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Ação de voluntariado contribui para a integração das atitudes da Telefônica e Vivo

Voluntários trabalham na reforma da escola Canuto do Val, na Barra Funda, em São Paulo

A fusão entre duas empresas passa por um processo de reorganização não só de serviços, processos, organogramas e gestão, mas, também, de atitudes e culturas. A recente união da Vivo com a Telefônica – tema de entrevista com a diretora da Fundação Telefônica, Françoise Trapenard, no Com:Atitude – é prova disso. A arquitetura das atitudes da Vivo e da Telefônica, tangibilizadas pelo Instituto Vivo e Fundação Telefônica, respectivamente, será reestruturada de acordo com a nova empresa.

“Temos duas carteiras de projetos bastante complementares, mas diferentes em alguns aspectos. Estamos reunindo ambas as equipes para tomar as decisões corretas. A questão que pensamos é: qual a imagem de futuro que queremos? Que programas precisam ser reforçados ou até descontinuados? A nossa intenção é manter o máximo possível do que já existe e manter os dois legados, o que configurará em uma terceira via”, disse Françoise Trapenard.

Com o intuito de engajar os funcionários em prol das novas atitudes, foi promovido o Dia dos Voluntários Telefônica, ocorrido na última sexta-feira, 7/10, em que 1.700 funcionários da Vivo e Telefônica se reuniram para reformar equipamentos públicos do bairro da Barra Funda, em São Paulo. A ação social inaugurou as atividades sociais da nova empresa. Outros 12 municípios do País também participaram da iniciativa, ampliada por conta das regionais da Vivo. No total, foram mais de três mil funcionários colaborando.

Os voluntários trabalharam em cinco espaços: na Escola Canuto do Val; nas praças Nicolau Morais Barros e da Embaixada Nordestina (Praça da GCM); no Centro de Saúde Escola Dr. Alexandre Vranjac e no Abrigo Auxiliadora. Foram realizados trabalhos de pintura, paisagismo, construção de novos playgrounds e áreas de convivência, dentre outros.

Maxi Mídia: diversas frentes da comunicação em debate

O segundo dia do Maxi Mídia, evento que reuniu profissionais da área de comunicação em São Paulo entre os dias 4 e 6 de outubro, passou por diversos temas: redes sociais; criatividade; relações públicas e a atuação das marcas no esporte. O Com:Atitude esteve lá e registrou os principais pontos discutidos.

Santander e sua presença na web
O vice-presidente executivo de Marca, Marketing, Comunicação e Interatividade do Santander, Fernando Martins, apresentou a investida do banco desde 2009 nas redes sociais com o objetivo de aproximação e engajamento com seus públicos. O perfil da marca no Twitter tem cerca de 30 mil seguidores e serve como um tira-dúvidas dos consumidores, além de espaço para ativação de seus patrocínios e comunicação de suas iniciativas.

Segundo Martins, a grande inspiração para a inscrição e manutenção do perfil da marca na rede social é o “Juntos”, visão de negócio do Santander, que foca na colaboração para a continuidade e consistência de suas ações. “O ‘juntos’ procura fortalecer todos os vínculos com nossos stakeholders.” Essa abordagem também inclui o público interno e, para isso, o banco criou uma plataforma chamada Círculo Colaborativo, espaço em que os 34 mil colaboradores do banco interagem e trazem novas ideias. “É uma ferramenta que ajuda a criar identidade e cultura internamente, antes de irem para o mercado”, disse Martins.

As Relações Públicas para construção de marca
A segunda palestra do dia reuniu Ronald Mincheff, presidente da Edelman Significa, Andrew Greenlees, vice-presidente da CDN e Kiki Moreti, diretora-presidente da InPressPNI. A principal discussão girou em torno da expansão do trabalho de relações públicas, historicamente caracterizado pela manutenção da reputação de companhias, produtos e serviços. Mas a prática possui uma função mais estratégica: atuar na construção de uma marca, principalmente na criação de vínculos consistentes.

Neste quesito, Mincheff destacou o gerenciamento, monitoramento e conteúdo para redes sociais, feito por profissionais de relações públicas, habilitados na criação de relacionamento. Hoje, essa área de atuação é compartilhada por agências de publicidade, de guerrilha e digitais. A tendência é que a habilidade de travar diálogos consistentes nas redes sociais seja o principal motivador para a contratação de uma agência de RP.

