar a educação, assim como a sociedade, e precisam ter convicção disso”, conclui.

Iniciativas complementares
O Instituto também atua no desenvolvimento de ações culturais e ambientais para seus públicos e seus colaboradores. O Festival Claro Curtas, por exemplo, é outro projeto que utiliza as novas tecnologias como base para a produção artística. Sua primeira edição foi em 2008, e o Festival recebeu 1.500 curtas-metragens de 194 municípios sobre o tema “Diversidade e Inclusão”. Já em 2009, foram 1.900 vídeos e 220 municípios participaram com o tema “Ser Digital – Aprendizado e transformação na sociedade do conhecimento”. O valor total investido nos 20 vencedores de cada edição foi de R$ 100 mil. A edição deste ano será lançada amanhã (30) e, para Carime, o objetivo deste ano é transformar o festival “muito mais em uma plataforma educativa, e não somente como um festival de curta-metragem”.

Claro expõe a facilidade em compartilhar produções artísticas por meio da internet

O projeto Voluntários em Ação, organizado pelo instituto, é voltado para os colaboradores da Claro, que se envolvem em ações sociais. E o Claro Recicla, programa de reciclagem de celulares e baterias, lançado em 2008, com mais de 2 mil pontos de descarte no país, revela o aspecto ambiental das atitudes da empresa de telecomunicações.

Samsung integra estratégia e causa em atitude de marca social

Unir propósitos socialmente relevantes a uma estratégia consistente de negócios é um dos desafios mais contemporâneos e cruciais para as empresas. Em um cenário de transparência e crescente exigência por parte dos vários públicos integrados a uma marca, encontrar este equilíbrio é fundamental para a garantia de uma boa percepção de valor.

Como exemplo, figura o projeto Samsung Electronics Engineering Academy, lançado no início deste mês na cidade de Boksburg, na África do Sul. A iniciativa, que contempla investimentos em educação nas áreas de engenharia e tecnologia local, visa – além de aumentar a participação de mercado da Samsung na região ao investir no reconhecimento da marca e na expansão de mercado -, também à capacitação de futuros colaboradores. O projeto ajuda a suprir a demanda educacional da região e auxilia na geração de postos de trabalho no território.

Alunos comemoram o lançamento da Samsung Electronics Engineering Academy

Com atuação baseada em cursos técnicos, a empresa coreana instalará centros de engenharia eletrônica que servirão de laboratório para o trabalho prático dos alunos. Um dos pontos fortes da iniciativa será o incentivo à experiência, na transformação da teoria em prática. Os 10 mil alunos formados pelo programa serão convocados para eventuais oportunidades de estágio nos diversos centros de produção da Samsung.

Para o chefe do departamento de CSR da Samsung para a África, Ntutule Tshenye, o programa reforça a própria indústria da tecnologia e contribui para o desenvolvimento da região: “identificamos a necessidade urgente de fazer nossa parte sobre os desafios que a África enfrenta na educação. Além disso, faz parte da nossa responsabilidade colocar em ação iniciativas efetivas de CSR que desenvolvam a qualidade de vida das comunidades em que trabalhamos. Iremos expandir estas iniciativas para além da África do Sul”, afirmou.

Perspectiva de longo prazo
A iniciativa da Samsung integra uma visão maior da companhia, lançada em novembro de 2008, quando se uniu à International Youth Foundation (IYF) para o desenvolvimento de programas contra o desemprego dos jovens na África. O programa, chamado Esperança para Jovens (Hope for Youth, em inglês) está baseado no fornecimento de suporte financeiro da Samsung em conjunto com a atuação da IYF para a utilização da expertise em tecnologia de ponta na problemática do desemprego. “A filosofia da Samsung está em utilizar nossa talentosa equipe e tecnologia para produzir os melhores produtos e serviços que contribuam para a sociedade global”, afirmou Chiwon Suh, presidente e CEO da Samsung para o Oriente Médio e África.

A união da visão de longo prazo com a necessidade real de uma sociedade – fatores somados a uma perspectiva de geração de negócios – fazem com que a iniciativa da Samsung complete o ciclo da atitude de marca e gere maior percepção positiva da marca coreana junto aos jovens, poder público e instituições não governamentais – além, claro, dos consumidores.

Pesquisa revela os sete perfis de consumo

Observatório de Tendências da Ipsos detalha o comportamento das pessoas

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing

Detectar e entender as aspirações humanas da sociedade pós-moderna e como essas motivações e desejos se refletem nos rituais de consumo não é tarefa fácil. O Observatório de Tendências Ipsos capta as tendências de consumo nas principais capitais do mundo, identifica e analisa movimentos e fenômenos observados em nível macroeconômico, político e social e seus reflexos no consumo, no comportamento, nas manifestações culturais, na arquitetura e na propaganda.

Publicamos a seguir os sete perfis de consumo elencados pela empresa de pesquisa na íntegra. “As sete tendências revelam um mundo em busca de composição”, aponta Clotilde Perez, Coordenadora Geral do Observatório. Esta composição passa por um eixo formado por ambiguidade, leveza, sonsoralidade, por um mundo edulcorado e reticular.

