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Giant renova sua atitude esportiva e investe nos ciclistas urbanos

A estratégia mais utilizada pelas marcas na área esportiva tem como objetivo a visibilidade, sob o formato de patrocínio a grandes atletas ou equipes. No caso da Giant, fabricante de bicicletas de origem chinesa, presente em 30 países, a intenção foi justamente o contrário ao promover os desconhecidos do esporte. A marca lançou o Giant Real Riders, iniciativa de patrocínio a 30 pessoas comuns, que utilizam a bicicleta como meio de transporte em seu cotidiano.

A dinâmica foi a seguinte: para conseguir o patrocínio da marca, os candidatos tiveram que criar um perfil no site oficial da iniciativa e participar de um concurso cultural. Os escolhidos ganharam uma bicicleta, acessórios e suporte para manutenção.

A Giant também investe no esporte profissional. Desde 1995, patrocina a Copa Mundial de Mountain Bike; as equipes de ciclismo Rabobank, conhecidas no circuito de campeonatos da modalidade; e atletas do off-road, como o britânico Danny Hart, especialista na categoria downhill.

O suporte aos ciclistas do cotidiano representa uma ação relevante e alinhada à necessidade de diversificação dos meios de transporte das grandes metrópoles. Além disso, a causa atua como um complemento interessante à atitude já existente da Giant em investir no ciclismo profissional e que vai além da visibilidade, ao conferir um sentido e propósito maior.

Natura promove encontro filosófico sobre a moda e a contemporaneidade

Além de ter feito parte da história do evento de maior referência em moda no País, o São Paulo Fashion Week (SPFW) entre as edições de 2004 a 2009, a Natura também relaciona-se com o universo da moda em um sentido comportamental e de expressão de sua identidade. Essa foi a ideia que Mônica Gregori passou aos convidados do encontro com Luc Ferry, filósofo e autor francês, com especialistas da moda, ocorrido hoje pela manhã, 27/09, em São Paulo. “A moda é a estética do comportamento, retrata nossos hábitos, questões e relações. É uma expressão de atitude”, disse Mônica.

Ferry é professor de filosofia, autor do best-seller Aprender a Viver e de outros 30 livros. Também foi ministro da educação da França de 2002 a 2004.

A discussão reuniu Alcino Leite Neto, jornalista especializado em moda; Chiara Gadaleta, consultora de moda; Joanna Moura, editora do blog “Um ano sem Zara”; Lino Villaventura, estilista; e Luiz Seabra, fundador e presidente do Conselho de Administração da Natura. O propósito era discutir como a filosofia, a moda e a contemporaneidade se conectam em um tempo marcado pela transformação da estética.

“A Natura, como um fenômeno de mercado, nasceu a partir de catarses da filosofia. As contribuições da filosofia, como o aturdimento e encantamento pela realidade, atuaram na construção da nossa percepção do que pode ser a cosmética ou, ainda, como pode ser a relação do indivíduo com o corpo e com o grande planeta, nosso bem estar bem”, afirmou Seabra, na abertura da discussão. Ele realça o significado profundo e filosófico da Natura, que, por sua vez, direciona todas as atitudes da marca, como abordamos em reportagem do Com:Atitude.

Ampliando o escopo da moda, Ferry partiu para um contexto mais amplo de discussão com temas ligados à conjuntura da sociedade contemporânea. Para ele, três revoluções foram responsáveis pela visão, comportamento e hábitos que vivemos hoje: a desconstrução dos valores tradicionais, marcada pela necessidade de inovações permanentes; o surgimento da sociedade de consumo, da democracia e do poder individual; e, por último, a revolução do amor, que trouxe o casamento por paixão e não por compromissos sociais e burocráticos.

Ele também destacou a descaracterização do sagrado, ou seja, aquilo que somos capazes de nos sacrificar para salvar. Passados os séculos em que Deus, a Nação e a Revolução serviam como as grandes lutas, hoje, não há uma figura do sagrado. A tendência é que esta será substituída por uma questão primordial: que mundo vamos deixar aos nossos filhos? De acordo com o filósofo, a luta passará a ser para nós mesmos. Isso envolve o desenvolvimento sustentável, que será assegurado somente com três macro-ações, segundo Ferry: regulação demográfica; inovação tecnológica e científica; e uma governança global.