Palavras-chave para a comunicação
O consultor global de criação da Dentsu, Akira Kagami, começou sua
palestra com as palavras que considera mais importantes para a comunicação das marcas: pessoas; humor; relevância; cotidiano; surpresa; cultura; velocidade; e tecnologia. Para ele, as ações das marcas, em qualquer frente, devem levar em conta estes fatores.

Após essa introdução, Kagami apresentou alguns cases da agência. Dentre eles, está uma campanha criada para a companhia japonesa de trens Kyushu, que levou um Leão de Ouro em Cannes deste ano: “a onda de 250 quilômetros”. Para inaugurar uma nova linha de trem, a agência convidou os moradores das cidades próximas para acenaram e formarem uma grande “onda” de celebração. Apesar de simples, a ação conseguiu reunir todas as palavras-chave de Kagami e ressaltou o avanço para o próprio país, no sentido do benefício social do transporte público.

As marcas nos Jogos Olímpicos 2016
A última discussão do dia reuniu o diretor-geral dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, Leonardo Gryner, e Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros, marca patrocinadora do evento, com um aporte de R$ 270 milhões. “O Rio de Janeiro passará por uma intensa transformação por conta das preparações para os Jogos. Estamos associando nossa marca a esse movimento, o que é importante e a rejuvenesce”, afirmou Rossi.

Gryner afirmou que, dentre os patrocinadores oficiais, já estão negociadas as parcerias com Embratel e Claro. As outras cotas estão previstas para serem fechadas até o final do primeiro trimestre de 2012. O evento vai empregar 100 mil pessoas, serão 6 milhões de ingressos disponibilizados e 60 marcas associadas. “Analisamos três fatores para os patrocinadores: se os produtos e serviços da empresa se justificam para a realização do evento; se a empresa está alinhada aos valores das Olimpíadas; e se ela dispõe do volume de recursos necessaries”, disse Gryner. “Mas claro que não basta comprar os direitos, a marca precisa ter um bom plano de ativação”, concluiu.

Consultoria lança ranking das marcas mais valiosas do mundo; conheça as atitudes das primeiras colocadas

A gestão de uma marca pode ser comparada à manutenção de um organismo vivo. As rápidas mudanças dos estilos e preferências dos públicos e a crescente exigência por diálogos consistentes e transparentes são fatores que revelam um cenário complexo para este gerenciamento. A consultoria Interbrand lançou nesta semana a 12ª edição do ranking das melhores marcas globais, que elencou as empresas e produtos que estão bem posicionados neste contexto de constantes mudanças.

A organizadora do ranking considerou apenas marcas globais, que tenham no mínimo 30% de seu faturamento oriundo de outros países fora sua sede, além da presença em três continentes e nos mercados emergentes. A análise levou em conta três aspectos: performance financeira, o papel da marca nas decisões de compra do consumidor e sua força.

Assim como no ranking de 2010, as marcas de tecnologia se destacaram neste ano: das 10 mais valiosas, sete pertencem a este setor. Além disso, as marcas que conquistaram o top 5 da edição do ano passado do ranking permanecem exatamente nas mesmas posições: Coca-Cola, IBM, Microsoft, Google e GE, respectivamente.

Entretanto, dentre as marcas que mais cresceram, estão a Apple – com um salto de 58% em seu valor de marca entre 2010 e 2011 valendo US$ 33,5 bilhões -, a Amazon, com 32% de crescimento, além de Google e Samsung, com, respectivamente, 27% e 20% de elevação.

De acordo com a Interbrand, as marcas que alcançaram uma posição vantajosa no ranking trabalham fortemente atributos internos, como transparência, responsabilidade e proteção – e externos, tais como relevância, autenticidade, diferenciação, consistência, presença e entendimento. Não por coincidência, a maior parte delas também conduz atitudes consistentes, fator que contribui decisivamente para o incremento da percepção de valor junto ao mercado e à sociedade.

Coca-Cola
A marca apresentou um crescimento de 2% em seu valor de marca, chegando a US$ 71,8 bilhões. A marca está presente no cotidiano, com o consumo de 1,7 bilhões do produto todos os dias, mas o seu valor também está baseado em atitudes nas áreas socioambiental, com a plataforma Viva Positivamente, no esporte e entretenimento. A Coca-Cola tem uma relação histórica com os Jogos Olímpicos, como abordamos no Com:Atitude, e também em shows e festivais. Recentemente, a marca patrocinou o Rock in Rio.

