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Walmart lança atitude global para o desenvolvimento da mulher

Mike Duke, presidente e CEO do Walmart, no lançamento da iniciativa

De acordo com dados compilados pela rede de varejo Walmart, a presença da mulher na dimensão econômica global irá aumentar nos próximos anos: 90 milhões delas entrarão no mercado de trabalho até 2013. Entretanto, segundo as Nações Unidas, ainda existem alguns obstáculos para esse avanço: das 800 milhões de pessoas que não conseguem ler nem escrever, dois terços são do gênero feminino; e apenas 7% do capital de risco é direcionado para empresas lideradas por mulheres. Ou seja, além da capacitação para o trabalho, também falta a consequente valorização de seus esforços.

Estudos mostram que o equilíbrio de gêneros na liderança de empresas traz melhor desempenho financeiro. A constatação é da consultoria norte-americana Catalyst, que analisou a composição das diretorias das 500 maiores empresas da Fortune e seus resultados. Com o intuito de capacitar e incluir a mulher em sua força de trabalho, o Walmart lançou em setembro a Global Women’s Economic Empowerment Initiative (Iniciativa Global para Empoderamento Econômico das Mulheres, na tradução para o inglês).

Ao longo de 2010, a rede de varejo trabalhou em conjunto com o setor público, organizações não-governamentais (ONGs), grupos filantrópicos e universidades, para chegar à estrutura da atitude da marca, que vai ativar as unidades da Walmart presentes em 28 países. São cinco metas para 2016:

1) Negócios liderados por mulheres: serão investidos US$ 20 bilhões em negócios criados por mulheres nos Estados Unidos. Para as outras unidades da Walmart no mundo, será investido o dobro.

2) Agricultura e fábricas: serão oferecidos programas de treinamento para 60 mil mulheres que trabalham nas fábricas e nos campos dos fornecedores da Walmart. Serão desenvolvidas habilidades que tornarão as mulheres mais assertivas com relação às tomadas de decisão em suas rotinas de trabalho.

3) Treinamento e educação para o trabalho: serão oferecidos programas de treinamento específicos para o varejo. Cerca de 200 mil mulheres da rede global serão beneficiadas.

4) Diversidade de gênero: a Walmart irá expandir seu programa de diversidade de gêneros para todos os seus fornecedores, o que vai além de sua cultura interna.

5) Doações: a atitude contemplará com US$ 100 milhões diversos projetos de organizações que desenvolvam o senso profissional das mulheres.

“Ajudar as mulheres a viverem melhor é um tópico determinante para o nosso negócio e para o mundo. Estamos potencializando nossos esforços para educar e investir em mulheres do mundo. Queremos que as mulheres nos enxerguem como uma rede de varejo relevante para elas e que se preocupa com elas. Queremos que as mulheres sejam líderes”, disse Mike Duke, presidente e CEO do Walmart, no lançamento da iniciativa.

Em outubro, a Walmart Brasil lançou o Movimento Empresarial pelo Desenvolvimento Econômico da Mulher, o + Mulher 360, um plano de ação local que articula 37 empresas para impactar economicamente mais de 100 mil mulheres até 2015. O foco central é aumentar o número de cargos de chefia ocupados por mulheres.

Outro programa para o desenvolvimento da mulher já tinha sido lançado em junho no País, com o objetivo de contratar mulheres para a construção de novas lojas da Walmart. Em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a empresa criou o Curso de Formação de Mulheres Pedreiras. Estas mulheres serão absorvidas pela mão de obra da Walmart, logo após formação no curso. O Sam’s Club (rede que pertence à Walmart) de São Bernardo do Campo foi a primeira loja a admitir cerca de 50 mulheres recém-formadas.

A atitude da Walmart tem grande potencial de expansão, já que articula seus fornecedores e, também, dialoga com grande fatia de seu público que são, justamente, as mulheres. A iniciativa também alinha-se à uma tendência forte do mercado para a equalização de gêneros no mercado de trabalho.

Lollapalooza Brasil terá patrocínio da Heineken

Heineken fechou o patrocínio do Lollapalooza Brasil. O festival inédito no País passa a fazer parte da lista de mais de 100 grandes festivais ao redor do mundo que possuem apoio da marca, que está presente em eventos como Coachella, nos EUA; FIB, na Espanha; Oxegen, na Irlanda e nos EUA; e Jammin, na Itália.

Dessa forma, reforça sua imagem como a cerveja oficial dos maiores e mais importantes festivais de música do planeta. O Lollapalooza faz sua primeira edição no Brasil, no Jockey Clube de São Paulo, nos dias 07 e 08 de abril de 2012.

“Com o patrocínio ao Lollapalooza, a Heineken passa a estar à frente dos três maiores festivais do País. Em eventos como este, além oferecer a cerveja Heineken a centenas de milhares de pessoas por meio da melhor experiência de consumo, ainda temos a possibilidade de proporcionar outras experiências ao público consumidor por meio das ativações da marca”, afirma Patrick Fló, gerente da marca Heineken no Brasil.

“Além disso, o Brasil passa a ser um importante destino no calendário dos grandes festivais mundiais. Exatamente por isso foi o lugar escolhido para o lançamento mundial da nova plataforma musical da marca, o Human Equalizer, que aconteceu durante o Rock in Rio, e comprova que a marca, assim como os jovens adultos da atualidade, transita pelos diferentes estilos e gêneros musicais”, completa o executivo.

“A GEO está muito feliz em anunciar mais um patrocinador do Lolla Brasil. É extremamente importante poder contar com o reconhecimento de grandes marcas desde a primeira edição do Festival que entrará para o calendário de eventos da cidade de São Paulo. Até o final deste mês vamos divulgar outros patrocinadores, assim como o line-up e a pré-venda”, comentou Marcelo Frazão, diretor executivo de Entretenimento da GEO Eventos, promotora do Lollapalooza no Brasil.

O Com:Atitude abordou a atitude da Heineken no entretenimento em nosso especial sobre o Rock in Rio aqui.