Apesar de não explorar especificamente o tema da moda, as questões abordadas por Ferry se aplicam ao contexto de atuação das empresas, marcado pela necessidade de inovação, singularidade, expressão e criatividade. A Natura, ao promover este encontro, incrementa o repertório de seus profissionais e parceiros, e reforça sua marca, como extensão de seu significado e valor.

 

Prêmio Época Empresa Verde reconhece atuação socioambiental de 20 empresas

Vilson Trintinaglia (Akzo Nobel), José Nunes (Coelce), Helio Gurovitz (Época), Frederic Kachar (Editora Globo), Denise Hills (Itaú), Carlos Amorim (Itambé) e Carlos Rossin (PwC) em evento de premiação

A primeira edição do Prêmio Época Empresa Verde, parceria da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) com a revista Época, apontou as 20 empresas que mais investem em preservação ambiental e sustentabilidade no País. Dentre estas, quatro se destacaram: a Itambé e o Itaú, no combate aos efeitos das mudanças climáticas nas categorias Indústria e Serviços, respectivamente; e a Akzo Nobel e Coelce como empresas mais verdes, também nas categorias Indústria e Serviços.

Foram 120 empresas que se inscreveram e responderam a dois questionários: o primeiro baseado no Global Reporting Initiative (GRI) e o segundo, com foco nas ações de redução das emissões de gases estufa. A PwC calculou a pontuação de cada empresa e chegou às 20 com melhor desempenho ambiental. Um conselho foi responsável por eleger as quatro empresas principais. Este conselho formou-se por José Roberto Marinho, presidente da Fundação Roberto Marinho; José Augusto Fernandes, diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Luiz Gylvan, professor do Instituto de Estudos Avançados da USP; Mark Lundell, coordenador de operações setoriais para o desenvolvimento sustentável do Banco Mundial; e Rachel Biderman, consultora sênior do World Resources Institute no Brasil.

As 20 empresas selecionadas foram: Akzo Nobel Tintas Decorativas, Algar Telecom, Ambev, Andrade Gutierrez, ArcelorMitall, Bradesco, Bunge, Caixa, Cnec WorleyParsons, Coelce, EDP, HP, HSBC, Irani, Itambé, Itaú, Natura, Santander, Telefônica e Vale.

Akzo Nobel
Eleita a empresa mais verde na categoria Indústria, a fabricante de tintas busca reduzir o uso de substâncias tóxicas em 25% até 2015 e substituiu compostos tóxicos por soluções à base de água em 80% de suas tintas decorativas. Além disso, a Akzo Nobel investe cerca de R$ 788 milhões por ano em novas tecnologias, como o uso de fontes renováveis em seus produtos.

Coelce
A distribuidora de energia dos 184 municípios cearenses foi escolhida a empresa mais verde do ramo de Serviços. A Coelce possui programas de eficiência energética que geram economia e benefícios para seus clientes. Para os dois terços das famílias do Ceará de baixa renda, essa redução pode chegar a 25% na conta de luz no fim do mês. Além disso, a empresa possui normas de controle ambiental e procura incentivar o desenvolvimento de novas fontes de energia.

Itambé
A empresa de laticínios que ganhou o prêmio de mais preocupada com as mudanças climáticas na categoria Indústria, investiu R$ 20 milhões em eficiência energética e mudanças em seu processo industrial de 2007 para cá. Com isso, a Itambé reduziu suas emissões de carbono em 12% desde 2008 e tem a meta de chegar a 30% até 2012. A empresa também firmou parcerias com produtores rurais para a transformação do metano da pecuária leiteira em fonte de energia limpa.

Itaú
O banco, já abordado no Com:Atitude por suas iniciativas socioambientais, ocupa o posto de empresa mais verde na categoria de Serviços. O Itaú também conquistou o título de banco mais sustentável do mundo de acordo com jornal britânico Financial Times e o IFC, braço do Banco Mundial para o setor privado. O Itaú faz análise de risco socioambiental em financiamentos maiores do que R$ 5 milhões; criou um fundo que direciona recursos para iniciativas de impacto positivo no clima; desenvolve o programa de educação financeira Uso Consciente do Dinheiro; conta as emissões de carbono de seus escritórios e das quatro mil agências, dentre outras iniciativas.

Valorização do idoso: números mostram que a causa merece expansão

Os dados preliminares do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram o crescimento da população com 65 anos ou mais no País de 4,8% em 1991 e 5,9% em 2000 para 7,4% em 2010. Já os jovens com até 19 anos tiveram sua participação reduzida: passaram de 40,17% em 2000 para 32,95% em 2010.