IBM
A marca, conhecida por sua plataforma da inovação social e inteligência compartilhada, a Smarter Planet, apresentou crescimento de 8% em seu valor de marca, que foi para US$ 69,9 bilhões. A empresa de software, hardware e serviços está presente em cerca de 170 países e foca suas atitudes nos eixos social e ambiental, com o desenvolvimento de comunidades e conservação energética, proteção climática, sustentabilidade em processos e produtos, e gestão da cadeia de suprimentos. Saiba mais sobre o caráter colaborativo da marca em reportagem do Com:Atitude.

Microsoft
Apesar de ser a única marca que apresentou queda de 3% em seu valor (US$ 59 bilhões) em comparação a 2010, a Microsoft ainda domina os mercados de sistemas operacionais e de softwares. O modelo “sem custos” do Google permance uma ameaça à marca, que tende a colocar a inovação como centro de sua estratégia. A Microsoft Imagine Cup é uma das principais atitudes da marca, programa criado em 2003, que mobiliza estudantes do ensino médio e universitários a desenvolverem ideias inovadoras que viabilizem mudanças sociais por meio da tecnologia. Somente na edição deste ano da iniciativa, 350 mil estudantes de 183 países participaram.

Google
Com valor de marca de US$ 55,3 bilhões – crescimento de 27% em comparação ao ano passado – o Google desponta como um modelo de negócio baseado na inovação e flexibilidade.O Google também alerta para temas socioambientais relevantes e já doou, desde 2004, mais de US$ 100 milhões de dólares para ONGs que atuam em temas globais, por meio do Google.org.

GE
Com a manutenção de seu valor de marca em US$ 42,8 bilhões, a GE se destaca por sua plataforma de sustentabilidade criada em 2005, a Ecomagination, transversal à arquitetura de negócios diversificada da empresa. Foram criados cerca de 90 produtos “verdes” desde o início do projeto e, somente em 2008, esses novos produtos geraram US$ 17 bilhões de faturamento, crescimento de 21% perante o ano anterior. A causa está integrada à visão corporativa da GE e traz resultados financeiros diretos.

Giant renova sua atitude esportiva e investe nos ciclistas urbanos

A estratégia mais utilizada pelas marcas na área esportiva tem como objetivo a visibilidade, sob o formato de patrocínio a grandes atletas ou equipes. No caso da Giant, fabricante de bicicletas de origem chinesa, presente em 30 países, a intenção foi justamente o contrário ao promover os desconhecidos do esporte. A marca lançou o Giant Real Riders, iniciativa de patrocínio a 30 pessoas comuns, que utilizam a bicicleta como meio de transporte em seu cotidiano.

A dinâmica foi a seguinte: para conseguir o patrocínio da marca, os candidatos tiveram que criar um perfil no site oficial da iniciativa e participar de um concurso cultural. Os escolhidos ganharam uma bicicleta, acessórios e suporte para manutenção.

A Giant também investe no esporte profissional. Desde 1995, patrocina a Copa Mundial de Mountain Bike; as equipes de ciclismo Rabobank, conhecidas no circuito de campeonatos da modalidade; e atletas do off-road, como o britânico Danny Hart, especialista na categoria downhill.

O suporte aos ciclistas do cotidiano representa uma ação relevante e alinhada à necessidade de diversificação dos meios de transporte das grandes metrópoles. Além disso, a causa atua como um complemento interessante à atitude já existente da Giant em investir no ciclismo profissional e que vai além da visibilidade, ao conferir um sentido e propósito maior.

Natura promove encontro filosófico sobre a moda e a contemporaneidade

Além de ter feito parte da história do evento de maior referência em moda no País, o São Paulo Fashion Week (SPFW) entre as edições de 2004 a 2009, a Natura também relaciona-se com o universo da moda em um sentido comportamental e de expressão de sua identidade. Essa foi a ideia que Mônica Gregori passou aos convidados do encontro com Luc Ferry, filósofo e autor francês, com especialistas da moda, ocorrido hoje pela manhã, 27/09, em São Paulo. “A moda é a estética do comportamento, retrata nossos hábitos, questões e relações. É uma expressão de atitude”, disse Mônica.

Ferry é professor de filosofia, autor do best-seller Aprender a Viver e de outros 30 livros. Também foi ministro da educação da França de 2002 a 2004.