 Esta reportagem foi publicada originalmente no Promoview, e agora no Com:Atitude, de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Marketing esportivo: marcas devem ir além do patrocínio

Mesmo faltando três anos para a realização da Copa do Mundo de 2014, algumas empresas como a Procter & Gamble e a Brahma já colocam em prática iniciativas para associar suas marcas ao futebol. Outros patrocinadores, no entanto, preferem manter segredo sobre suas estratégias de marketing e esperar o momento mais adequado para ativar seus produtos e obter um retorno melhor sobre o investimento.

O maior desafio para as marcas nos próximos anos será a construção de um diálogo com os consumidores por meio do esporte, com ações que ultrapassem o patrocínio e criem um vínculo maior entre as empresas e as modalidades esportivas. Ao dar mais importância para esse tipo de ação promocional, as companhias podem estar perdendo outras oportunidades para atrair a atenção do público. Uma das estratégias que vem sendo explorada por marcas nos Estados Unidos e, mais recentemente, na Europa são os naming rights, que consistem na apropriação de um estádio, arena, evento ou equipe por parte de uma marca, para sua divulgação.

Um exemplo é o Gillette Stadium, da Gillette, construído em 2002, nos Estados Unidos, e que abriga os clubes norte-americanos New England Revolution e New England Patriot. Em 2008, a Coca-Cola também se apropriou de um estádio na África do Sul, o Ellis Park. No Brasil, grande parte das arenas ainda está em construção, o que pode deixar as companhias um tanto confusas sobre quais iniciativas tomar em relação aos naming rights, mas também representa uma grande oportunidade para quem sair na frente.

Indo além do patrocínio
Uma das vantagens deste tipo de acordo é a possibilidade de dar continuidade a uma estratégia de marketing esportivo após a realização das competições por até 20 anos. As arenas podem ainda ser exploradas para eventos das companhias e atrair a atenção do público corporativo para possíveis investimentos, explorando ativos das marcas. É o caso do Philips Stadion (foto), na Holanda, pertencente à empresa de eletrônicos e conhecido por ser o estádio mais bem iluminado da Europa. O local também é palco dos lançamentos da empresa relacionados à iluminação.

“A estratégia das companhias deve contemplar tanto o período anterior como posterior à realização dos mega-eventos para que a associação das marcas com o esporte seja mais forte. É preciso também saber se beneficiar das mudanças ocorridas na infraestrutura das cidades-sede, que passam a ganhar mais visibilidade no cenário mundial e podem ser tornar cases bem sucedidos, como Barcelona, na Espanha, em 1992”, afirma Ricardo Mathias, diretor da Trevisan Gestão do Esporte, em entrevista ao Mundo do Marketing.

De olho no potencial, a Brahma desenvolveu uma plataforma de relacionamento com os consumidores a partir do futebol. Mais do que patrocinar 26 clubes brasileiros, a marca tem investido em deixar um legado para os times. Para tornar a relação mais transparente, a empresa criou o Investimento Cooperado, iniciativa que convidou os torcedores na internet a decidirem como seriam aplicados os recursos disponibilizados pela Brahma. Dessa maneira, os clubes cariocas como Flamengo e Vasco da Gama ganharam reformas nos vestiários, estádios e melhorias nos centros de treinamento.

Investimento em clubes brasileiros
Em 2009, a Brahma oficializou o contrato de patrocínio com a Confederação Brasileira de Futebol e a FIFA, participando da Copa do Mundo de 2010. “A experiência na África do Sul nos permitiu olhar a operação como um todo, deixando de privilegiar apenas o aspecto da comunicação e da visibilidade proporcionada pela competição. A partir desta experiência, desenvolvemos a Diretoria de Futebol da Ambev, uma estrutura híbrida que atua em diversas frentes, envolvendo áreas como Marketing, Trade e Mídia, para aperfeiçoar nossa compreensão sobre o assunto”, explica Rafael Pulcinelli, gerente de marketing de esportes da Ambev, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A marca também saiu na frente ao sortear os primeiros ingressos para a Copa de 2014 na promoção “Sou Brahmeiro, Sou Primeiro”, desenvolvida pela FanClub, agência da Holding Clube. As próximas ações da empresa se concentrarão na internet, que tem ganhado importância na estratégia de relacionamento da companhia. Além do site que traz notícias sobre os campeonatos de futebol nacionais e internacionais, a Brahma também criou perfis dos clubes brasileiros patrocinados pela marca no Facebook, como os cariocas Fluminense e Botafogo.

Outra empresa que aposta nos eventos esportivos é a Seara. Além de apoiar a Seleção Brasileira de Futebol, a empresa do grupo Marfrig também é patrocinadora da Copa do Mundo até 2014. Ao participar pela primeira vez de uma competição internacional em 2010, a Seara aproveitou o momento para lançar produtos licenciados com o escudo da Seleção e expor sua marca internacionalmente, nos uniformes dos jogadores.

O canal digital foi escolhido para engajar os consumidores com ações que remetem ao patrocínio. No Facebook, foi criado o aplicativo “Vestiário Seara”, que traz uma galeria com vídeos de jogadores que se destacaram vestindo a camisa do Brasil no passado. A fan page conta ainda com o “Futebol de Botão Seara”, game inspirado na Copa América e que tem a proposta de entreter os internautas e lembrá-los do apoio da Seara à Seleção Brasileira.

Lançamentos de produtos verdes e amarelos
A associação aos eventos esportivos também é a forma escolhida por empresas como Coca-Cola, Johnson & Johnson, Visa, Nestlé, McDonald’s e Oi para promoverem suas marcas. A rede de fast-food investe no portfólio de produtos durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas, elaborando um cardápio com sanduíches inspirados na culinária dos países que sediam as competições, enquanto a operadora de telefonia será a fornecedora oficial dos serviços de telecomunicação durante a Copa de 2014. Já a Sony realizou um evento no último final de semana de outubro para promover São Paulo como cidade-sede da abertura da competição, estendendo uma bandeira gigante com os dizeres “Bem vindo” em seis idiomas, no estádio do Pacaembu.

