A resposta, seca e direta: tudo. E não apenas agora, como sempre teve um papel socialmente relevante – no que tange aos direitos e também aos deveres.

Marcas, mais do que um CNPJ, uma razão social ou até mesmo um logo atraente, são organizações sociais. No limite, o contentamento ou desatino junto a uma corporação dá-se no relacionamento entre pessoas – sejam aquelas que solucionam ou complicam ainda mais determinada situação.

Como os tempos de filantropia ficam progressivamente distantes no retrovisor, cabe a essas organizações compreender o cenário contemporâneo e redefinir a maneira pela qual fazem sentido para as pessoas.

Não basta apenas uma oferta de alta qualidade no portfolio de produtos e serviços. Hoje, confiamos mais em quem está ao nosso lado – e não mais nos posicionamentos frios e institucionais de um CEO orientado exclusivamente a números mais expressivos no fim do exercício fiscal.

Itaú: exemplo de integração entre o agir e a comunicação

Criar uma hashtag mobilizadora também não resolve o problema. O curto prazo é tentador, além de poder ser confundido facilmente com oportunismo – daí a armadilha de basear o comportamento empresarial em campanhas publicitárias.

Coincidência é a última palavra que pode definir o sem-número de casos premiados na última edição do Festival de Cannes, em que praticamente todos os vencedores criaram conteúdos vinculados a causas socialmente relevantes – de acidentes em linhas de trem à defesa da autoestima feminina.

Da mesma forma, diversas marcas tentam, no Brasil, posicionar-se de maneira a “prestar contas” após as intensas movimentações sociais que marcaram a trajetória do país no fim do primeiro semestre. Entre aquelas cuja comunicação mostrou-se criativa e consistente está o Itaú. O banco mantém uma série de atitudes, demonstrando compromisso sólido com uma série de causas alinhadas ao seu negócio, bem como aos interesses sociais. Educação financeira, esporte, mobilidade urbana e cultura são as plataformas que organizam as diversas iniciativas componentes do agir da marca. O mérito do banco não está apenas na estruturação de suas atitudes, mas também na comunicação de tais ações. O conceito “#issomudaomundo” integra, traduz e mobiliza afetivamente diferentes públicos, engajando-os em um movimento que alinha a identidade da marca, suas atitudes, bem como sua comunicação.

Encadear comportamento e engajamento é um dos pilares das marcas que desejam criar confiança, vínculos, bem como compartilhar valor e obter melhores resultados comerciais. Em um cenário no qual os indivíduos mostram-se progressivamente empoderados, é cada vez mais cristalina a necessidade que as marcas devem endereçar neste panorama imprevisível: fazer sentido, com verdade, afetividade e consistência – para todos os públicos.