A discussão reuniu Alcino Leite Neto, jornalista especializado em moda; Chiara Gadaleta, consultora de moda; Joanna Moura, editora do blog “Um ano sem Zara”; Lino Villaventura, estilista; e Luiz Seabra, fundador e presidente do Conselho de Administração da Natura. O propósito era discutir como a filosofia, a moda e a contemporaneidade se conectam em um tempo marcado pela transformação da estética.

“A Natura, como um fenômeno de mercado, nasceu a partir de catarses da filosofia. As contribuições da filosofia, como o aturdimento e encantamento pela realidade, atuaram na construção da nossa percepção do que pode ser a cosmética ou, ainda, como pode ser a relação do indivíduo com o corpo e com o grande planeta, nosso bem estar bem”, afirmou Seabra, na abertura da discussão. Ele realça o significado profundo e filosófico da Natura, que, por sua vez, direciona todas as atitudes da marca, como abordamos em reportagem do Com:Atitude.

Ampliando o escopo da moda, Ferry partiu para um contexto mais amplo de discussão com temas ligados à conjuntura da sociedade contemporânea. Para ele, três revoluções foram responsáveis pela visão, comportamento e hábitos que vivemos hoje: a desconstrução dos valores tradicionais, marcada pela necessidade de inovações permanentes; o surgimento da sociedade de consumo, da democracia e do poder individual; e, por último, a revolução do amor, que trouxe o casamento por paixão e não por compromissos sociais e burocráticos.

Ele também destacou a descaracterização do sagrado, ou seja, aquilo que somos capazes de nos sacrificar para salvar. Passados os séculos em que Deus, a Nação e a Revolução serviam como as grandes lutas, hoje, não há uma figura do sagrado. A tendência é que esta será substituída por uma questão primordial: que mundo vamos deixar aos nossos filhos? De acordo com o filósofo, a luta passará a ser para nós mesmos. Isso envolve o desenvolvimento sustentável, que será assegurado somente com três macro-ações, segundo Ferry: regulação demográfica; inovação tecnológica e científica; e uma governança global.

Apesar de não explorar especificamente o tema da moda, as questões abordadas por Ferry se aplicam ao contexto de atuação das empresas, marcado pela necessidade de inovação, singularidade, expressão e criatividade. A Natura, ao promover este encontro, incrementa o repertório de seus profissionais e parceiros, e reforça sua marca, como extensão de seu significado e valor.

 

Prêmio Época Empresa Verde reconhece atuação socioambiental de 20 empresas

Vilson Trintinaglia (Akzo Nobel), José Nunes (Coelce), Helio Gurovitz (Época), Frederic Kachar (Editora Globo), Denise Hills (Itaú), Carlos Amorim (Itambé) e Carlos Rossin (PwC) em evento de premiação

A primeira edição do Prêmio Época Empresa Verde, parceria da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) com a revista Época, apontou as 20 empresas que mais investem em preservação ambiental e sustentabilidade no País. Dentre estas, quatro se destacaram: a Itambé e o Itaú, no combate aos efeitos das mudanças climáticas nas categorias Indústria e Serviços, respectivamente; e a Akzo Nobel e Coelce como empresas mais verdes, também nas categorias Indústria e Serviços.

Foram 120 empresas que se inscreveram e responderam a dois questionários: o primeiro baseado no Global Reporting Initiative (GRI) e o segundo, com foco nas ações de redução das emissões de gases estufa. A PwC calculou a pontuação de cada empresa e chegou às 20 com melhor desempenho ambiental. Um conselho foi responsável por eleger as quatro empresas principais. Este conselho formou-se por José Roberto Marinho, presidente da Fundação Roberto Marinho; José Augusto Fernandes, diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Luiz Gylvan, professor do Instituto de Estudos Avançados da USP; Mark Lundell, coordenador de operações setoriais para o desenvolvimento sustentável do Banco Mundial; e Rachel Biderman, consultora sênior do World Resources Institute no Brasil.

As 20 empresas selecionadas foram: Akzo Nobel Tintas Decorativas, Algar Telecom, Ambev, Andrade Gutierrez, ArcelorMitall, Bradesco, Bunge, Caixa, Cnec WorleyParsons, Coelce, EDP, HP, HSBC, Irani, Itambé, Itaú, Natura, Santander, Telefônica e Vale.