Outras marcas, mesmo não sendo patrocinadoras, também exploram a febre verde e amarela para lançar produtos que remetam à brasilidade. Foi o que fez a Rider em 2010, ao trazer ao mercado chinelos inspirados nas cores da bandeira nacional. Iniciativa semelhante teve a Havaianas, que lançou uma coleção inspirada nas seleções participantes da competição, como Brasil, Inglaterra e Espanha. Já a rede de restaurantes Spoleto criou o “Ravióli Hexacampeão”, feito de massa de espinafre com molho quatro queijos, e a Rexona lançou um desodorante com design inspirado na taça da Copa, no ano passado.

“As empresas devem compreender que não é necessário ser um patrocinador dos eventos para se aproximar do público por meio do esporte. É preciso associar seus valores aos ideais das modalidades esportivas e criar uma plataforma capaz de transmitir estas atitudes de modo natural, como têm feito Red Bull, Banco do Brasil e Caixa Econômica”, ressalta Eduardo Muniz, sócio-consultor da Top Brands, em entrevista ao portal.

Procter & Gamble quer ampliar diálogo com consumidora
Para a Procter & Gamble, as Olimpíadas são a oportunidade de fortalecer a marca-mãe globalmente. A companhia pretende levar o aprendizado dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, sediados em Vancouver, no Canadá, e do Pan-Americano de Guadalajara, no México, para Londres e para o Rio de Janeiro.

Em 2012, será a primeira vez que a empresa realizará um patrocínio de forma mundial nas Olimpíadas, como marca corporativa. Entre as iniciativas realizadas em Vancouver que serão replicadas durante os jogos na capital inglesa estão o apoio às mães dos atletas, que ganharão hospedagem e ingressos para assistirem às competições dos filhos, e a criação de espaços de convivência onde as marcas da empresa serão ativadas. A ação se desdobrará em campanhas publicitárias para Pampers e Ariel, explorando o vínculo entre mãe filho e o respeito a símbolos pátrios, como as bandeiras nacionais.

“No ano passado, em Vancouver, disponibilizamos uma P&G Home com serviços para atletas e seus acompanhantes para a seleção olímpica americana. A proposta para Londres e, futuramente, para o Brasil é criar um P&G Home global, onde os competidores de todas as delegações poderão ter contato com nossas marcas”, diz Gabriela Onofre, diretora de Assuntos Corporativos da Procter & Gamble no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Já para a Copa do Mundo, a principal aposta da companhia é a Gillette, outra patrocinadora da Seleção Brasileira. Para aproximar a sua marca desde já ao universo do futebol, a empresa será a principal apoiadora da Taça das Favelas, competição criada pela Central Única das Favelas (CUFA). A companhia também aproveitará a oportunidade para aumentar a divulgação da marca Gillette Desodorante, com foco no target masculino participante do torneio. O início do campeonato está previsto para janeiro de 2012 e contará com a participação de mais de 24 mil jovens de 15 a 17 anos de comunidades carentes do Rio de Janeiro.

*Por Cláudio Martins. Esta matéria foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing, e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Atitude prática é que constrói o legado

Por Erich Beting

A construção de um legado para o país com a realização de grandes eventos esportivos é o grande mote marqueteiro para que o Comitê Olímpico Internacional e a Fifa justifiquem gastos milionários com Jogos Olímpicos e Copa do Mundo.

Até hoje, porém, os grandes exemplos de legado foram Barcelona-1992 e Alemanha-2006, em propostas que, muito mais do que baseadas em boas ideias, tiveram execuções eficientes.

Nesta segunda-feira (21/11) foi apresentado em São Paulo o Núcleo de Alto Rendimento do Grupo Pão de Açúcar. Nas palavras de Irineu Loturco, diretor técnico do espaço, esse é o “projeto olímpico” da empresa.

Desde 2009, a combinação das palavras projeto e olímpico tornou-se uma espécie de mantra dentro de algumas empresas. É meio que uma fórmula mágica imaginar ser preciso construir um “legado” para o Brasil do esporte.

Algumas optam pelo patrocínio a atletas, outras buscam o apoio a federações, mas poucas fazem algo que possa, de fato, continuar para o país depois que os megaeventos passarem.

Além do núcleo do Pão de Açúcar, a Ambev é outra empresa que tem apostado em construir e reformar praças esportivas. No Rio de Janeiro, a empresa tem apostado em melhorar a estrutura dos quatro times grandes que são patrocinados por ela. Além disso, alguns campos de futebol em comunidades carentes têm sido transformados para o uso da população.

De uma forma ou de outra, as duas empresas mostram que a construção do conceito de legado vai além das palavras e de boas ideias. No final das contas, o maior benefício que o país pode ter com os megaeventos é no aperfeiçoamento de nosso aparato esportivo, sucateado há muitas décadas.

O legado pode, de fato, ser a melhor coisa de um megaevento esportivo num país ou numa cidade. Mas, para isso, não adianta só ter um belo plano de negócios. É preciso saber colocar em prática.

* Esta matéria foi publicada com autorização de Erich Beting e é original do Blog do Erich Beting.

ISO 20121 prevê sustentabilidade na gestão de eventos

Representantes de nove países dos cinco continentes estiveram presentes no dia 08/11, na Escola Municipal de Astrofísica, do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, para um encontro sobre sustentabilidade na gestão de eventos, o “Sustainable Event Management System”.

Durante quatro dias foram analisadas propostas que farão parte do texto final da norma ISO 20121. A Ampro – Associação de Marketing Promocional, por meio da VP de Relações Institucionais, Flávia Goldenberg, foi uma das instituições representantes do Brasil no encontro, que prevê uma norma global para a indústria dos eventos.

A coordenação desse trabalho está a cargo da ABNT Brasil e da British Standards Institute, do Reino Unido. A finalidade da ISO 20121 é oferecer soluções para implementar um sistema de gestão e administrar os problemas do desenvolvimento sustentável em relação à organização de eventos.