1. Go Bubbles
Tudo ao mesmo tempo e agora: a ideia quase mágica tornou-se uma condição para quem quisesse pertencer ao mundo globalizado. A ausência de limites tinha sua contraposição: se por um lado o indivíduo dispunha da possibilidade de acesso praticamente irrestrito às informações e contatos, por outro, ele também tinha que estar disponível e atento a tudo para poder acompanhar esse novo ritmo. Logo os efeitos colaterais começaram a ser percebidos. A percepção de excesso, a sensação de sobrecarga dava sinais desde as primeiras ondas do Observatório.

Hoje não há mais ambivalência: “o mundo é assim”. Ninguém mais se pergunta se é bom ou ruim ter internet, ter acesso à tecnologia… São as consequências do convívio com a primeira geração de nativos digitais!

Como a globalização e a vida sem fronteiras não foram alcançadas, o mood agora é considerar o mundo, mas não é necessário estar lá… O tempo agorista ainda é um valor. Mas a aldeia global adquiriu dimensões mais modestas, ainda que múltiplas. Estar “conectado” não significa, necessariamente, estar ligado a tudo o que acontece no mundo o tempo todo. Filtrar, selecionar e bloquear informações possibilitou limites. Conexão, interatividade, multiplicidade estão mais voltadas aos microcosmos, e são assim melhor administradas. Estas são as principais marcas da Tendência Go Bubbles “conexão no microcosmos”.

2. HiperSense
O desejo pela intensidade, surpreender e ser surpreendido, arriscar-se, ousar, sair do lugar comum, fazer algo diferente – peculiaridades tipicamente humanas – foram aguçadas pelos efeitos de massificação e da pouca diferenciação da era global.

Desde as primeiras ondas deste Observatório foram observadas diferentes formas de buscar uma emoção mais intensa: do desafio físico, que fazia subir a adrenalina nos esportes radicais, passando pelo exibicionismo, pelo voyeurismo, até a invasão do fetichismo.

Essas manifestações continuam, mas surgiram formas mais elaboradas de se fazer notar e de sentir. Muitas vezes associadas a mensagens edificantes: minar preconceitos, atenuar tabus, manifestar uma ideia… A ênfase agora está em despertar os sentidos de maneira inusitada, ilusionar, misturar, sobrepor os sentidos. Estas são as marcas da Tendência HiperSense “maximização dos sentidos”.

3. Venus Fever
A discussão sobre os papeis sociais tradicionais do homem e da mulher já não ocupa mais destaque. Nota-se que a questão saiu do debate público e está mais evidente no âmbito privativo – cada um se acerta com seus pares. Nas ondas anteriores, a mulher estava mais presa aos poderes que conquistou, enquanto o homem aparecia mais perdido, sem um papel muito definido. Estavam todos carentes de modelos. Neste momento fica evidente que há certa parceria e flexibilidade.

Um caminho sem volta. A mulher não será mais a antiga “Amélia” e não se sente mais tão ameaçada pela perda de suas conquistas. Pode transitar mais naturalmente entre possibilidades: ora ocupando uma posição de mais liderança, ora compartilhando, sentindo-se frágil e pedindo proteção, ou até mesmo servindo ao marido e aos filhos. Da mesma forma, o homem é também mais livre para circular: mais sensível, vulnerável, parceiro e também pode ser mais viril, rústico…

Hoje, é a ideia de “compor” está no centro das atenções. O caricato, em qualquer sentido que seja, não tem mais espaço. Estas são características da tendência Venus Fever “He, she, it: a composição como possibilidade”.

4. Living Well
Bem estar é o foco da tendência Living Well. Na onda anterior já observávamos a diminuição das cobranças e estávamos mais livres das exigências sociais, o que deu o tom do “bem estar possível”, com forte conexão extra-corpus.

Agora identificamos duas vertentes a partir de um conflito: Finitude ou Longevidade? “Tem que ser hoje, porque pode acabar amanhã. E tem que ser todo dia, porque pode durar 90 anos”. Diante dessa dicotomia evidenciamos por um lado forte valorização do momento presente. Cuidar de si é mais possível do que cuidar do planeta ou dos problemas de ordem mundial. Por outro lado, evidencia-se mais preocupação com o futuro, com manifestações de generosidade, de dedicação aos outros, de ajudar, contribuir… Afinal vamos viver muito… A linguagem edulcorada e a generosidade são algumas das marcas da Tendência Living Well “bem estar necessário”.

5. ID Quest
Nas ondas anteriores do Observatório, a tendência ID Quest revelava uma maior valorização da memória afetiva, dos registros pessoais e da busca por proteção nas redes de segurança tradicionais. Na atualidade ID Quest tem importante destaque: buscar as raízes para saber quem eu sou – e eu sou um mosaico.

Amigos pessoais são mais valorizados, mesmo que o contato com eles seja mais virtual do que físico. Momento de crise financeira também intensifica a necessidade de contatos mais sólidos e verdadeiros do que a ampla gama de desconhecidos. Sente-se também certo remorso, culpa por ter se distanciado durante certo tempo dos laços afetivos mais reais.

São evidentes manifestações claras de busca afetiva, como design de época, objetos do passado, colecionismo em alta, remakes de filmes e peças de sucesso, renascimento das mascotes de marca e criação de novas, valorização das histórias de vida, os pets e a sedução pela eternidade. Tudo em busca de uma relação mais emocional e mais afetiva como possibilidade de constituição da própria identidade, ainda que esta identidade se forme na composição.