Apesar do avanço, decorrente da modernização dos tratamentos médicos e da queda da taxa de fecundidade, a preocupação e o cuidado com essa faixa etária são falhos, e ainda é preciso mais iniciativas que, em sua maioria, vêm do setor público e estão relacionadas ao acesso e melhoria da saúde pública. O incentivo à criatividade e exercício do conhecimento também são temas importantes para o idoso.

Uma exemplo da iniciativa privada neste contexto é o Talentos da Maturidade, concurso artístico-cultural criado em 1999 pelo Banco Real, hoje, Santander. A iniciativa está em sua 13ª edição e está com suas inscrições abertas até 30/09. Na edição do ano passado, foram 11.866 trabalhos inscritos. Os criativos de 60 anos ou mais podem enviar seus trabalhos nas categorias Artes Plásticas, Fotografia, Literatura e Música Vocal. Os cinco vencedores – um para cada especialidade – receberão como prêmio, cada um, um Certificado e R$ 7 mil.

Desde 2008, o Talentos da Maturidade também promove a categoria Programas Exemplares, que premia cinco instituições sem fins lucrativos que desenvolvem projetos de melhoria da qualidade de vida do idoso. Cada entidade receberá R$ 70 mil do Santander, além de assessoria em gestão de projetos sociais e gerontologia por consultores especializados. As inscrições para essa categoria vão até quarta-feira, 21/09.

“Já estamos há mais de uma década estimulando a criatividade e o potencial artístico desse público e nos surpreendemos a cada edição. Inspirados nessas ricas histórias de vidas, este ano vamos utilizar obras vencedoras para a nossa campanha de divulgação”, afirma Fernando Byington Egydio Martins, vice-presidente executivo de Marca, Marketing, Comunicação e Interatividade.

Ele se refere à campanha do concurso, no ar desde julho, com pôsteres de artistas que participaram em edições anteriores do Talentos da Maturidade, além de um filme, veiculado na TV aberta. Abaixo, é possível comparar as campanhas do Banco Real, em comemoração aos dez anos do Talentos e a mais recente do Santander.

“O programa ajuda a mostrar que a Maturidade é tempo de ser ativo, protagonista, agente de transformação. O concurso traduz o compromisso e a valorização do Santander com todos os públicos”, diz Martins.

Segundo ele, a incorporação do programa do Real à estratégia de negócio do Santander teve como diretriz alterar minimamente a linguagem e estrutura que já eram trabalhados. Os processos de fusões e aquisições impactam diretamente as atitudes de uma marca, que passam a ser repensadas de acordo com as novas estratégias de negócio e de comunicação. Neste caso, o programa continuou e foi adaptado a todo o conceito de marca do Santander, o Juntos.

Electrolux aproxima-se de seus públicos prioritários e renova seu negócio

Participantes do desafio da Electrolux em evento de premiação

A marca de aparelhos domésticos Electrolux utilizou o seu negócio como base para o Appetite for Excellence, iniciativa com foco no desenvolvimento de aspirantes da indústria gastronômica. Criado em 2005, o programa ocorre na Austrália e reconhece os melhores chefs, garçons e restaurateurs do país. Com o objetivo de fortalecer a indústria da gastronomia da Austrália, a marca estabelece uma relação mais direta com um dos seus principais consumidores, que utilizam seus produtos diariamente.

Os vencedores da edição deste ano do desafio foram anunciados em agosto e tiveram que provar suas capacidades culinárias por meio de desafios práticos, entrevistas e testes de conhecimento. Os candidatos foram avaliados por um júri composto por importantes chefs australianos e um vencedor foi selecionado para cada categoria: chef, garçom e restaurateur. Os prêmios vão desde produtos da Electrolux até viagens e cursos para enriquecimento profissional.

Em âmbito global, a Electrolux abre espaço para a criatividade e capacitação de jovens em formação. O Design Lab, competição global que premia os melhores profissionais de design industrial, teve sua nona edição neste ano e a iniciativa é voltada para estudantes ou recém-formados. Os candidatos inspiraram-se no tema deste ano do concurso, “mobilidade inteligente”, e enviaram suas melhores ideias para produtos domésticos portáteis.

“Como de costume, nosso desafio é estimular mentes criativas de todo o mundo para fazer sua própria contribuição ao processo de estruturação do design industrial e à criação de aparelhos da ‘nova casa’, inspirada na tecnologia”, diz Henrik Otto, vice-presidente sênior de Design Global na Electrolux.