“A norma será internacional e pretende integrar todas as empresas do segmento de eventos de forma global. Ela irá propor mudanças em todas as etapas do evento, desde a concepção até a entrega. A sustentabilidade é uma maneira diferente de pensar. Uma vez que você entende a importância e os impactos positivos que ela gera, as mudanças no processo de organização dos eventos vão acontecer naturalmente. Você irá enxergar o seu negócio sob uma lente nova”, enfatiza Ginny Stratton, da Strategin Solutions, do Canadá.

Segundo Stratton, a previsão para regulamentação da ISO 20121 é junho de 2012 e, como toda ISO, a sua aplicação será opcional. “A norma funciona como uma orientação. Cabe às empresas analisarem as questões mais importantes à sua realidade e decidir com esse olhar da sustentabilidade quais pontos precisam ser mudados”, explica Fiona Pelham, do Reino Unido, presidente da comissão ISO 20121.

“A certificação ISO 20121 será uma consequência dessa mudança de atitude, e poderá ser atestada de três maneiras: a empresa poderá ela mesma se autodeclarar em conformidade com a norma e prontificar dizendo que seus eventos são sustentáveis. Uma segunda parte pode atestar a conformidade ou ainda uma auditoria externa independente poderá constatar o fato, mediante análise de suas ações”, complementa Fiona.

Para as empresas que desejarem se adequar às questões que o material irá propor, as vantagens serão inúmeras, não apenas economicamente, como também socialmente, com a possibilidade de cooperar efetivamente para um futuro sustentável.

“Estar de acordo com a nova regra poderá até onerar os organizadores de evento, dependendo da viabilidade de soluções. Se o organizador procurar por ações inovadoras, pode haver um custo maior. Cabe a ele decidir pelas opções mais adequadas. Na verdade, o evento com orçamento menor pode vir a ser um evento muito sustentável, afinal a proposta é gerar economia, com redução de energia, transporte de resíduos e materiais reciclados. A ISO 20121 é um benefício para indústria do evento que, unindo-se para mudar, poderá deixar um importante legado na questão da sustentabilidade”, incentiva Meegan Jones, da Sustainable Event Alliance, da Austrália .

De acordo com Flávia Goldenberg, as propostas sugeridas pelos representantes do Brasil visaram beneficiar as empresas em sua totalidade e realidade. “Os esforços do Brasil neste processo de elaboração da ISO 20121 são para que a aplicação da mesma se dê em empresas de diversos tamanhos, ou seja, ela deve estar adaptada inclusive a pequenos negócios. É uma preocupação nossa também a questão com custos. A mudança não deve ser gerar grandes despesas para a empresa, para que possamos adaptar essa realidade global ao mercado brasileiro. Boa parte das nossas solicitações para a comissão foram no sentido das notas serem esclarecedoras para facilitar o entendimento de todos, inclusive para quem ainda tem pouco conhecimento sobre a sustentabilidade”, diz.

As instituições participantes, posteriormente, irão oferecer cursos e palestras para esclarecer as dúvidas e também promover uma maior conscientização sobre a sustentabilidade nos eventos.“Quando trabalhamos uma norma, temos várias associações coligadas, e serão elas as responsáveis por difundir a importância da ISO 20121 em seus países, por meio de cursos, eventos e demais ações. Ao longo do processo elas irão apresentar exemplos de boas práticas, o que será imprescindível para a tomada de consciência dos organizadores de eventos. As olimpíadas Londres 2012 serão um grande exemplo de evento sustentável”, conclui Fiona Pelham.

Negócios Sociais. Como é o modelo que dá lucro e ajuda a sociedade?

Um novo modelo de empresa está ganhando forma. Os chamados negócios sociais vêm aumentando o número de empreendimentos que buscam ser sustentáveis e melhorar as condições socioeconômicas das populações menos favorecidas. Existem atualmente cerca de 140 negócios do gênero no Brasil, segundo um levantamento coordenado por três instituições ligadas ao setor, Potencia Venture, Fundação Avina e Ande Polo Brasil. A Solidarium faz parte deste grupo de empresas que nascem com o objetivo de ajudar a sociedade, sem abrir mão da rentabilidade financeira.

De um lado, pequenos produtores que não sabiam como vender e, do outro, grandes varejistas atrás de novidades para as suas prateleiras. Este foi o campo de visão de Tiago Dalvi, fundador da Solidarium, que esse ano faturará R$ 700 mil. A missão da Solidarium é levar os produtos artesanais de 44 cooperativas e produtores para o comércio, por meio do Walmart, das Lojas Renner, da Tok&Stok e de mais 300 lojas por todo o país. O desafio da empresa foi mudar a vida de dois milhões de trabalhadores que estavam abaixo da linha de pobreza e lhes conceder meios próprios de sustento.

“Negócios sociais são empresas que têm como foco principal servir a base da pirâmide. O impacto social é o foco central do trabalho, mas para isto elas utilizam mecanismos de mercado, como a venda de produtos. Pode ser uma empresa que visa o lucro, no entanto, que tenha como sua atividade principal resolver um problema social”, explica Renato Kiyama, Gerente da Aceleradora de Impacto da Artemisia, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A formação do conceito
A principal questão por trás do modelo de empreendimento é como transformar problemas sociais em oportunidades de negócios que promovam o desenvolvimento humano. A ideia da iniciativa é juntar o melhor do segundo setor e do terceiro setor, ou seja, unir o processo de gestão das empresas capitalistas às iniciativas sociais realizadas por ONGs e outras associações civis.

“Caracterizamos essas empresas como o setor ‘dois e meio’, porque seria um nível intermediário em que as companhias visam lucros, mas sempre relacionados a serviços sociais específicos. Não é, por exemplo, como a Natura, uma empresa capitalista que realiza projetos voltados para a sociedade”, destaca Maurício Turra, Professor de Responsabilidade Social, em entrevista ao portal.