É preciso respeitar o mosaico de si mesmo, privilegiar cada pedacinho de si. Essas são algumas das características da Tendência ID Quest “patchwork identitário”.

6. My Way
A tendência My Way apresentava-se em ascensão na onda anterior: a indústria a serviço da customização com possibilidades cada vez mais fáceis e acessíveis de se diferenciar; a indústria favorecendo a customização. Agora o foco passou a ser no indivíduo e em tudo que lhe agrada e singulariza. Não queremos apenas personalizar: somos autores-atores prontos para performar.

Agora, as manifestações de individualidade estão também expressas na relação com o outro, na co-autoria, nos processos de co-criation, na colaboração. O exercício da criatividade está na capacidade de transitar por vários estilos, atitudes e comportamentos. Ser único e ser múltiplo é o tom de My Way, “protagonismo e criatividade”.

7. Know Your Rights
É a mais atual das tendências. Vem crescendo em cada onda do Observatório. Alicerçada no paradigma contemporâneo “consumir é existir”, com ramificações para o consumo crítico, ético e sofisticado, esta tendência agora dá sinais de fusão entre os eixos “crítico” e “ético”: repudia-se tanto o excesso do capitalismo e das grandes corporações, quanto a forma de produção. E também não basta aderir a produtos éticos se o consumo for excessivo.

Ética e estética aglutinam-se: “é feio jogar papel no chão”. Festa do consumo responsável, dia sem compras, loja gratuita, são exemplos claros dessas misturas. As manifestações de insatisfação, repúdio e até vingança contra organizações e marcas proliferam-se na rede.

Na vertente da sofisticação do consumo, notamos sinais do surgimento de novos significados para luxo: momento de mais moderação e controle e atenção ao que se mostra. A ideia de excessos pode comprometer a imagem pessoal. Marcas de luxo voltam-se para o core business em busca de segurança e manutenção das vendas. Estas são algumas das evidências de Know Your Rights “Consumidores complexos e críticos”.

* Esta reportagem foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Dia Mundial da Água mobiliza atitudes ambientais

Colocar em pauta a importância do uso consciente da água como recurso finito é o ponto central do dia 22 de março, Dia Mundial da Água. Mas, além disso, o objetivo deste dia consiste, também, em mostrar as atitudes de marca em curso a respeito do tema.

Criado pelas Nações Unidas na ECO 92, o Dia Mundial da Água é comemorado há 18 anos, desde o ano seguinte ao seu estabelecimento, em 1993. A cada ano, um aspecto do tema é destacado e em 2011, os esforços se concentram nos desafios que a urbanização impõe à distribuição igualitária da água. Segundo dados da ONU, hoje, são 3,3 bilhões de pessoas vivendo em cidades e cerca de 830 milhões delas vivem em moradias informais, sem acesso à água de qualidade e saneamento básico. Uma campanha internacional é liderada pela ONU, com distribuição de material explicativo e organização de eventos para que governos, organizações, comunidades e indivíduos se juntem em prol da distribuição igualitária e uso racional da água. Uma conferência na Cidade do Cabo, na África do Sul, reúne especialistas no tema para painéis e palestras desde domingo (20) e vai até hoje (22).

O Dia Mundial da Água existe desde 1993

Entretanto, a questão da água vai além das cidades: são cerca de 1 bilhão de pessoas sem acesso à água e 2,6 milhões desprovidos de saneamento básico. Os números são da Organização de Desenvolvimento e Cooperação Econômica (OECD, na sigla em inglês). E, segundo relatório da Agência Nacional de Águas (ANA), lançado hoje em comemoração ao Dia Mundial da Água, se nada for feito para o uso racional do recurso, até 2015, cerca de 55% dos municípios brasileiros serão afetados.

Empresas e a água
Fica claro que a participação de todos os atores sociais é importante para endereçar alternativas e soluções para este tema: ONGs, empresas, indivíduos, imprensa, dentre outros. Cinco grandes ONGs, por exemplo, uniram-se para a criação de um vídeo de sete minutos sobre a história das garrafas de água mineral e os prejuízos causados pelo consumo excessivo delas.

Vídeo da Story of Stuff mostra os prejuízos do excesso da água engarrafada

E algumas empresas – inclusive, produtoras de água engarrafada – têm lançado iniciativas, atreladas às suas atitudes ambientais, para reduzir seu volume de água utilizado em prol de uma melhor distribuição do recurso. No Dia Mundial da Água, ações de ativação pretendem potencializar estes esforços com vistas à conscientização de seus públicos.

Com relação às ações comemorativas, em São Paulo, o Planeta Sustentável, plataforma da Editora Abril, com apoio da CPFL, Bunge, Petrobras, Camargo Corrêa e Caixa, promoveram uma caminhada pela água no último domingo (20) no Parque Ecológico do Tietê, com percurso de seis quilômetros, em homenagem à distância que muitos andam para ter acesso à água em algumas regiões do mundo.

A Ambev, por meio do Movimento Cyan, lançado em março de 2010 e que promove o consumo consciente da água, lançou o Banco Cyan, em parceria com a Sabesp. Pela ferramenta, é possível calcular o seu nível de consumo e estabelecer metas de redução. Ao cumprir os objetivos, são acumulados pontos que podem ser convertidos em créditos para compras na Blockbuster, Americanas.com e Submarino. Esta é uma maneira de incentivar e engajar o público em torno de sua atitude.