O vencedor foi anunciado no início de setembro: Adrian Mankovecký da Academia de Belas Artes e Design Bratislava, na Eslováquia. Ele criou o Portable Spot Cleaner, removedor de manchas portátil. Além de cinco mil euros, o estudante irá estagiar no centro global de design da Electrolux.

Conheça outras ideias finalistas no vídeo, abaixo:

Rock in Rio amplia iniciativas sustentáveis

Fazer do mundo um lugar melhor é um dos valores da marca Rock in Rio. Desde 2001, o festival tem desenvolvido ações que tragam benefícios para a comunidade global. Enquanto nas edições anteriores do Brasil, Portugal e Espanha, o foco era a Responsabilidade Social, em 2011 o escopo foi ampliado para a gestão dos resíduos gerados antes, durante e depois do evento.

Outra novidade é a chegada ao Brasil de mais um selo verde, o 100R, trazido da Europa pelo Rock in Rio. A certificação foi criada pela instituição portuguesa Sociedade Ponto Verde, parceira do evento desde 2006, ano em que a preocupação com a compensação de carbono também passou a fazer parte da agenda do festival. No Brasil, a organização é responsável pelo treinamento dos profissionais que fiscalizarão se as medidas exigidas pelo selo serão cumpridas.

O desafio para os organizadores é envolver fornecedores e parceiros, responsáveis pela maioria das emissões de carbono. “O plano de sustentabilidade do Rock in Rio fez parte da internacionalização do festival. Em Portugal, no ano de 2006, não tínhamos ainda a experiência para mensurar o impacto da produção dos resíduos do evento. Já na edição de 2008, pudemos avaliar os resultados, criar um manual de boas práticas e traçar um plano estratégico neste sentido”, explica Roberta Medina, Vice Presidente do Rock in Rio.

Incentivos para parceiros
Para alcançar a meta estabelecida de dar o destino correto a 100% dos resíduos, os parceiros e fornecedores concorrem ao prêmio “Atitude Sustentável Rock in Rio”. Cada restaurante, ponto de venda e lojista que se destacar na sua categoria, promovendo a coleta seletiva e reduzindo ao máximo a produção de detritos receberá uma homenagem no palco Mundo após o encerramento do evento.

A premiação foi criada em 2010, em Portugal, quando o festival conseguiu reciclar 48% dos detritos, superando o resultado de 3% alcançado em 2006. Há uma preocupação muito grande com a limpeza também antes e após o festival. “Segundo uma pesquisa que realizamos, apenas 30% dos resíduos são gerados durante os shows. Os outros 70% fazem parte do monte e desmonte das estruturas de apoio”, diz Roberta Medina, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Buscando envolver também a comunidade em sua empreitada sustentável, o Rock in Rio conta ainda com a parceria da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), do Rio de Janeiro. O material reciclável recolhido será enviado para a cooperativa de catadores Barracoop, gerando renda para estes profissionais.

Incorporando a sustentabilidade
Outra preocupação da organização do Rock in Rio é como educar os consumidores a realizarem o descarte correto de resíduos e embalagens. A Cidade do Rock contará com 600 contêineres com cores diferentes para estimular a separação entre lixo orgânico e reciclável. Após o fim do evento, os recipientes serão distribuídos para comunidades cariocas que possuam Unidades de Polícia Pacificadora.

As atenções também estão voltadas para as guimbas de cigarro. Em parceria com o movimento “Rio eu amo, eu cuido”, a organização do Rock in Rio distribuirá 10 mil porta-guimba personalizadas para os fumantes. A ação contará ainda com a participação de 10 mímicos, que promoverão atividades conscientizando os presentes a não abandonarem as sobras de cigarro no chão.

Dando continuidade à meta de reciclar 100% dos resíduos e como parte do apoio ao social, o lixo orgânico também será reaproveitado. Os detritos serão transformados em biomassa e enviados para substituir o combustível fóssil em duas fábricas de cerâmica do interior do estado do Rio de Janeiro, nas cidades de Três Rios e Itaboraí.

A própria estrutura do festival apoiará o plano de sustentabilidade. Ao todo, serão utilizados oito mil metros de lonas confeccionadas com fibras de garrafas pet, que também poderão ser reaproveitadas. Já a grama que recobre o parque olímpico da Cidade do Rock é sintética, com o objetivo de reduzir o consumo de água, proveniente de uma estação de reuso no bairro carioca da Penha.