Akzo Nobel
Eleita a empresa mais verde na categoria Indústria, a fabricante de tintas busca reduzir o uso de substâncias tóxicas em 25% até 2015 e substituiu compostos tóxicos por soluções à base de água em 80% de suas tintas decorativas. Além disso, a Akzo Nobel investe cerca de R$ 788 milhões por ano em novas tecnologias, como o uso de fontes renováveis em seus produtos.

Coelce
A distribuidora de energia dos 184 municípios cearenses foi escolhida a empresa mais verde do ramo de Serviços. A Coelce possui programas de eficiência energética que geram economia e benefícios para seus clientes. Para os dois terços das famílias do Ceará de baixa renda, essa redução pode chegar a 25% na conta de luz no fim do mês. Além disso, a empresa possui normas de controle ambiental e procura incentivar o desenvolvimento de novas fontes de energia.

Itambé
A empresa de laticínios que ganhou o prêmio de mais preocupada com as mudanças climáticas na categoria Indústria, investiu R$ 20 milhões em eficiência energética e mudanças em seu processo industrial de 2007 para cá. Com isso, a Itambé reduziu suas emissões de carbono em 12% desde 2008 e tem a meta de chegar a 30% até 2012. A empresa também firmou parcerias com produtores rurais para a transformação do metano da pecuária leiteira em fonte de energia limpa.

Itaú
O banco, já abordado no Com:Atitude por suas iniciativas socioambientais, ocupa o posto de empresa mais verde na categoria de Serviços. O Itaú também conquistou o título de banco mais sustentável do mundo de acordo com jornal britânico Financial Times e o IFC, braço do Banco Mundial para o setor privado. O Itaú faz análise de risco socioambiental em financiamentos maiores do que R$ 5 milhões; criou um fundo que direciona recursos para iniciativas de impacto positivo no clima; desenvolve o programa de educação financeira Uso Consciente do Dinheiro; conta as emissões de carbono de seus escritórios e das quatro mil agências, dentre outras iniciativas.

Valorização do idoso: números mostram que a causa merece expansão

Os dados preliminares do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram o crescimento da população com 65 anos ou mais no País de 4,8% em 1991 e 5,9% em 2000 para 7,4% em 2010. Já os jovens com até 19 anos tiveram sua participação reduzida: passaram de 40,17% em 2000 para 32,95% em 2010.

Apesar do avanço, decorrente da modernização dos tratamentos médicos e da queda da taxa de fecundidade, a preocupação e o cuidado com essa faixa etária são falhos, e ainda é preciso mais iniciativas que, em sua maioria, vêm do setor público e estão relacionadas ao acesso e melhoria da saúde pública. O incentivo à criatividade e exercício do conhecimento também são temas importantes para o idoso.

Uma exemplo da iniciativa privada neste contexto é o Talentos da Maturidade, concurso artístico-cultural criado em 1999 pelo Banco Real, hoje, Santander. A iniciativa está em sua 13ª edição e está com suas inscrições abertas até 30/09. Na edição do ano passado, foram 11.866 trabalhos inscritos. Os criativos de 60 anos ou mais podem enviar seus trabalhos nas categorias Artes Plásticas, Fotografia, Literatura e Música Vocal. Os cinco vencedores – um para cada especialidade – receberão como prêmio, cada um, um Certificado e R$ 7 mil.

Desde 2008, o Talentos da Maturidade também promove a categoria Programas Exemplares, que premia cinco instituições sem fins lucrativos que desenvolvem projetos de melhoria da qualidade de vida do idoso. Cada entidade receberá R$ 70 mil do Santander, além de assessoria em gestão de projetos sociais e gerontologia por consultores especializados. As inscrições para essa categoria vão até quarta-feira, 21/09.

“Já estamos há mais de uma década estimulando a criatividade e o potencial artístico desse público e nos surpreendemos a cada edição. Inspirados nessas ricas histórias de vidas, este ano vamos utilizar obras vencedoras para a nossa campanha de divulgação”, afirma Fernando Byington Egydio Martins, vice-presidente executivo de Marca, Marketing, Comunicação e Interatividade.

Ele se refere à campanha do concurso, no ar desde julho, com pôsteres de artistas que participaram em edições anteriores do Talentos da Maturidade, além de um filme, veiculado na TV aberta. Abaixo, é possível comparar as campanhas do Banco Real, em comemoração aos dez anos do Talentos e a mais recente do Santander.