Além do Banco Cyan, a Ambev promoveu hoje (22) pela manhã um debate entre especialistas e convidados sobre o tema, na Oca do Parque Ibirapuera, em São Paulo, onde está em exposição a Água na Oca, mostra criada pela Ambev em parceria com o Instituto Sangari com instalações interativas, obras de arte, aquárias e fotografias.

Exposição Água na Oca promove filme interativo sobre os oceanos

Já a Nestlé promoveu desde sábado (19) atividades no Parque das Águas, em São Lourenço, Minas Gerais, que incluem oficinas de Educação Ambiental para mais de 600 crianças de escolas públicas e privadas do município. A ação integra a programação mundial da empresa para o Dia Mundial da Água. Para a Nestlé, a atenção à água é um dos pilares de sua plataforma de sustentabilidade, a Criação de Valor Compartilhado.

Outras iniciativas estão sendo conduzidas pelas empresas para que elas marquem seu território na caminhada rumo a uma solução adequada sobre o tema. Essas ações de ativação vão além de suas atitudes ambientais, que, por sua vez, estão baseadas no planejamento em longo prazo e comunicadas constantemente.

Água como recurso da atitude ambiental
Além de ações de ativação, especiais para o dia, grandes empresas já integram o cuidado com a água como forma de contribuir com a preocupação global com este recurso.

Alguns exemplos vêm da Pepsico da América Latina, que ao seguir o seu conceito global Performance com Propósito – que pretende oferecer crescimento sustentável ao investir em um futuro mais saudável para as pessoas e o planeta e já abordado no Com:Atitude – reduziu 32% do consumo de água neste ano e, com isso, ultrapassou a meta de 25% para 2015. Essa redução equivale a 1,03 bilhões de litros. “Para atingir a meta estipulada pela matriz, com cinco anos de antecedência, a operação sulamericana atuou em uma série de frentes. Isso engloba o descobrimento de formas inovadoras para minimizar o impacto no meio ambiente, com ações que permeiem todo o negócio e visem à conservação de água”, explica Jorge Tarasuk, Vice-presidente de Operações da Divisão de Alimentos da Pepsico América do Sul. E na quinta-feira passada (17), a Fundação Pepsico anunciou a doação de US$ 5 milhões para o AquaFund, fundo lançado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para potencializar o abastecimento de água e saneamento básico na América Latina.

A Coca-Cola, por sua vez, anunciou hoje a redução de 1,5% no volume de água utilizado no processo de fabricação de seus produtos em 2010. Em dez anos, o consumo total foi reduzido em 23%. Para a empresa, a água está no centro de suas atenções e figura como parte da plataforma de sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, a Viva Positivamente. “A água é um recurso finito, para o qual devem ser pensadas soluções de uso racional, não só pela sustentabilidade dos negócios, mas pela garantia de qualidade de vida das comunidades e pela manutenção dos ecossistemas”, afirmou o diretor de Meio Ambiente, José Mauro de Moraes.

Google lança programa que incentiva a descoberta científica

A inovação é, claramente, a palavra-chave da identidade da marca Google, apoiada no exercício da criatividade e descoberta. Essas características são originárias dos líderes da empresa, Larry Page e Sergey Brin – e a busca para a universalização do conhecimento – passam pela cultura interna – conhecida por fornecer ambientes de trabalho divertidos e despojados – e vão até a criação de programas que concretizam estes fundamentos. Como exemplo está o Google Science Fair, concurso que premiará jovens cientistas e seus projetos relevantes ao contexto atual.

Google disponibiliza suas plataformas para inscrição de projetos científicos

O programa é uma parceria do Google com a Lego, o CERN (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear, na sigla em inglês) e as duas maiores publicações científicas, National Geographic e Scientific American. Jovens de 13 a 18 anos de todo o mundo podem inscrever seus projetos individuais ou em equipes de no máximo três membros até o dia 4 de abril.

Estes projetos serão julgados por uma comissão técnica que, por sua vez, selecionará 60 deles, que irão para votação na internet no início de maio. Desta etapa, serão escolhidos 15. O próximo filtro acontece em um evento na sede do Google na Califórnia, nos Estados Unidos, dia 11 de julho. Um finalista de cada faixa etária (13-14; 15-16; 17-18) será selecionado e um deles será o Grande Vencedor. Uma viagem para as Ilhas Galápagos é o prêmio principal, além de bolsas de estudo de no máximo US$ 50 mil e outros prêmios. Sobre a possível doação de recursos para a concretização dos projetos vencedores, nada foi comunicado.

Ferramentas facilitadoras
A inscrição dos projetos científicos é feito a partir da tecnologia do próprio Google. Cada equipe ou jovem inscreve sua ideia e cria o seu Google Site. Nele, todas as informações do projeto são inseridas, além de um vídeo ou apresentação.

Outro exemplo da incorporação das tecnologias do Google para objetivos maiores é o Google For Nonprofits, programa da empresa que disponibiliza “gratuitamente ou a preços muito baixos” sua suite para alavancar os processos de organizações não governamentais.