As categorias de atuação dos negócios sociais mais visadas pelos investidores, segundo um mapeamento realizado pela Ande Polo Brasil, são as de serviços financeiros, com 62 empreendimentos voltados ao assunto. Em seguida, aparecem saúde, educação e cultura, com 14 negócios, e ainda 13 ligados ao artesanato. Nesta lista também entram moda e decoração, agricultura e alimentos, tecnologia e energia, além de canais de distribuição, turismo e moradia.

Desenvolvimento pelo país
O movimento solidário é antigo no Brasil, mas os negócios sociais começaram por volta dos anos 2000. A primeira iniciativa no mundo foi de Muhammad Yunus, vencedor do Nobel da Paz em 2006, ao criar em 1976 o banco Grameen, em Bangladesh, para emprestar dinheiro a populações carentes. Nascia assim o microcrédito, que por meio do banco bengalês já liberou US$ 11 bilhões para mais de oito milhões de pessoas.

Seguindo os mesmos ideais, Alessandra França fundou o Banco Pérola, em outubro de 2009, na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. O objetivo do banco é dar crédito a jovens empreendedores, entre 18 e 25 anos, para que possam realizar seus sonhos de montar um negócio rentável. O trabalho de Alessandra, no entanto, apenas se realizou por meio da Artemísia, uma aceleradora de negócios sociais criada em 2004 pela Potencia Ventures, com a finalidade de explorar o mercado social no Brasil.

Com o aporte da empresa, o Banco Pérola começou a funcionar e, além do investimento, a aceleradora elaborou um plano de ação para implementar o negócio. Atualmente, o banco de Alessandra conta com o Agente de Oportunidades, que instrui todos os clientes durante o processo de desenvolvimento do empreendimento. O programa já ajudou mais de 130 negócios em Sorocaba e a perspectiva para o próximo ano é expandi-lo para todos os bairros do município e cidades vizinhas.

“O maior desafio de construir um negócio social é lidar, exatamente, tanto com o social quanto com a economia e ser bom nas duas coisas. Nosso tipo de negócio requer bastantes investimentos e investidores para crescer. Ainda não pagamos a operação do banco, apenas 30%, os 70% restantes estão dentro do nosso plano de cinco anos. Temos que trabalhar muito nos próximos três”, comenta Alessandra, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Crescimento dos negócios
O negócio social é o meio mais esperado para o desenvolvimento da economia e da sociedade neste século. As empresas cada vez mais usam termos como sustentabilidade e responsabilidade social na estratégia de Marketing e assumem que estão em busca de alternativas de funcionamento com maior relevância para a sociedade. O mercado, portanto, está propício para projetos que fortaleçam os trabalhos das ONGs e da filantropia, mas que consigam caminhar com as próprias pernas.

“O setor está crescendo muito e nos próximos anos será uma opção viável para os universitários ao sair da faculdade, ao invés de se tornar empregado ou fazer concurso público. É apenas uma questão de tempo para o setor se tornar um produto social valorizado, as ONGs já são um movimento falido”, ressalta Tiago Dalvi, fundador da Solidarium, do Paraná, em entrevista ao portal.

O aumento das atividades, entretanto, está concentrado ainda na região Sudeste, com 55 empresas, seguida pela região Sul (36) e Nordeste (33), de acordo com o estudo da Potencia Ventures. Entre os 50 empreendedores entrevistados no levantamento, 64% são microempresários com faturamento anual entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão. Outros 10% se encontram na categoria de pequenas empresas, sendo que 2% faturam mais de R$ 10 milhões por ano.

Os investidores sociais
A Artemísia, criada pela investidora Potencia Ventures, ajuda a fomentar negócios sociais no Brasil por meio de programas de aceleramento com startups. São selecionados para o programa empreendedores de todo o país, que passam por um processo de nove meses desde a remodelação do projeto à assistência de gestão dos negócios. Após o processo, a aceleradora faz a ligação entre a empresa e possíveis investidores, tanto nacionais quanto estrangeiros, que buscam aplicar em negócios que geram impactos sociais.

“Trabalhamos também com a atração de talentos, buscando no mercado profissionais que tenham perfil empreendedor para estruturar equipes de trabalho. Com a categoria de inspiração, trabalhamos ainda dentro das universidades, levando o conceito aos alunos que também tenham o perfil característico, por meio do programa Choice”, conta Kiyama, da Artemísia.

Em sete anos, a Artemísia já auxiliou cerca de 80 empreendimentos dos mais variados segmentos. De acordo com o estudo da Potencia Ventures, a educação está entre os negócios mais apoiados (75%). Em segundo lugar aparecem atividades de artesanato e meio ambiente, ambas com 63%, seguidas por cultura (60%), agricultura e tecnologia da informação (50% cada) e saúde (48%).

A prestação de serviços é uma das formas de suporte aos empreendimentos sociais, em 93% dos casos são realizadas palestras, cursos e treinamentos como meio de apoio. Com 73%, aparecem as atividades de orientação, consultoria estratégica e gestão, além de inclusão de redes de contato. O suporte tecnológico representa 60% dos serviços oferecidos, além de assessoria em Marketing (55%) e financeira (53%).

Sustentabilidade garantida
Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da agricultura ecológica, em abril de 2008 surgiu a Sementes de Paz. A empresa social, criada por Omar Haddad, funciona como ponte entre os pequenos produtores e os consumidores. O negócio por meio do boca a boca e das redes sociais conseguiu conquistar mil cadastrados e possui hoje uma base de 200 clientes regulares.

Atualmente, a companhia utiliza o Facebook como ferramenta para aumentar seu público, por meio de conteúdos explicativos que mostram os benefícios ao meio ambiente e valorizam o trabalho dos produtores agrícolas de alimentos orgânicos. A Sementes de Paz busca construir uma relação de confiança e transparência com o consumidor, apresentando uma tabela de quanto custa cada processo da negociação. Os cerca de 40 trabalhadores recebem pagamentos mensais, sem a incerteza de se venderão ou não seus produtos.