Responsabilidade social por meio da música
Atuando no pilar social, o Rock in Rio promoverá uma campanha para evitar o uso de drogas. A iniciativa “Eu vou sem drogas” conta com umsite, em que os internautas podem enviar suas mensagens de conscientização e concorrer ainda a ingressos para os shows. Outra forma de promover a sustentabilidade foi a realização do concurso “1 ingresso Por um Mundo Melhor”, entre estudantes da rede pública do Rio de Janeiro.

Os alunos foram convidados a sugerir ideias que colaborem para a formação de um mundo melhor, por meio de vídeos, fotos, poesias e músicas, para concorrer a 500 ingressos que foram distribuídos entre os vencedores. Outra iniciativa realizada neste ano para a comunidade carioca é a criação de 10 salas de música (foto do projeto, abaixo) em escolas municipais do Rio de Janeiro.

Em 2011, a proposta é usar a música para formar cidadãos. Além da construção dos espaços, a organização do festival também investe na capacitação de 30 professores. O Rock in Rio conta ainda com a colaboração da Philips e da Trident nesta empreitada de apoio ao social. As salas de música serão equipadas com aparelhos como TVs, CDs e DVDs players doados pela empresa de eletrônicos, enquanto a marca da Kraft Foods doou 300 violões para os futuros alunos.

O Rock in Rio também realiza uma campanha de doação de instrumentos musicais usados, mesmo que estejam danificados. Foi montada em junho, no Centro de Referência da Juventude da comunidade carioca da Providência, uma oficina que formará 40 jovens como luthiers, profissionais que trabalham aptos para trabalhar na manutenção e reparos de instrumentos musicais. A ideia é que todos estre projetos sejam mantidos no futuro, deixando um legado para a capital carioca e gerando um vínculo maior entre a marca Rock in Rio e toda a sociedade envolvida, mesmo a parcela que não poderá participar do festival.



 
*Por Cláudio Martins. Esta reportagem foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing, e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

Evento discute atuação das marcas em um ambiente complexo

A terceira edição do encontro New Brand Communication, ocorrida entre os dias 12 e 13 de setembro, em São Paulo, discutiu os novos comportamentos das marcas em um cenário de crescente complexidade. Especialistas de agências e empresas pontuaram que, no geral, um olhar fresco e independente de costumes tradicionais da comunicação se faz necessário para a adequação da disciplina nos próximos anos.

Ignacio Oreamuno, fundador do Giant Hydra, fala no New Brand Communication

Multiformatos
O primeiro palestrante da segunda-feira, 12/09, foi Tom Le Bree, diretor da Rehabstudio, agência britânica de estratégia e produção digital. Segundo ele, o cenário de comunicação para as marcas requer, sobretudo, um novo comportamento. “Viemos de um tempo em que as marcas se comunicavam de poucas maneiras. Tínhamos menos chance de fazer com que a percepção da nossa mensagem fosse coerente”. Entretanto, Le Bree ressaltou que usar todas as mídias não é a solução. É preciso pensar como a marca gostaria que o público perceba sua mensagem, o que implica em personalização. Para ele, seguir a intuição, aprender com os erros, e agir antes de falar são as principais características para as marcas que desejam participar de um contexto baseado em múltiplas possibilidades de comunicação.

Construção coletiva
Para fechar sua participação, Le Bree citou o caso Life in a Day, concebido para o YouTube. O vídeo contou com a participação de pessoas de 192 países, que enviaram suas gravações retratando um dia em suas vidas. A colaboração como vetor para a construção de conteúdo foi o tema abordado por Ignacio Oreamuno, fundador do Giant Hydra, rede online de profissionais que trabalham juntos para atender a demandas de agências de comunicação.

Para Ignacio, esse modelo de trabalho pautará um futuro capaz de absorver potenciais de pessoas em diferentes lugares do mundo, com a flexibilização de horários e menos competição: “serão 30 pessoas talentosas trabalhando em rede e não 300 pessoas em um prédio”, disse. O exemplo de colaboração massiva serve como inspiração para potencializar atuais projetos de crowdsourcing das marcas, como o Ideas for Good, da Toyota e o Pepsi Refresh, da Pepsico. Ignacio ressaltou que existe uma grande confusão sobre o termo crowdsourcing, já que, de acordo com ele, a tática está baseada na construção conjunta e não no envio de ideias que, então, são aprovadas e/ou concretizadas.