ONGs aumentam seu alcance com as ferramentas do Google

O AdWords, serviço do Google que pode atrelar um site à determinadas palavras de busca, é a principal ferramenta utilizada pelas ONGs. A Direct Relief International, organização que fornece assistência médica a comunidades pobres ou que sofreram com desastres naturais, por exemplo, registrou aumento em seu nível de doações após aderir ao serviço.

Enquanto o Google Science Fair está diretamente relacionado às ambições da marca em criar novas oportunidades de geração de conhecimento, o Google For Nonprofits é uma ação que se limita à disponibilização de seus serviços-base para um bem maior. De qualquer maneira, ambos os projetos expõem a atitude social da Google em posicionar-se como uma marca engajada, que dialoga com os interesses múltiplos de seu extenso público.

Chicago recebe conferência global sobre patrocínios

As áreas que se alinham à identidade e valores das marcas; a mensuração efetiva do retorno sobre o investimento; o engajamento real do público; a importância das novas mídias e a visão do público  são alguns dos temas que serão abordados no maior evento global sobre a atuação das marcas por meio depatrocínios que começou neste domingo (13) e vai até sexta-feira (16) em Chicago, nos Estados Unidos.

A conferência “Return on Engagement: sponsorship’s impact on business” é realizada há 28 anos pela consultoria norte-americana IEG. Especializada em todas as etapas que concretizam esta modalidade de atitude de marca – estratégia, validação, mensuração, pesquisa e treinamento – a IEG trabalha para cerca de cinco mil clientes ao ano, como a NFL (National Football League), General Motors, Credit Suisse, Samsung, Procter & Gamble, dentre outras.

A conferência reunirá mais de 1.200 especialistas do setor para quatro dias de palestras e workshops. “Você se tornará mais esperto, conectado e preparado para enfrentar os desafios das parcerias de patrocínio”, promete a IEG. Nesta edição do evento, o foco das atividades será o compartilhamento de experiências dos CEOs e líderes em desenvolvimento de estratégias de patrocínio.

Lesa Ulkam, presidente da IEG, discorre sobre como será a conferência

Dentre estes líderes, estão Philip Clement, responsável pelo departamento global de marketing e comunicação da Aon, conhecida por patrocinar o clube inglês de futebol Manchester United – como abordamos em matéria sobre a história dos patrocínios no futebol – a vice-presidente da AT&T, Gail Torreano, o presidente da GE, Peter Foss, responsável por desenvolver o patrocínio às Olimpíadas, o vice-presidente da IBM, John Kennedy, a presidente da Gatorade para os Estados Unidos, Sarah Robb O’Hagan e Christa Carone, diretora do departamento de marketing da Xerox.

Como aquecimento para as discussões que serão suscitadas na conferência, Lesa Ulkam, presidente da IEG, traça os passos básicos para a fundamentação de estratégias de patrocínio:

1) Transformar parcerias em gatilho para o diálogo, que possibilitará o recolhimento de informações acerca dos que os consumidores querem, além de quando e onde;

2) Medir as transformações dos níveis de engajamento emocional dos consumidores;

3) Aplicar estas descobertas em ações futuras: ou seja, o que essas transformações significam para o futuro do consumo e da lealdade;

4) Conectar estes insights para verdadeiros resultados;

5) Repetir, repetir, repetir.

É importante lembrar que, na condição de poderoso instrumento de atitude de marca, outros elementos são essenciais em uma estratégia de patrocínio, como conexão à identidade corporativa, visão de longo prazo, sintonia com o negócio, consistência na gestão e escolha de parceiros, bem como uma comunicação adequada.

Para conferir a programação completa do evento, clique aqui.

Inovação verde é a aposta da Philips para reforçar sua atitude ambiental

A Philips, empresa global de tecnologia que atua no desenvolvimento de soluções nos campos da saúde, iluminação, consumo e estilo de vida, desenvolve relatórios de sustentabilidade desde 1999. Entretanto, há três anos, a companhia passou a integrar seus resultados financeiros com suas ações em sustentabilidade – informações que antes eram expostas em dois relatórios distintos. Essa proposta reflete a importância que a atitude tem para a empresa como estratégica para seus negócios e construção de marca. A questão da importância da unificação de relatórios já foi abordada no Com:Atitude. Em fevereiro, a Philips lançou seu último relatório com os resultados de 2010 que, além de outras metas, estabeleceu o investimento de dois bilhões de euros em “inovação verde” até 2015.

Para a companhia, “inovação verde” significa todas as atividades de pesquisa e desenvolvimento que contribuam para o desenvolvimento de produtos e tecnologias sustentáveis, ou seja, que devem apresentar eficiência ambiental de no mínimo 10% em uma ou mais áreas: energia, embalagem, substâncias tóxicas, peso, reciclagem ou durabilidade.

O Philips Essential, sistema de monitoramento desenvolvido para pacientes em hospitais, por exemplo, é considerado um produto verde, já que oferece 48% de redução em energia, 72% menos peso e 32% menos peso da embalagem. Com relação ao departamento de iluminação, a empresa é líder no desenvolvimento e comercialização de lâmpadas LED, que apresentam uma economia de 80% em comparação à lâmpada incandescente tradicional de 60 watts. Este departamento, inclusive, compõe metade das vendas dos produtos verdes da empresa em 2010, que, por sua vez, representou 38% das vendas totais da empresa no ano.