A previsão da empresa é dobrar o faturamento até o fim de 2011 e para 2012 o projeto é ainda mais ambicioso. “Estamos em um mercado em expansão. Com a conscientização maior da população sobre os alimentos orgânicos, mais consumidores surgirão e assim poderemos diminuir os custos de produção e logística. É uma tendência muito forte do mercado, porque realizar um trabalho que depende do dinheiro dos outros não é garantido. Queremos que o nosso negócio cause impacto na sociedade e ao mesmo tempo seja sustentável”, declara Rebeca Rocha, Coordenadora de Marketing do Sementes de Paz, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Os principais impactos sociais atingidos são o aumento de renda e produtividade (36%) e de acesso à educação (16%). O movimento cresce, mais ainda precisa do auxílio inicial de grandes investidores. De acordo com a pesquisa da Potencia Ventures, 74% dos empreendimentos buscam algum aconselhamento externo ou recebem orientações de outras instituições no dia a dia. Nos próximos três anos, entretanto, pelo menos 15 empresas ligadas ao setor pretendem faturar mais de R$ 12 milhões.

Ser ou não ser um negócio social
Existe ainda uma discussão forte no setor sobre a intenção do negócio de criar um projeto que auxilie no desenvolvimento social. Para a Artemísia, qualquer negócio social precisa começar com o objetivo de ajudar a base da pirâmide, no entanto, esta questão não é um consenso no campo internacional. “Muitos colaboradores acreditam que apenas levar o acesso a algum serviço, que anteriormente as pessoas não tinham, já é um negócio social”, justifica Kiyama.

Casos como o das Casas Bahia e da Sinaf Seguros são polêmicos, pois uma das características principais do setor “dois e meio” é a inclusão da base da pirâmide ou de grupos desfavorecidos. “O fato das companhias venderem produtos para pessoas mais carentes não as tornam sustentáveis. Várias empresas criam projetos específicos para atuar neste segmento. A Phillips, por exemplo, tem vários programas para este público, mas isto não significa que ela mudou o foco de trabalho”, argumenta o professor Turra.

A procura para entrar no setor é alta. No último processo seletivo de empreendimentos da Artemísia foram recebidas 150 propostas para participar do programa de aceleramento de negócios sociais. A região Sudeste representou 60% dos candidatos a uma vaga e apenas 11 projetos foram escolhidos para seguir o cronograma de desenvolvimento da companhia. “Percebemos um crescimento de empreendedorismo em negócios sociais na região Nordeste. É um local que olhamos com bastante atenção. Hoje, dos 11 projetos escolhidos, dois são da região”, pontua Kiyama.

*Por Letícia Alasse. Esta matéria foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing, e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Sem controle, como as marcas devem orbitar no mundo digital?

Google, Microsoft e Coca-Cola mostram seus casos de sucesso na tentativa de abandonar técnicas tradicionais de Marketing e inovar para conquistar os internautas

Em um mundo totalmente diferente do cenário de 10 anos atrás, as empresas abandonam alguns pontos do Marketing tradicional na busca de reinventar, renovar e inovar. O principal caminho para o sucesso é saber que não é possível controlar a imagem da empresa como antes, mas abrir mão disso sem entregar totalmente o conteúdo da marca aos consumidores, cada vez mais exigentes, divulgando espaços próprios para eles se comunicarem.

“Não existe Marketing digital hoje em dia. É tudo Marketing, apenas”, diz Allister Frost (foto), Diretor de Estratégia em Marketing Digital para a Microsoft, durante evento da MAA (Associação de Agências de Marketing, na sigla em inglês), realizado dos dias 19 a 21 de outubro. “Temos que simplificar. A internet é somente pessoas conversando online”, diz Frost.

Allister Frost, diretor de estratégia em marketing digital para a Microsoft

A linha de pensamento de criar estratégias para aumentar as vendas foi ultrapassada no meio digital. “Na internet, vendemos as marcas e não produtos ou serviços. A propaganda tradicional sozinha não funciona mais”, afirma Marcio Garcez, Diretor de Consumo e Propaganda da Google Brasil, em apresentação no mesmo evento.

Abandone o controle
Uma das percepções mais incentivadas entre os diretores de Marketing do mundo é que as marcas não podem mais controlar todos os seus pontos de contato e devem aprender a lidar com este fato. “Se tudo parece estar sob controle, você não está indo rápido o suficiente”, disse Matthew Yeomans, co-fundador do SMI, um renomado site de estratégia online, citando a lenda do automobilismo Mario Andretti.

Como exemplo, ele falou sobre o caso da Coca-Cola, com o episódio dos vídeos, bem populares na web em 2006, que mostram a explosão que ocorre quando coloca-se uma bala Mentos dentro do refrigerante (foto). “A Coca-Cola odiou a repercussão, mas por outro lado, a Mentos não viu problemas com a publicidade involuntária”, diz Yeomans.

Na ocasião, Carol Kruse, Vice-Presidente de Marketing da Coca-Cola, afirmou que “os consumidores são os donos das nossas marcas”. A partir daí, a empresa realizou uma série de estudos e vem investindo pesadamente nas mídias sociais. “Agora, a Coca-Cola conta histórias e abre espaço para argumentação, como na fan page e no site Coke Zone”, diz Yeomans.

Consumidores exigentes
Já existe uma compreensão de que o consumidor é exigente na internet. Mas nem toda empresa sabe lidar com eles ainda. “Não podemos mais gritar, temos que conversar”, diz Frost. “Ignorar o cliente não é uma opção, mas devemos também começar uma comunicação estratégica e para isso é preciso entender a linguagem da mídia, escutando antes de falar”.

O objetivo é achar um limite entre abrir mão do controle, mas também saber guiar a atuação da marca pela estratégia da empresa, e sempre monitorar. Um dos casos que não foram bem sucedidos foi o da Skittles, no Reino Unido, que lançou uma página em que os consumidores podiam postar em tempo real mensagens sobre o que a marca significava para eles. No fim de semana, sem nenhum funcionário da empresa monitorando, surgiram mensagens difamatórias.