Agências em transformação
Em outro debate, a CEO da agência F/Biz, Gal Barradas, afirmou que não teremos mais um único modelo de agência: “Não acredito mais em um modelo consolidado. O consumidor absorve informação de diferentes maneiras e as necessidades dos clientes aumentaram”, disse. Sobre a incorporação de uma área especializada em comunicação digital nas agências, os participantes do debate concordaram que essa não é a melhor estratégia. Em vez de criar silos, é preciso pensar de forma integradora, com o poder da “grande ideia”, afirmou José Boralli, presidente da B/Ferraz.

A emergência da classe média foi outro ponto abordado por Gal como fundamental para essa “nova agência”, capaz de atender a todas as demandas. “O maior acesso à banda larga, explosão dos smartphones e abrangência de acesso à internet são fatores que acarretarão mudanças nas estratégias das marcas. Precisamos nos antecipar às expectativas desses novos consumidores”, disse.

Efemeridade e as atitudes
Adrian Ho, sócio-fundador da agência norte-americana Zeus Jones, afirmou que os principais insumos de seu trabalho são a incerteza e a busca do desconhecido: “o que nos move é justamente ir atrás daquilo que não sabemos”. Para ele, a complexidade é tanta que também cresce a chance de errar. “Planejamos nossas campanhas a cada duas semanas porque tudo muda muito rápido”, disse.

Esse clima de trabalhar com o inesperado está alinhado às alterações rápidas das preferências e gostos dos consumidores. A maximização da independência e preferência individual transforma as possibilidades de real engajamento, que passa a ocorrer grupos fragmentados. As marcas, ao se apropriarem deste cenário complexo, reconhecerem a interdependência entre múltiplos públicos e abrirem-se para uma postura aberta e dialógica, conseguirão incrementar suas capacidades de gerar valor percebido, além de unir discurso e prática em uma sociedade em rede.

Atitudes na moda pedem novos formatos

O universo da moda está associado a atributos como beleza, luxo, irreverência, ousadia e inovação. As atitudes neste campo tangibilizam as promessas de algumas marcas que posicionam suas estratégias neste contexto simbólico. Entretanto, a atuação na moda é protagonizada por empresas de produtos e serviços luxuosos e a forma mais adequada de democratizar este universo para os novos consumidores brasileiros configura um desafio para os próximos anos.

No Brasil, a indústria da moda começou a tomar um rumo próprio durante a Segunda Guerra Mundial, período em que as importações de bens de consumo foram bloqueadas e a indústria têxtil e de confecções, antes baseada na importação de tecidos de Paris, teve de se consolidar.

Desfile de moda promovido pela Casa Canadá

A Casa Canadá, loja que se tornou referência na moda brasileira, começou a produzir, no início da década de 40, roupas exclusivas para a elite econômica do Rio de Janeiro, ainda inspiradas pelos modelos europeus. Em 1944, ela promoveu o primeiro desfile de moda no Brasil. A partir de 1958, a Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit), passou a ocupar o centro das referências no setor, criada pelo empresário Caio de Alcântara Machado, também idealizador do Prêmio Caio, que homenageia os melhores eventos do País.

A partir da década de 90, com a abertura econômica no pós-ditadura militar, a moda brasileira teve espaço para expandir-se e a Phytoervas fez o primeiro patrocínio neste campo e em grandes proporções: o Phytoervas Fashion, em 1994. O evento lançou grandes nomes da moda brasileira, como Ronaldo Fraga e Alexandre Herchcovitch e jogou luz à importância da produção de moda a partir de referências locais. Foi ainda criado o Phytoervas Fashion Awards, que premiava os nomes mais importantes em diversas categorias, como modelos, estilistas, coleções, produtores, entre outras.

O Phytoervas Fashion tornou-se o renomado São Paulo Fashion Week (SPFW), realizado desde 1996, e o espaço para outras marcas atuarem cresceu. Nesta história, algumas marcas têm maior destaque, como a Melissa (marca da Grendene), Natura, Oi, Seda (da Unilever) e, mais recentemente, O Boticário. A Natura esteve presente no evento entre 2004 e 2009 e a Seda em 2010. As outras marcas ainda são patrocinadoras. Em outras semanas de moda, como no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e Brasília, as marcas também estão presentes, pois o patrocínio a esses eventos é a forma mais comum de associação à moda.

Ativação da propriedade
Explorar o direito da propriedade com ações de ativação tornou-se fundamental para garantir o devido alcance e engajamento da marca com os públicos que se interessam por moda. Bons exemplos vêm das marcas que apoiam o SPFW, como Oi e Melissa que patrocinam o evento desde 2008 e 2002, respectivamente.