No ano passado, 1 bilhão de euros foram investidos em “inovação verde”, número que ultrapassou a meta de investimento estabelecida para 2012. O alcance da meta dois anos antes, por si só, é uma forte justificativa para o dobro dos recursos voltados para esta área em 2011. “Consideramos a sustentabilidade como parte integrante do DNA da Philips. Ao dobrar nossos investimentos em inovação verde até 2015, confirmamos nossa ambição em nos tornarmos uma empresa de saúde e bem estar com soluções sustentáveis”, afirmou Rudy Provoost, presidente do Conselho de Sustentabilidade e CEO da Philips Iluminação, no lançamento oficial do relatório.

Ambição maior
A “inovação verde” faz parte de um programa mais abrangente da Philips, denominado Visão 2015, também lançado em conjunto com seu mais recente relatório. O objetivo é expandir sua posição de liderança em soluções sustentáveis para os três setores de atuação da companhia.

Visão 2015 pretende facilitar a vida das pessoas com soluções inovadoras

A Visão está pautada em quatro ambições: 1) tornar-se a marca favorita em saúde e bem-estar; 2) fortalecer sua posição de liderança ao expandir novos negócios; 3) manter o foco em mercados emergentes (até 2015, a meta é gerar no mínimo 40% de vendas com esta categoria); e 4) tornar-se líder em sustentabilidade (aumentar a eficiência energética em 50% é só uma das metas).

Além de suas metas, a Philips criou o Simple Switch, um site que pretende aproximar o tema da sustentabilidade aos seus públicos. Com uma ferramenta que calcula o impacto ambiental individual, o site ajuda a mostrar de que maneiras é possível reduzir o seu consumo de energia.

Com uma plataforma que atinge todos os stakeholders, a Philips consegue envolver seus públicos em torno de sua atitude, o que reforça a sua identidade de marca e compromisso em torno da sustentabilidade.

Para ver o relatório completo da Philips – que não teve versão impressa este ano – clique aqui.

Para consumidores, redes sociais não são canal de relacionamento com marcas

Clientes preferem meios tradicionais como boca a boca ou sites institucionais para interagir

Por Cláudio Martins, do Mundo do Marketing

Os consumidores não enxergam as redes sociais como o principal canal de relacionamento com as marcas. É o que indica o estudo Liminal, realizado pela agência digital Razorfish. O grande erro das empresas seria acreditar que basta a participação nos meios digitais para assegurar um engajamento com os consumidores. O levantamento afirma o contrário. Meios como os sites institucionais e o boca a boca seriam os mais procurados quando os clientes pretendem se relacionar com as marcas.

A pesquisa tem como foco o comportamento dos internautas norte-americanos em relação às marcas no ambiente digital. Foram realizadas pesquisas quantitativas e qualitativas com seis mil consumidores da companhia aérea americana Virgin America e 100 mil usuários. Para entender esta relação, o estudo apresentou seis elementos que definem o que gera engajamento, ordenados segundo a importância que os clientes atribuíram a cada um deles: sentir-se valorizado, eficiência, confiança, coerência, relevância e controle.

“As redes sociais devem fazer parte de uma estratégia maior, na qual os consumidores são atendidos por todas as ferramentas digitais da empresa, sendo as mídias sociais apenas um apoio ao engajamento com os consumidores”, diz Fernando Tassinari, General Manager da Razorfish no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Elementos do Engajamento
Sentir-se valorizado é o principal elemento mencionado pelos entrevistados na pesquisa. Os consumidores precisam perceber que as marcas estão cuidando deles, que se importam com suas solicitações e que não são apenas mais um número para as empresas. A eficiência é o item seguinte, o que significa que as companhias devem estar prontas para atender às necessidades dos clientes, antes mesmo que eles possam pensar nelas.

O terceiro aspecto é a confiança. A relação com o cliente deve ser transparente e honesta. Já a coerência é definida nas palavras e ações das empresas, que devem evitar ser contrastantes. O quinto aspecto é a relevância, alcançada quando as mensagens enviadas pelas companhias são aplicáveis às necessidades de seus clientes. Esse é um dos pontos em que ocorrem os maiores erros quando as empresas operam nas redes sociais. Os consumidores precisam de uma razão para visitar as páginas das marcas, como anúncios de descontos, por exemplo. Fora isso, não há interesse maior.

Fernando Tassinari, General Manager da Razorfish no Brasil

O controle é o último elemento mencionado no estudo, o que desmistifica o conceito de “consumidor no poder”, que tem sido veiculado como um mantra nos últimos anos. “Os clientes não querem estar no controle, eles querem apenas ser bem atendidos pelas marcas”, afirma Tassinari.

Eficiência dos canais de comunicação
Em relação aos canais de comunicação há uma variação de acordo com a faixa etária do internauta. De forma geral, o e-mail pessoal se mostrou como o meio mais eficaz no engajamento com as marcas entre todos os consumidores. Os sites institucionais ficaram em segundo lugar, sendo mais procurados pelos usuários entre 35 e 44 anos. A comunicação boca a boca aparece em terceiro lugar, seguida pela interação cara a cara.