Em outro caso, a TIM lançou uma ação que chamava as pessoas para um encontro na praça Trafalgar Square, em Londres, para cantarem um tema. O aplicativo teve 8,7 mil uploads e a empresa gastou 3,5 milhões de euros na divulgação. “O problema é que praticamente ninguém repercutia a ação positivamente, pelo contrário, aproveitavam o evento para reclamar dos serviços ineficientes da empresa”, conta Yeomans.

No Brasil, a Johnnie Walker passou por algo parecido. Após divulgar seu vídeo, de alto custo, que mostra o morro Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, acordando e andando, para reforçar o compromisso da marca com a cidade, dezenas de pessoas começavam a compartilhar no Facebook uma mensagem para a marca: “Dane-se. Vou para a Europa”.

Marcas podem orientar internautas na criação do conteúdo
Não é possível prever as repercussões no âmbito digital. Há, no entanto, maneiras de lidar com o meio. “Se as pessoas estão contando histórias sobre a marca, então porque não contar a sua?”, diz Yeomans. A empresa deve fazer uso da sua própria história e focar em seus pontos principais para contá-los em suas publicações, lembrando sempre de segmentar seu público-alvo.

Na tentativa de gerenciar o que é falado sobre a marca na internet, a Dell criou um site, o Idea Storm, em que as pessoas podem postar o que quiserem sobre a marca e seus produtos. Assim, a empresa pode acompanhar mais facilmente o que é falado, até para responder os comentários.

Uma evolução desse pensamento é o uso de conteúdo editorial feito pelos próprios internautas. “Pense como um publisher, já que na internet qualquer um pode ser parte da mídia, e as empresas também são”, diz Yeomans. Seguindo esta linha, a Volkswagen criou no Reino Unido uma campanha em que nove pessoas foram selecionadas para testar o novo carro da marca e fazer uma crítica do produto a ser postada na fan page. Os textos passaram por uma votação e o vencedor ganhou o carro.

A diversão é o melhor caminho
Mesmo tentando impor certos limites, a organização não estará imune aos comentários negativos. O outro lado é abdicar totalmente de tentar prever as reações na internet e focar em tentar agradar os internautas. “Para mim, o segredo é não ser tão sério. É preciso humanizar a empresa um pouco. Postar no Facebook algumas frases como ‘hoje a máquina de café não está funcionando aqui’ podem ter um efeito surpreendente”, diz Frost.

Ainda dentro do projeto de entreter os consumidores online, uma boa tática é recompensá-los. Não somente por meio de concursos, mas também com ações inteligentes, como os Social Objects, que ainda adicionam valor à marca. “Um exemplo de Social Object é, se um site de turismo está lançando uma promoção de viagem para Galápagos, fazer um vídeo com 10 dicas do que levar para o país, brincando um pouco com a ideia”, diz Frost. O objetivo não deve ser aumentar as vendas, mas tornar a marca conhecida.

Swagger Waggon, da Toyota

“Uma das coisas que mais funcionam é espalhar a diversão. Use o consumidor a seu favor, surpreendendo-o, provocando-o e entretendo-o”, sugere Garcez. Ele citou o caso do vídeo do Swagger Waggon, da Toyota (foto), com um rap feito por uma mãe e um pai, para tornar divertida a mensagem de que o carro é para a família. Seguiram diversas paródias feitas por internautas, mas nem todos mostravam um automóvel da Toyota. “Não tem problema que o produto é outro, o conceito é o mais importante”, diz Garcez.

*Esta matéria foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing, e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Festival Panorama tem apoio da Petrobras

Festival Panorama traz ao Rio de Janeiro até o dia 20/11, algumas das melhores companhias de dança do Brasil e do mundo. Ao todo, serão 31 grupos, sendo 16 nacionais e 17 internacionais, que apresentarão 40 espetáculos em 15 diferentes teatros e espaços nas zonas sul, norte e oeste, além do centro, da Baixada e de São Gonçalo. A expectativa é que o evento reúna um público de mais de 25 mil pessoas nesta edição.

Patrocinado pela Petrobras, o Festival Panorama, vai ocupar pela primeira vez todo o Armazém Utopia, no Cais do Porto, e o Galpão Gamboa, além de ter uma etapa em Brasília.  Em 17 dias, apresentará peças de 16 países e de sete estados brasileiros. Os espetáculos são gratuitos ou têm ingressos a preços populares (de R$ 1,00 a R$ 16,00).

Espetáculo "En Atendant" da companhia Rosas

O grande destaque da programação internacional é a companhia belga Rosas. Criada por Anne Teresa De Keersmaeker, Rosas é hoje uma das mais respeitadas e requisitadas companhias do mundo. Nove anos depois da sua última passagem pelo Brasil, o grupo volta ao Rio para apresentar três de seus espetáculos: “En Atendant”, “Rosas Danst Rosas” e “Fase”.

O Panorama também apresenta o primeiro solo do dançarino irlandês Colin Dunne, que se projetou internacionalmente como a estrela do grupo musical Riverdance. “Out of Time” coloca lado a lado a tradicional dança irlandesa do sapateado e a visão do coreógrafo sobre sua herança cultural.

Outro destaque é “The Continuum: Beyond the Killing Fields”, espetáculo da companhia de Cingapura The TheatreWorks. Em cena, a tragédia vivida pelos cambojanos durante os anos de dominação do Khmer Vermelho. À frente do espetáculo – que mistura vídeos, encenações e relatos – está Em Theay, dançarina e professora de dança clássica cambojana e artista sobrevivente do regime instaurado pelo ditador Pol Pot.

Nesta edição, o Festival presta homenagem ao carioca João Saldanha com uma retrospectiva de quatro trabalhos: “Paisagem Concreta”, “Núcleos”, “Qualquer Coisa a Gente Muda” e “Monocromos”.

Um dos mais respeitados e premiados coreógrafos brasileiros, João Saldanha é autor de dezenas de espetáculos concebidos em conjunto com o Atelier de Coreografia, companhia que dirige desde 1986 no Rio de Janeiro e pela qual já passaram grandes nomes da dança carioca.

Eventos Paralelos
Dedicada às crianças, a mostra Panoraminha chega à quarta edição. O projeto de formação de público já reuniu mais de três mil crianças vindas de projetos sociais e educacionais.