Na 30ª edição do evento, em janeiro deste ano, a Oi montou um cybercafé, além do Oi Performance, espaço em que um grupo de artistas teve tarefa de criar ambientes inspirados em músicas de playlists transmitidas pela rádio Oi FM. Toda a cobertura do evento foi feita pela equipe do portal Oi Moda, criado há mais de um ano pela marca. Já a Melissa promove, em todas as edições, o lançamento de suas novas coleções em lounges exclusivos do SPFW, além de realizar sorteios de suas sandálias para os presentes.

Espaço da Oi no SPFW

No exterior, essa modalidade de atuação das marcas também é a mais comum: a Mercedes-Benz patrocina a semana de moda de Nova York desde 2001, onde adquiriu seus naming rights. A marca acaba de fechar uma parceria com a semana de moda de Tóquio, que começa a partir da temporada verão 2012, em outubro. Os atributos da marca – excelência, inovação e qualidade – estão atrelados ao universo da moda e a relação consistente revela um bom exemplo de atitude.

Moda na propaganda
Apesar de não estar presente em eventos de moda, a Absolut associou-se ao tema em sua propaganda, conhecida por sempre destacar seu produto em contextos diferentes. Em 1988, lançou o anúncio Cameron, que figurava a modelo Rachel Williams com um vestido assinado pelo estilista David Cameron. O anúncio fez sucesso: cerca de cinco mil mulheres quiseram comprar o mesmo vestido.

Desde então, a marca abre espaço em sua publicidade para novos estilistas e publica um calendário com essas imagens, o que representa uma forma de dar visibilidade a artistas jovens que estão em início de suas carreiras na moda. Entretanto, a inserção da marca na moda está restrita a este campo estético. A participação em um evento, acompanhada de outras formas de comunicação, integram o ciclo da atitude de marca.

Democratização do luxo
A moda deverá passar por um momento de transformação e tornar-se mais acessível às outras classes sociais. As marcas de luxo, que em sua maioria, associam-se a esta área, possuem em seu cerne o compromisso com a excelência e a qualidade, valores importantes para todas as classes sociais.

As classes emergentes também querem participar deste mundo e as oportunidades das marcas de luxo neste campo é enorme, como aponta o Data Popular: a classe média movimenta 900 bilhões de reais por ano, 13 vezes mais do que o mercado de alto luxo. É preciso, entretanto, encontrar signos e linguagens que dialoguem com esse público. Com a possível releitura do luxo de acordo com as necessidades subjetivas dos novos consumidores, a participação das marcas na moda deverá tomar novos rumos.

8 Ps do Marketing Digital pretendem melhorar a estratégia das empresas

Os 4 Ps propostos por McCarthy podem ser um dos principais conceitos do Marketing, mas, para Conrado Adolpho, a lista é um pouco maior em se tratando do Marketing Digital. O autor do Best-seller “Google Marketing”, que chega à quarta edição com 15 mil unidades vendidas, propõe 8 Ps para melhorar a estratégia online das empresas e maximizar os bons resultados.

Conrado Adolpho, autor de "Os 8 Ps do Marketing Digital”

Para promover as vantagens do conceito, chega às livrarias este mês o livro “Os 8 Ps do Marketing Digital”, da editora Novatec. Atuando há 10 anos na área, Adolpho planeja ainda o lançamento do e-book “30 dicas para o sucesso rápido”, que estará disponível gratuitamente.

Em entrevista ao Mundo do Marketing, o especialista destaca as principais características da teoria e explica por que é necessário criar um ciclo infinito que compreende a atuação da empresa na internet, composto por Pesquisa, Planejamento, Produção, Publicação, Promoção, Propagação, Personalização e Precisão.

Por que 8 Ps?
“Hoje temos uma quantidade muito grande de players dentro do mercado: o analista, a empresa que faz otimização de site, mídias sociais, métricas, e-mail marketing, um monte de fornecedores, que acham que, naquele momento, são os mais importantes. Com isso, o empresário acaba ficando perdido, sem saber o que contratar e em que hora. Por exemplo, ele não sabe que não deveria contratar uma empresa que envia e-mail marketing sem ter antes o mailing. Mas não adianta comprar mailing, o retorno de compra de mailing é muito baixo. É muito mais fácil investir numa ação para construir o mailing dele do que comprar o mailing e enviar. Assim como não adianta também colocar alguma campanha de mídias sociais se não há conteúdo para fazer essa campanha. Mídia social é conteúdo, não promoção. O conteúdo é uma “cola social”. As empresas ficam confusas sobre quais são as competências que precisam no momento. É isso que os 8 Ps propõem”.