A mobilidade é menos popular nos consumidores acima de 45 anos. Os aplicativos para smartphones e outros dispositivos mobile são mais citados nos grupos entre 35 e 44 anos e 25 e 34. O Facebook é o destaque entre as redes sociais, sobretudo na faixa etária mais jovem. Já o Twitter aparece nas últimas colocações, após o Linkedin, e à frente apenas de redes socais locais.

Na maioria dos casos, as empresas investem em ações de Marketing, mas se esquecem de que o internauta, baseado em suas experiências, pode interferir na decisão de compra de outro. Por isso, a Razorfish criou o Ranking de Influência do Consumidor. A ferramenta foi baseada nos resultados do estudo e promete mensurar a influência dos consumidores nas mídias sociais.

Somando o número de seguidores do consumidor com o número de atualizações, a quantidade de redes sociais em que o internauta está presente e o total de conexões geradas em todos os canais é possível encontrar o nível de influência exercido. “As empresas precisam conhecer o que é relevante para o consumidor, antes de gastar tempo e dinheiro em ações nas redes sociais. É necessário escutá-lo para depois agir”, acredita Tassinari.

* Esta reportagem foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Toyota engaja o público em torno de suas atitudes

A apropriação da tecnologia da Toyota por aqueles interessados em desenvolver projetos que visassem ao benefício da sociedade e da qualidade de vida foi a temática que permeou o projeto Ideas for Good – abordado no Com:Atitude - e lançado em novembro do ano passado. As 25 melhores ideias desta iniciativa serão divulgadas no dia 10 de abril e o público escolherá os cinco vencedores por meio de uma votação online. Os cinco contemplados, anunciados dia 9 de maio, acompanharão ativamente o processo de concretização dos seus projetos.

Ideas for Good da Toyota engajou o público para o melhor uso de suas tecnologias

Com a tecnologia do Sistema de Ventilação Solar da Toyota, por exemplo, uma das ideias enviadas está baseada na geração de um “ar condicionado” para casas e apartamentos a partir da energia solar. Outra proposta, baseada no Sistema de Estacionamento Guiado, é a criação de calçadas para cegos, em que obstruções na rua e placas seriam alertados por ativações sonoras.

Entretanto, para reforçar sua abordagem social, a montadora anunciou outra iniciativa pautada no crowdsourcing, o 100 Cars for Good. A partir da próxima segunda-feira (7), organizações não governamentais poderão se inscrever para o programa, que vai contemplar 100 delas com um carro da marca.

Apesar de parecer uma promoção pontual, a proposta é que  a ONG consiga mostrar como um veículo pode se tornar uma ferramenta facilitadora em seus processos. Neste caso, a Toyota atua como uma ponte para a expansão dos trabalhos sociais destas organizações escolhidas.

O segundo projeto social da Toyota que envolve seus públicos

As inscrições poderão ser feitas até o dia 21 de março e 500 ONGs serão selecionadas por uma comissão “especializada em responsabilidade social” – como descreve o comunicado oficial da Toyota. A partir de então, na página do Facebook da montadora, a cada dia, cinco ONGs serão colocadas para votação e uma será vencedora. A atividade acontece ao longo de 100 dias.

“Nas duas últimas décadas, a Toyota contribuiu com mais de meio bilhão de dólares para programas sociais nos Estados Unidos e, agora, o 100 Cars for Good colocará o público no banco de motorista destes nossos esforços”, afirmou Jim Lentz, presidente da Toyota USA, no lançamento do programa. “Nós queremos engajar a comunidade e os apoiadores de milhares de ONGs, permitindo que suas vozes sejam ouvidas, enquanto doamos 100 carros, com base em seus votos”, concluiu.

Com estas iniciativas, a Toyota se propõe a disponibilizar suas tecnologias em prol das ações que são mais relevantes de acordo com seus públicos. Esta liberdade de escolha oferecida ao público confere maior transparência e senso de união à Toyota que, por sua vez, acredita na força do engajamento e apóia os projetos que seus públicos julgam importante com relação às ações socioambientais.

Santander, Pantene e Schincariol investem no Carnaval

Marcas aproveitam a festa para se relacionar com consumidores

Por Cláudio Martins, do Mundo do Marketing

O Carnaval é uma das grandes oportunidades do calendário brasileiro para as marcas se relacionarem com os consumidores. As ações de Marketing durante o período não só atingem o público local, como também os turistas que chegam às capitais do samba. Este ano, apenas a cidade de Salvador deve movimentar em R$ 1 bilhão a sua economia, segundo a Saltur, empresa que organiza o Carnaval na capital baiana. De olho neste potencial, marcas como Santander, Pantene e Schincariol investem nesta que é considerada a principal manifestação da cultura brasileira.

Para categorias como as de cerveja, preservativos e agências de turismo, o Carnaval já é destino certo para as ações de Marketing. Já para outros segmentos, ligar a imagem da marca ao evento e criar estratégias diferenciadas para atrair a atenção dos consumidores pode ser um desafio. É o caso da Pantene, que promove iniciativas para associar sua marca ao universo da folia.