A programação apresentará quatro espetáculos: “Kodak”, de Neto Machado; “Entrelace”, com o Teatro Xirê dirigido por Andrea Elias; “…tudo que não invento é falso”, de Paula Maracajá; e “Vice-versa”, do português Victor Hugo Pontes.

A programação do Festival Panorama abrange ainda oficinas, residências e seminários. O Armazém da Utopia será a sede do “com.posições.políticas – encontro ibero-americano de arte e políticas”. Composto por quatros dias de debates, palestras e conversas, o evento também contempla uma agenda artística com dança, cabaré, música e performances.

A programação da primeira Plataforma Carioca de Artes Cênicas acontecerá durante o Festival Panorama. A ideia do projeto é promover o intercâmbio nacional e internacional entre produções de teatro, novo circo e dança do Rio de Janeiro.

Os 12 espetáculos cariocas selecionados serão encenados no Armazém Utopia e no Galpão da Gamboa. As apresentações também servirão de vitrine para curadores e programadores de festivais nacionais e internacionais.

Petrobras Cultural
O Festival Panorama é patrocinado pela Petrobras desde 2005 por meio do Petrobras Cultural, o maior programa de patrocínio cultural já lançado no Brasil. Criado em 2003, o Programa baliza as ações de patrocínio da empresa em torno de uma política cultural de alcance social e de afirmação da identidade brasileira.

Para saber mais sobre as atitudes culturais da Petrobras, leia o artigo que a gerente de patrocínios da marca, Eliane Costa, desenvolveu para o Com:Atitude aqui.

*Esta reportagem foi publicada originalmente no Promoview, e agora no Com:Atitude, de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Guia Exame de Sustentabilidade reconhece atitudes ambientais das marcas

Unilever é a empresa sustentável do ano

A revista Exame abre espaço todos os anos para que as empresas tenham suas plataformas de sustentabilidade avaliadas. A 12a. edição do Guia Exame de Sustentabilidade estará nas bancas no dia 24 de novembro, mas o Com:Atitude esteve presente no evento de premiação, que ocorreu na noite do dia 09/11 na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, na capital paulista.

A seleção das 20 empresas-modelo é feita a partir de uma metodologia desenvolvida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces) que consiste em quatro etapas. A primeira é o preenchimento de um questionário disponível no portal da Exame pelas empresas interessadas em participar. Neste ano, 224 empresas fizeram suas inscrições. Na segunda etapa, as respostas são avaliadas de acordo com quatro dimensões: geral, econômica, social e ambiental , todas com o mesmo peso. Uma pesquisa jornalística é feita nessa etapa, que checa as informações fornecidas pelas empresas nos questionários. Após essa apuração, 39 empresas são pré-selecionadas. Por último, um conselho formado por seis especialistas na área de responsabilidade socioambiental decide quais são as 20 empresas-modelo. A própria redação da Exame seleciona, então, a empresa sustentável do ano.

O prêmio de empresa sustentável do ano foi para a Unilever. Em 2010, quem levou este reconhecimento foi a Alcoa, conforme publicamos aqui no Com:Atitude. A multinacional de bens de consumo lançou, há um ano, o Sustainable Living Plan, estratégia que pretende reduzir seus impactos ambientais em 50% até 2020 e ajudar 1 bilhão de pessoas a cultivarem hábitos saudáveis e de higiene. A plataforma será composta por 50 metas distribuídas em quatro frentes de atuação: Higiene e Saúde; Nutrição; Impactos Ambientais; e Reforço dos Meios de Subsistência.

O caminho para conquistar essas metas ambiciosas, segundo a empresa, é o investimento em inovação: “já somos sete bilhões de pessoas em um mundo finito. Se quisermos reduzir nosso impacto ambiental e a pressão sobre o planeta, precisamos inserir a inovação no centro dos negócios”, disse Fernando Fernandez, presidente das operações da Unilever no Brasil, durante o evento.

Concursos premiam e reconhecem empreendedores sociais

Em evento de premiação que ocorrerá hoje, 09/11, no Masp, em São Paulo, serão reconhecidos os vencedores da 7ª edição do Prêmio Empreendedor Social e da 3ª edição do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro. A Fundação Schwab, organização suíça que incentiva o empreendedorismo social, promove o Prêmio Empreendedor Social. A Fundação Schwab é apoiada por diversas empresas em âmbito global: Citibank, Credit Suisse, Ernst & Young, HP e Siemens.

O vencedor será reconhecido por atuar no desenvolvimento sustentável, em áreas como agricultura, meio ambiente, educação, habitação, saúde, dentre outras. Ele passará a participar da rede mundial de “Empreendedores Sociais de Destaque”, junto com 207 líderes em 54 países, e poderá contar com consultoria legal, auditoria, treinamento em gestão estratégica, participação em workshops e congressos, dentre outras atividades.

Já o Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro, realizado pelo jornal Folha de S.Paulo, promove líderes sociais que precisem de mais visibilidade para atingir ou consolidar a sustentabilidade de suas iniciativas. O vencedor terá acesso à consultoria legal, curso em gestão, bolsa de estudos em negócios sustentáveis, etc.

Foram selecionados seis candidatos ao Empreendedor Social e cinco ao Empreendedor Social de Futuro. Juntos, os dois prêmios contabilizaram, em 2011, 272 organizações inscritas, entre líderes sociais de 25 estados do País. Os dois vencedores – um para cada prêmio – serão anunciados hoje à noite.

“Mais do que chancelar esses projetos sociais, a Folha reitera seu compromisso de reconhecer publicamente esses empreendedores, que são exemplo de que é possível unir primeiro, segundo e terceiro setores em busca de soluções efetivas para os problemas sociais brasileiros”, afirma Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S.Paulo. Segundo Mirjam Schoening, diretora-executiva da Fundação Schwab, pelo sétimo ano consecutivo, “o Brasil confirma sua vocação de celeiro de empreendedores que inovam nas áreas social, econômica e ambiental”.