As transformações da internet
“A internet transformou a relação de tempo-espaço e mudou o modelo de negócio de várias empresas. Há, por exemplo, uma Zappos, que é a maior vendedora de sapatos e artigos de moda do mundo pela internet, porque consegue vender para qualquer lugar. O e-commerce é o primeiro movimento – a primeira mudança em modelo de negócio – a partir dessa transformação na questão do espaço que a internet promove. Há o fenômeno de compras coletivas, que é um conceito que a internet traz. A internet entra como resposta para aquilo que o ser humano já queria”.

Os 8 Ps
“Os 4 Ps são variáveis controladas – preço, praça, produto e promoção – para atuar no mercado de maneira mais eficiente. Os 8 Ps são um processo e não variáveis controláveis. O primeiro P é pesquisa. Antes de planejar é preciso pesquisar. O segundo P é planejamento, pois para produzir o site é necessário planejá-lo. Na internet você envolve designer, pessoal de jornalismo, marketing, desenvolvedor, uma quantidade muito grande de pessoas com diferentes competências que precisam falar a mesma linguagem. Por isso é necessário o P de planejamento.

Depois vem produção, publicação de conteúdo, dentro e fora do site, como nas mídias sociais. Aí sim aparece o P de promoção, que é o quinto. Não só promovendo a marca simplesmente, mas com um viés de propagação, que é o sexto P, o famoso Marketing Viral, mas algo muito mais profundo. É se aproveitar do alto grau de atividade do consumidor – não existe uma revolução no Egito ou um case Arezzo à toa: o consumidor hoje tem o software e o hardware para expor suas opiniões. É um consumidor muito mais ativo do que nas décadas de 1970 e 1980.

Depois de promover para que o consumidor propague, há outra teoria em torno disso que são as campanhas colaborativa e competitiva. A colaborativa significa as pessoas se juntarem por uma causa, enquanto a competitiva é algo como “Escreva uma frase e concorra a um iPad”. Ou seja, estar competindo com outras pessoas. Fazendo tudo isso – promoção e propagação – é hora do sétimo P, que é a personalização. Na internet, é possível personalizar comunicação em massa, tratando o consumidor como um indivíduo. Finalmente, a precisão é o oitavo P, o que significa mensurar, medir tudo”.

Empresas circulares
“A partir do momento em que a empresa faz do primeiro ao oitavo P, é possível conhecer melhor o mercado. Hoje não existe processo linear, os processos são circulares. A empresa circular é aquela que, quando termina um ciclo, volta para melhorá-lo. O primeiro iPod, por exemplo, que nem chegou ao Brasil, era horroroso e foi melhorando até o iPod Touch. Quem começou com isso foi a Microsoft, com o Windows 3.11. Este é o conceito das empresas que lançam o mesmo produto várias vezes. Os 8 Ps não são uma linha, que tem início, meio e fim. Eles têm um início, que é a pesquisa, mas não têm um fim. Depois de chegar ao oitavo P e mensurar tudo o que deu certo, é necessária uma pesquisa para entender com mais propriedade e reiniciar um novo ciclo. Cada vez que você gira esse ciclo, aprende mais sobre o seu negócio”.

Pequenos e médios negócios
“Quero mostrar para as pessoas que estratégias de Marketing Digital podem ser usadas tanto para profissionais liberais como para empresas grandes. Temos mais de 100 cases que obtiveram sucesso com os 8 Ps, desde o case do Mario Persona, que é um palestrante, até o do Flamengo, da Nokia, da Trip. Um conceito que os 8 Ps trazem para o mercado é a questão de integração entre competências que parecem muito distintas, mas que conversam entre si. Os 8 Ps são um método que ajudam o negócio a ganhar dinheiro, mas também uma teoria voltada para pequenos negócios. Os 8 Ps não são voltados para a Unilever. Ela até pode usá-los, mas será muito pouco, porque já tem muita gente que se preocupa com a empresa. Os 8 Ps são voltados para o micro e pequeno empresário, além do profissional liberal.

*Por Sylvia de Sá e Bruno Mello. Esta reportagem foi publicada originalmente no portal Mundo do Marketing, e agora no Com:Atitude de acordo com parceria que os dois portais mantêm.