A empresa tem investido em ações de Carnaval por três anos, mas este é o primeiro em que a marca da Procter & Gamble patrocina uma escola de samba. “A data é muito relevante para os brasileiros e todas as mulheres querem estar lindas, com o cabelo perfeito para o evento. Essa foi a oportunidade que a Pantene viu de se relacionar com as consumidoras”, diz Marina Mizumoto, Gerente de Comunicações da Procter & Gamble, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Pantene patrocina escola de samba pela primeira vez
Para ampliar os pontos de contato com o consumidor no período, a Pantene é patrocinadora da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, que traz o enredo “Mitos e histórias entrelaçados nos fios dos cabelos”, com a participação da modelo Gisele Büdchen no desfile da agremiação. A estratégia da empresa tem dois momentos: o primeiro foi o concurso Hair Samba, ação que incentivou o envio de vídeos com passos de samba movimentando o cabelo, para reforçar a ligação entre Carnaval e as madeixas femininas.

Pantene também faz promoção no Carnaval

Já a segunda etapa foi a promoção “Desfile seus cabelos na Sapucaí”, que levará 20 consumidoras para desfilar junto com a Vila Isabel no sambódromo do Rio de Janeiro. Para participar, os consumidores tiveram que comprar produtos da marca e se inscrever pela internet. “Escolhemos o digital para desenvolver as ações, porque o meio oferece uma interatividade maior com o consumidor”, afirma Marina ao portal.

Outra empresa que procura associar sua imagem à folia é o Banco Santander, que escolheu a capital baiana como foco de suas ações. “O Carnaval reflete a diversidade do povo brasileiro. Por ele, exportamos nossa cultura e estimulamos visitas ao nosso país”, afirma Fernando Martins, Vice-Presidente de Marca, Marketing e Interatividade do Santander, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Devassa resgata tradição
Em Salvador, o banco transmite festas e shows pelo Youtube em parceria com a Oi e a Garnier e realiza o concurso Carnaokê Santander, em que os internautas podem gravar vídeos com seus amigos e concorrerem a uma viagem para a cidade. “Essas ações durante o Carnaval buscam promover a interatividade, a expressão das pessoas e a colaboração na criação de conteúdos, assim como nossas outras iniciativas nas mídias sociais”, acredita Fernando Martins.

Mesmo as marcas tradicionais no Carnaval sentem a necessidade de inovar a cada ano. A cerveja Devassa, do Grupo Schincariol, é um desses exemplos. Em 2011, a marca fechou uma parceria com os empresários Alexandre Accioly, Luiz Calainho e Ricardo Amaral para resgatar os bailes do Cais do Porto, no Rio de Janeiro. Os Bailes Devassa começam na próxima quinta-feira, dia 3 de março, e contam com uma programação diferente a cada noite até o encerramento do evento, no dia 7.

O retorno dos bailes de carnaval com a Devassa

A expectativa é que as festas recebam cerca de 2.500 convidados por noite e, para isso, a marca investiu R$ 8,1 milhões em ações de ativação na cidade. “O Carnaval é um evento democrático e a nossa proposta é fazer com que a Devassa tenha o máximo de contato possível com todos os consumidores no Rio de Janeiro e experimentem o produto”, afirma Guilherme Moraes, Diretor de Cervejas do Grupo Schincariol, em entrevista ao portal.

Conheça outras ações desenvolvidas pelas marcas durante o Carnaval
- A L’Oreal Paris estará à frente do espaço de maquiagem no Camarote Brahma Rio, com quatro profissionais que atenderão as consumidores. A marca também distribuirá produtos da linha Solar Expertise.

- A Bombril é outra patrocinadora do Camarote Brahma, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A empresa fornecerá material para as equipes de limpeza durante os dias 4, 5 e 11 de março, na capital paulista, e 6, 7 e 12, na capital carioca. A marca promoverá os produtos da linha Ecobril em cada banheiro dos camarotes, além de contar com promotoras uniformizadas divulgando a linha.

- A Ipanema presenteará os participantes do Camarote Expresso 2222 com pares exclusivos de sandálias criados para o evento. O brinde terá uma versão masculina e feminina, com um pingente metálico. A ação ocorre durante entre os dias 4 e 8 de março, no Circuito Barra-Ondina de Salvador;

- O Camarote Salvador 2011 conta com a participação de várias marcas: a Samsung assina a decoração do lounge e disponibiliza um espaço para maquiagem. A Nextel prepara uma área vip para receber os convidados. A Red Bull disponibiliza bares e um carro estilizado da marca com cabine para o DJ, e a Intimus terá um salão de beleza e área para massoterapia para os convidados;

- A Ypióca promove degustação dos produtos Ypióca Guaraná e de drinks elaborados com Ypióca Red e Lemon. A marca distribui ainda leques, bandanas e camisas durante os ensaios da escola de samba Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro, e também apoia os blocos de Fortaleza Bons Amigos, Camaleões do Vila e Cheiro, realizando degustação.

- A Yoki fez parceria com a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, que traz o enredo “O Rio no cinema” e distribui sacos de pipoca nos ensaios da agremiação.

- A Azul promove voos extras durante o Carnaval, entre os dias 5 e 12 de março, para os destinos Salvador, Maceió, Fortaleza e Recife.

- O Submarino Viagens criou uma página em seu site com ofertas para os principais destinos procurados pelos foliões durante o Carnaval. Os internautas poderão encontrar passagens a partir de R$ 80,00. O site também traz promoções para os Cruzeiros MSC Armonia, Costa Serena, Mariner of Seas e Grand Celebration.

* Esta reportagem foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

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