“O programa ajuda a mostrar que a Maturidade é tempo de ser ativo, protagonista, agente de transformação. O concurso traduz o compromisso e a valorização do Santander com todos os públicos”, diz Martins.

Segundo ele, a incorporação do programa do Real à estratégia de negócio do Santander teve como diretriz alterar minimamente a linguagem e estrutura que já eram trabalhados. Os processos de fusões e aquisições impactam diretamente as atitudes de uma marca, que passam a ser repensadas de acordo com as novas estratégias de negócio e de comunicação. Neste caso, o programa continuou e foi adaptado a todo o conceito de marca do Santander, o Juntos.

Electrolux aproxima-se de seus públicos prioritários e renova seu negócio

Participantes do desafio da Electrolux em evento de premiação

A marca de aparelhos domésticos Electrolux utilizou o seu negócio como base para o Appetite for Excellence, iniciativa com foco no desenvolvimento de aspirantes da indústria gastronômica. Criado em 2005, o programa ocorre na Austrália e reconhece os melhores chefs, garçons e restaurateurs do país. Com o objetivo de fortalecer a indústria da gastronomia da Austrália, a marca estabelece uma relação mais direta com um dos seus principais consumidores, que utilizam seus produtos diariamente.

Os vencedores da edição deste ano do desafio foram anunciados em agosto e tiveram que provar suas capacidades culinárias por meio de desafios práticos, entrevistas e testes de conhecimento. Os candidatos foram avaliados por um júri composto por importantes chefs australianos e um vencedor foi selecionado para cada categoria: chef, garçom e restaurateur. Os prêmios vão desde produtos da Electrolux até viagens e cursos para enriquecimento profissional.

Em âmbito global, a Electrolux abre espaço para a criatividade e capacitação de jovens em formação. O Design Lab, competição global que premia os melhores profissionais de design industrial, teve sua nona edição neste ano e a iniciativa é voltada para estudantes ou recém-formados. Os candidatos inspiraram-se no tema deste ano do concurso, “mobilidade inteligente”, e enviaram suas melhores ideias para produtos domésticos portáteis.

“Como de costume, nosso desafio é estimular mentes criativas de todo o mundo para fazer sua própria contribuição ao processo de estruturação do design industrial e à criação de aparelhos da ‘nova casa’, inspirada na tecnologia”, diz Henrik Otto, vice-presidente sênior de Design Global na Electrolux.

O vencedor foi anunciado no início de setembro: Adrian Mankovecký da Academia de Belas Artes e Design Bratislava, na Eslováquia. Ele criou o Portable Spot Cleaner, removedor de manchas portátil. Além de cinco mil euros, o estudante irá estagiar no centro global de design da Electrolux.

Conheça outras ideias finalistas no vídeo, abaixo:

Rock in Rio amplia iniciativas sustentáveis

Fazer do mundo um lugar melhor é um dos valores da marca Rock in Rio. Desde 2001, o festival tem desenvolvido ações que tragam benefícios para a comunidade global. Enquanto nas edições anteriores do Brasil, Portugal e Espanha, o foco era a Responsabilidade Social, em 2011 o escopo foi ampliado para a gestão dos resíduos gerados antes, durante e depois do evento.

Outra novidade é a chegada ao Brasil de mais um selo verde, o 100R, trazido da Europa pelo Rock in Rio. A certificação foi criada pela instituição portuguesa Sociedade Ponto Verde, parceira do evento desde 2006, ano em que a preocupação com a compensação de carbono também passou a fazer parte da agenda do festival. No Brasil, a organização é responsável pelo treinamento dos profissionais que fiscalizarão se as medidas exigidas pelo selo serão cumpridas.

O desafio para os organizadores é envolver fornecedores e parceiros, responsáveis pela maioria das emissões de carbono. “O plano de sustentabilidade do Rock in Rio fez parte da internacionalização do festival. Em Portugal, no ano de 2006, não tínhamos ainda a experiência para mensurar o impacto da produção dos resíduos do evento. Já na edição de 2008, pudemos avaliar os resultados, criar um manual de boas práticas e traçar um plano estratégico neste sentido”, explica Roberta Medina, Vice Presidente do Rock in Rio.

Incentivos para parceiros
Para alcançar a meta estabelecida de dar o destino correto a 100% dos resíduos, os parceiros e fornecedores concorrem ao prêmio “Atitude Sustentável Rock in Rio”. Cada restaurante, ponto de venda e lojista que se destacar na sua categoria, promovendo a coleta seletiva e reduzindo ao máximo a produção de detritos receberá uma homenagem no palco Mundo após o encerramento do evento.

A premiação foi criada em 2010, em Portugal, quando o festival conseguiu reciclar 48% dos detritos, superando o resultado de 3% alcançado em 2006. Há uma preocupação muito grande com a limpeza também antes e após o festival. “Segundo uma pesquisa que realizamos, apenas 30% dos resíduos são gerados durante os shows. Os outros 70% fazem parte do monte e desmonte das estruturas de apoio”, diz Roberta Medina, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Buscando envolver também a comunidade em sua empreitada sustentável, o Rock in Rio conta ainda com a parceria da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), do Rio de Janeiro. O material reciclável recolhido será enviado para a cooperativa de catadores Barracoop, gerando renda para estes profissionais.

Incorporando a sustentabilidade
Outra preocupação da organização do Rock in Rio é como educar os consumidores a realizarem o descarte correto de resíduos e embalagens. A Cidade do Rock contará com 600 contêineres com cores diferentes para estimular a separação entre lixo orgânico e reciclável. Após o fim do evento, os recipientes serão distribuídos para comunidades cariocas que possuam Unidades de Polícia Pacificadora.

As atenções também estão voltadas para as guimbas de cigarro. Em parceria com o movimento “Rio eu amo, eu cuido”, a organização do Rock in Rio distribuirá 10 mil porta-guimba personalizadas para os fumantes. A ação contará ainda com a participação de 10 mímicos, que promoverão atividades conscientizando os presentes a não abandonarem as sobras de cigarro no chão.

Dando continuidade à meta de reciclar 100% dos resíduos e como parte do apoio ao social, o lixo orgânico também será reaproveitado. Os detritos serão transformados em biomassa e enviados para substituir o combustível fóssil em duas fábricas de cerâmica do interior do estado do Rio de Janeiro, nas cidades de Três Rios e Itaboraí.

A própria estrutura do festival apoiará o plano de sustentabilidade. Ao todo, serão utilizados oito mil metros de lonas confeccionadas com fibras de garrafas pet, que também poderão ser reaproveitadas. Já a grama que recobre o parque olímpico da Cidade do Rock é sintética, com o objetivo de reduzir o consumo de água, proveniente de uma estação de reuso no bairro carioca da Penha.

Responsabilidade social por meio da música
Atuando no pilar social, o Rock in Rio promoverá uma campanha para evitar o uso de drogas. A iniciativa “Eu vou sem drogas” conta com umsite, em que os internautas podem enviar suas mensagens de conscientização e concorrer ainda a ingressos para os shows. Outra forma de promover a sustentabilidade foi a realização do concurso “1 ingresso Por um Mundo Melhor”, entre estudantes da rede pública do Rio de Janeiro.

Os alunos foram convidados a sugerir ideias que colaborem para a formação de um mundo melhor, por meio de vídeos, fotos, poesias e músicas, para concorrer a 500 ingressos que foram distribuídos entre os vencedores. Outra iniciativa realizada neste ano para a comunidade carioca é a criação de 10 salas de música (foto do projeto, abaixo) em escolas municipais do Rio de Janeiro.

Em 2011, a proposta é usar a música para formar cidadãos. Além da construção dos espaços, a organização do festival também investe na capacitação de 30 professores. O Rock in Rio conta ainda com a colaboração da Philips e da Trident nesta empreitada de apoio ao social. As salas de música serão equipadas com aparelhos como TVs, CDs e DVDs players doados pela empresa de eletrônicos, enquanto a marca da Kraft Foods doou 300 violões para os futuros alunos.

O Rock in Rio também realiza uma campanha de doação de instrumentos musicais usados, mesmo que estejam danificados. Foi montada em junho, no Centro de Referência da Juventude da comunidade carioca da Providência, uma oficina que formará 40 jovens como luthiers, profissionais que trabalham aptos para trabalhar na manutenção e reparos de instrumentos musicais. A ideia é que todos estre projetos sejam mantidos no futuro, deixando um legado para a capital carioca e gerando um vínculo maior entre a marca Rock in Rio e toda a sociedade envolvida, mesmo a parcela que não poderá participar do festival.



 
*Por Cláudio Martins. Esta reportagem foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing, e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

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